quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007

Uma fábula, uma moral


A formiga e a pomba

Uma formiga foi à margem do rio beber água. Porém, acabou arrastada pela corrente, e estava prestes a afogar-se.

Uma pomba que estava numa árvore sobre a àgua, arrancou uma folha e deixou-a cair na corrente perto dela. A formiga subiu para a folha e flutuou em segurança até à margem.

Pouco tempo depois, um caçador aproximou-se da árvore e preparava-se para colocar varas com visco perto da pomba que repousava nos galhos alheia ao perigo. A formiga, percebendo a intenção dele, deu-lhe uma ferroada no pé. O caçador deixou cair a armadilha, e isso permitiu à pomba voar para longe, a salvo.

Moral da história: Quem é agradecido de coração sempre encontrará oportunidades para mostrar a sua gratidão.

Autor: Esopo

P.S.: Encontrei hoje de manhã um livro com inúmeras fábulas... são recordações da infância que o deviam ser também na idade adulta, porque nos ensinam grandes lições de vida! Aqui está uma delas... adorava estas historietas quando tinha 6 anos, e com mais 20 em cima continuo a adorar! Foi com elas que aprendi a ler, e a escrever...!

terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

Ideias para reduzir o lixo produzido

O semanário Sol do último fim-de-semana publicou uma reportagem com o título: "10 ideias para menos lixo" (página 42). Como sou apologista destas causas, achei que deveria repetir aqui as boas ideias, algumas já adoptadas aqui em casa há algum tempo, mas outras já a serem pensadas para um futuro próximo!

1. Podemos pedir emprestado ou alugar um berbequim, um cortador de relva ou um carrinho de bebé. E porque? Porque é um desperdício de dinheiro, e de lixo também!, estar a comprar para usar meia dúzia de vezes, que é o que geralmente acontece com estes objectos. Por isso, o mais barato e prático, até por uma questão de espaço para os arrumar, é pedir emprestado ou alugar!

2. Determinados produtos duram mais se forem de melhor qualidade, apesar disso significar a maioria das vezes, que o preço seja mais elevado. Quanto mais tempo durarem, e menos vezes forem comprados, menos lixo faremos, menos energia irá ser utilizada e o ambiente agradece. Caso de pneus, brinquedos, móveis, malas de viagem.

3. Devemos gastar a menor quantidade possível, e comprar as maiores embalagens de detergentes. Se as embalagens forem maiores, duram mais tempo e custam menos a serem recicladas: uma custa menos que duas ou três.
4. Devemos comprar os produtos que venham em embalagens de papel simples e não duplo, e evitar as embalagens de plástico misto que não são recicláveis em Portugal e têm de ser colocadas no aterro.

5. Cada um de nós gasta 20 quilos de papel por mês (assustador!), quantidade que pode ser reduzida com o aproveitamento das folhas de papel. Como? Simples: escrever no verso das folhas, partilhar revistas e jornais, aproveitar papel de embrulho e imprimir dos dois lados da folha.

6. Não comprar fruta ou outro produto embalado que possa ser comprado à unidade ou peso. A embalagem também se paga e para além disso, é mais uma a juntar às muitas que temos para reciclar. Quantas menos houverem melhor para o ambiente!

7. Ao invés de gastar inúmeros sacos de plásticos, podemos andar sempre com um saco de pano na mala, para usarmos quando vamos às compras. Gasta-se menos energia e produz-se menos lixo. Nas farmácias, ao invés de sairmos com um saco pequeno com o medicamento, podemos simplesmente colocar o medicamento no bolso ou na mala. Os sacos de plástico do supermercado podem servir para sacos do lixo!

8. Se algum dos electrodomésticos está estragado, ou a roupa rasgada ou rota, podemos arranjá-los. Mandar sapatos para o sapateiro também é uma boa hipótese, porque mantém esta profissão e nos faz poupar uns trocos, para além de produzir menos lixo.

9. Podemos produzir a compostagem em nossa casa (é um processo biológico em que os microrganismos transformam restos de comida, papel e folhas num material semelhante ao solo. Isto pode ser feito numa simples caixa, colocada num canto do quintal. O único problema é que nem todos os portugueses têm quintal...!

10. Substituir os guardanapos de papel pelos de pano, é um passo simples mas eficaz. Aproveitar os frascos de pickles para recipiente de compota ou marmelada, substituir o copo de plástico pela caneca são outras medidas importantes nesta luta por um meio ambiente mais saudável!

Vamos meter as mãos ao trabalho para mudar hábitos?

domingo, 25 de fevereiro de 2007

A menina da Sertã

Muito se tem falado na menina de 5 anos da Sertã com o nome de Esmeralda. A ela e ao seu caso, mal contado e insólito, têm sido dedicados programas, muitas reportagens, muitas opiniões, muitos dados e até abaixo-assinados! Estava no JN quando o caso veio à tona, e reparei que casos semelhantes ou com contornos parecidos iam aparecendo nos media mas não mereciam a atenção exagerada que este caso teve desde o seu aparecimento público.

Com tudo aquilo que aprendi, sobretudo no meu seminário, questionei a razão da atenção exagerada dada ao caso "Esmeralda" e conclui que só podia haver uma razão. Alguém tinha interesse que o caso fosse mediático, e entendi que não podiam ser outras pessoas para além dos pais adoptivos. Ou aliás, o pai que se diz adoptivo, porque legalmente nem sequer o é. É militar já há uns aninhos.. não sei se isto explica alguma coisa, mas é possível.

Já há uns tempos que andava para comentar este estranho caso, mas nunca me tinha sentido tão desperta para a realidade como hoje. A SIC, depois de noticiar no Jornal da Noite um par de vezes que ia para o ar uma reportagem sobre a menina da Sertã, e depois de dez minutos de publicidade, iniciou uma das poucas, se não a única, reportagem imparcial sobre este caso que já vi nos media portugueses. Surgiu a mãe e o pai da criança de cinco anos, a contar versões diferentes de uma história muito mal contada... sobretudo pela mãe!

Ora vejamos as incongruências! Conta ela que estava sentada, à beira de uma estrada, num banco com a irmã, e estranhamente passa um carro com rapazes novos que pararam. Sinceramente não vejo outra razão para além de prostituição. Outro aspecto: ela e a irmã eram ilegais, o que uma gravidez vinha mesmo a calhar. Poderia casar-se com o português de quem tinha engravidado, e assim era muito mais fácil ganhar a nacionalidade portuguesa. Terceiro aspecto: não acredito que ela tenha dado a criança, acredito que tenha recebido algo em troca. Infelizmente esta é uma realidade em Portugal, e quando este caso surgiu, veio a tona outro caso de desaparecimento de um bebé numa maternidade que se descobriu que foi vendida! Mas passou à frente...não era tão importante como o militar que foi condenado por ter em sua posse uma criança a que não lhe tinha sido confiada a sua guarda!

O pior é a defesa quase consensual dos portugueses pelos pais que estiveram com a criança desde há cinco anos. Não os chamo adoptivos porque nem isso eles são! E porque? Porque para eles não há leis em Portugal. Porque, ao contrário de outros casais que estão meses e talvez anos, à espera de conseguir adoptar uma criança, que muitas vezes nem sempre é bebé!, eles dizem que adoptaram em dias! E o papel que a mãe assinou na altura também é uma fraude para mim! Eles sabiam dos trâmites legais por que tinham de passar e não o quiseram fazer. Porque? Porque não era tão simples como um papel assinado pela mãe. Sim!, porque se o pai não quisesse a criança, eles ficariam com ela como se nada se tivesse passado.

É assim! Já não entendo que leis existem neste país. Alguns cumprem-nas à risca e outros ignoram-nas com a maior das facilidades. Como é que a mãe rapta a criança e ninguém coloca telefones sob escuta para a localizar? Será que são realidades que nós apenas vemos no CSI, ou o caso não é urgente? Como é que nunca deixaram o pai verdadeiro ver a criança? Nem uma fotografia... Lá diz o ditado: quem tudo quer, tudo perde!

A criança é a maior prejudicada...e se realmente gostam dela, não tem de pensar de quem ela é, porque é uma pessoa e não um objecto. Frases como a dita pelos avós: "A Esmeralda é nossa!" não tem a mínima razão de ser e não fazem qualquer sentido neste caso. Gostei muito de ouvir o Daniel Sampaio, e daquilo que o preocupa: o bem-estar da criança, sobretudo psicológico! Mais não digo...!

terça-feira, 20 de fevereiro de 2007

Parabéns, Kurt!

Se o dia 8 de Abril de 1994 não tivesse ficado marcado pela morte de um ícone da música, hoje Kurt Donald Cobain faria 40 anos.

No final de 2006, Aj Schnack, realizador norte-americano, estreou no Festival de Toronto o documentário About a Son, que deverá chegar em breve às nossas salas de cinema. O filme foi construído sobre a voz de Cobain, recorrendo a mais de 20 horas de entrevistas gravadas por Michael Azerrad, autor do livro Come As You Are, a primeira biografia oficial dos Nirvana. Também durante este ano deverá estrear a adaptação de Heavier Than Heaven que descreve em pormenor a vida de Kurt, com a viúva de Cobain a supervisionar o projecto (vá-se la saber porque), e a requerer Ewan McGregor como protagonista.

Com Kurt Cobain nasceram os Nirvana e o grunge. Depois da explosão de fama do segundo álbum, por todos considerado como o melhor, outras bandas da mesma cidade ficaram conhecidas e hoje subsistem. Casos como os Pearl Jam, Alice in Chains, ou Soundgarden ajudaram a elevar o grunge a moda, mas até hoje ainda não conseguiram criar um mito semelhante ao dos Nirvana, emitido sobretudo por algo que emanava do vocalista e da música!

Alguém disse um dia: "Era uma inspiração, alguém que valia a pena o mundo ter, e fez-me imensa pena que as pessoas mais novas ficassem sem ele"(membro dos Raincoats). Para mim continua a ser uma inspiraação, e hoje e o dia 8 de Abril continuam a ser recordados com algum pesar... continua a ser a minha banda favorita, e continua a ser o meu escape nos dias mais compridos. Para mim continuam muito vivos!

Havia uma mística diferente, uma energia, um abanar de consciência que derivava dos Nirvana. Algo que não existe em mais nenhuma outra banda... cada uma tem o seu significado, a sua substância mas a dos Nirvana era especial e isso destacou-se. Veio à tona com o seu disco mais comercial, Nevermind e com o fabuloso e conhecido Smells Like Teen Spirit, mas a génese dos Nirvana não era essa de facto. Na minha opinião, a pureza dos Nirvana estava no 1º disco, Bleach e nas canções rasgadas que o compõem. Haverá canções melhores que School, Floyd The Barber, Love Buzz, Big Cheese, etc.? Para mim não!

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2007

O amor é um momento...!

Tenho saudades tuas... do teu cheiro, dos sentimentos que despertavas em mim, das emoções que me faziam fervilhar por tua causa, de tudo aquilo que me davas sem eu te pedir nada em troca. Do gosto em fazer-te feliz, naquilo que conseguias acalmar em mim, nas horas e horas a olhar para a mesma realidade a tentar encontrar a "entrada" perfeita. Em tudo aquilo que apenas os apaixonados podem compreender e é tão dificil de explicar!

Agora não sei o que fazer... deixaste-me perdida e sem rumo, e é assim que me sinto há duas semanas... hoje começa a terceira! Sem esperança de te voltar a encontrar, sem esperança de poder dedicar toda a minha vida a ti. Sem esperança de poder ser feliz contigo...!

E se me arrependo de alguma coisa foi do momento em que te vi e me apaixonei. Não seria mais feliz se não o tivesse experienciado, mas certamente não estaria a sentir o que estou a sentir agora. Quero voltar a ter esperança, a ter paciência nos dias, a não sentir ansiedade, e a voltar a sentir a paixão de quando te vi! O amor é mesmo um momento, que pode demorar pequenos segundos mas que vai perdurar para o resto da vida! E eu estou realmente apaixonada...

domingo, 18 de fevereiro de 2007

Um passeio

Uma visão do jornalismo

A jornalista Christiane Amanpour contou em 2000:

"Disse uma vez a um entrevistador que nunca casaria. E que nunca teria filhos. Quando se tem um filho, disse, temos, pelo menos, a responsabilidade de ficarmos vivos.

Isso foi há sete anos. Entretanto, estive casada dois anos e tenho um filho com cinco meses.

Mas uma coisa estranha aconteceu, uma coisa que eu nunca esperei; a maternidade coincidiu com a morte do jornalismo que eu conhecia. Já não tenho a certeza de que, quando for por aí fora e fizer o meu trabalho, a minha reportagem chegue, sequer, a ver a luz do ar, a avaliar pela experiência dos meus camaradas.

Mais vezes do que quero lembrar, condoí-me com demasiados camaradas enviados, como eu, para alguns dos piores sítios do mundo. Eles iam até ao Inferno para conseguirem as suas peças, apenas para, frequentemente, as verem mortas em Nova Iorque, por causa de algum fascinante novo ângulo encontrado... sei lá... nos “Twinkies assassinos”, ou no aumento de peso de Fergie, ou qualquer coisa assim. Sempre pensei que é moralmente inaceitável matar histórias que as pessoas arriscaram a vida para conseguir."

...

Investimentos no Ambiente

Nos próximos seis anos, o Ministério da Economia e do Ambiente irá investir 14 mil milhões de euros no sector do ambiente. A juntar aos 35 mil milhões de euros investidos na exploração dos vários sistemas de águas, lixos e resíduos, torna este sector como um dos mais promissores em termos de desenvolvimentos nos próximos anos. Ainda bem!

A par deste investimento, ainda existe a exploração dos parques eólicos, cada vez em maior número, as barragens, os parques solares, as novas centrais de biomassa, a exploração da energia das ondas e ainda das novas unidades de produção de biocombustíveis. Com tudo isto prevê-se a criação de cerca de 100 mil novos postos de trabalho, a acompanhar uma melhoria gradual do ambiente (ou assim esperamos!) e consequentemente, da nossa vida e do nosso futuro. O esforço para esta "possível" e necessária realidade também tem de partir de nós, e dos nossos gestos no dia-a-dia, simples e que podem fazer toda a diferença. Mesmo que o façamos ...individualmente!

Esta é a minha opinião, e surgiu há cerca de 4 anos quando tive consciência de que poderia fazer algo "tão simples" como separar o lixo. Apercebi-me que este simples gesto poderia ter vantagens para o ambiente, para a minha vida e para a vida do futuro do nosso planeta. No ínicio, não tinha muitos apoiantes e muitas vezes zombavam de mim, dizendo que "isso depois é tudo misturado no lixo normal! Tu é que passas pela idiota", ou era confrontada com histórias de desconhecidos que me eram contadas pelos membros da família, "O Manel já viu um ecoponto ser despejado no mesmo camião que o lixo comum!" O meu pai estava mais consciente mas avisava: "sozinha não consegues mudar o mundo!" E sempre tive essa certeza, mas também estava convicta de que poderia fazer alguma coisa, e separar o lixo era o mínimo. E a teimosia durou uns tempos... e continua!

Nos três meses que estive fora, reparei que os pacotes de leite, as garrafas de água eram separados, para além do vidro. A minha irmã também já adoptou a mesma estratégia... a tal que contava a história de desconhecidos terem visto ecopontos misturados com o lixo comum. Alguma coisa mudou, e não me parece que tenha sido só cá em casa. As mudanças de clima estão na ordem do dia e é raro o dia em que não surjam nos meios de comunicação social notícias sobre inundações, secas, tufões ou tempestades... e começamos todos a entender que o mundo mudou de facto. Já não há a Primavera que eu tanto adorava quando era criança, e estas mudanças acompanhadas dos rios que visivelmente correm mais secos, fazem com que as mentalidades mudem, aos poucos! Pelo menos assim parece que está a acontecer...!

Mas não é apenas na separação do lixo que nos devemos preocupar, e não é apenas com isso que está relacionado a preservação do meio ambiente. O Expresso tem um dossie muito completo sobre todas estas questões do ambiente... está organizado e consegue responder a muitas das nossas questões. É grande mas vale a pena ler, aqui!

terça-feira, 13 de fevereiro de 2007

O previsto...

A decisão de Paulo Portas regressar ao CSD-PP deverá ser anunciada ainda esta semana.

O regresso, pensa-se, está relacionado com o afastamento de dois delegados de Évora e Portalegre, apoiantes de Portas, na última terça-feira. Para além disso, o antigo líder deverá ainda usar como argumento para o seu regresso, os resultados do referendo sobre a despenalização do aborto. A questão que poderá colocar será a da derrota de Ribeiro e Castro no último Domingo, a contrastar com a sua vitória há oito anos atrás no primeiro referendo realizado em Portugal, com a vitória do Não. O Correio da Manhã e o Jornal de Notícias avançaram com esta notícia, e relembraram aquilo que Portas disse no seu programa na SIC Notícias: "Depois do referendo, direi o que penso. Não o direi como comentador mas como militantes que já presidiu a uma instituiçãi e que fez um grande esforço para a unir".

Ribeiro e Castro já avisou que irá disputar o Congresso com Paulo Portas caso isso seja realmente necessário. E declarou que o congresso não se poderá realizar antes de Maio, visto que antes terá de se convocar um conselho nacional para marcar o congresso extraordinário electivo. Lourenço Féria, delegado distrital de Beja, também já fez saber que não concorda com o regresso do antigo líder, e não acredita que os militantes, "querem de volta um comandante que abandonou o navio, quando havia a previsão de uma tempestade".

João Almeida, líder da Juventude do Partido e opositor de Castro, defendeu a necessidade de convocar um conselho nacional extraordinário para discutir a situação do partido, devido aos resultados do referendo e das últimas eleições legislativas. Tudo em conformidade por saber que Paulo Portas deseja regressar à liderança do seu partido de sempre. Maria José Nogueira Pinto, a presidente da mesa, já defendeu que neste momento não há necessidade, mas que se pode comvocar uma reunião extraordinária do Partido para Março. E para isso ser possível pede aos conselheiros para que sugiram temas que possam ser debatidos na reunião extraordinária, visto que "não se irá apenas falar sobre os resultados do referendo".

De relembrar que também Paulo Portas fez campanha pelo Não à despenalização do aborto, em que defendia que Portugal não necessitava de uma lei como a que foi aprovada em referendo, porque: "Se as condições de informação, contracepção, prevenção da sociedade portuguesa aumentarem, porque é que nós vamos para uma lei que, no fundo no fundo, liberaliza o aborto sem qualquer restrição, sem qualquer domínio, sem qualquer condição?"

Era um regresso previsto pelas aparições públicas que têm aumentado nos últimos tempos. Pelo protagonismo desejado e por outras coisas demasiado visiveis... os militantes irão decidir se desejam ver regressar o seu líder de tantos anos que se foi embora sem uma clara justificação, ou se simplesmente preferem ficar com Ribeiro e Castro que nunca demonstrou "muito amor à camisola"!

domingo, 11 de fevereiro de 2007

Resposta!

Como sei que a quem isto é dirigido, vai ler este post... aqui vai um desabafo! Os outros não façam caso, é apenas um recado que já deveria ter mandado à mais tempo. Falar pessoalmente é impossivel visto que a pessoa em questão não está em Portugal, e falar por msn é impossivel porque a minha paciência ficou esgotada neste exacto momento!!

Em primeiro lugar, vou-me manter firme pelo menos durante mais uns tempos. E enquanto tiver amigos, que o sejam na prática e não apenas na teórica, que me animem quando mais precisar.

Portugal já foi um país mais porreiro, mas ainda assim há oportunidades que surgem para quem se esforça na verdade. E não para quem consegue as coisas por outras vias que não o esforço, e/ou o mérito. Sou teimosa, tenho ideias firmes mas acima de tudo sou justa para comigo e sobretudo para com os outros, e por isso odeio injustiças, ocorram elas na China ou na Madeira!

"Has-de arranjar coisas para fazer aí..." sim! nem que seja limpar escadas, ou até casas de banho. Desde que seja algo digno, não deve haver problema. Ou pelo menos foi assim que fui educada, e o meu pai lá deve ter as suas razões para me impingir isto! De qualquer forma, obrigado pela força e pela confiança. Agradeço quando as pessoas são sinceras e mesmo quando acham que não temos jeito para algo e nos devíamos dedicar à pesca. Num momento como este, é o ideal!

"Não deixes de ser simpática se a vida te correr menos bem porque não é sendo menos simpática que as coisas passam a correr melhor..." Sim! É mesmo minha característica ser antipática para as pessoas por as coisas me correrem mal! Para tua informação, e acorda para a realidade!, ando a ser antipática pela forma como me andas a tratar, e por aquilo que me tens dito! É insuportável estar constantemente a ouvir alguém a dizer: "Mas ainda achas que vais conseguir alguma coisa?", "Mas tens visto propostas de emprego? Onde?", "Mas o estágio correu bem e não ficaste? Correu bem como?". Sem uma palavra de "Força. Com esforço tudo se consegue!", ou "Pelo menos tenta, se não der paciência!". Já basta as pessoas pensarem isto quando estão mais em baixo, ou quando o silêncio e a inércia tomaram conta do nosso corpo, não é necessário estar constantemente a ouvir alguém a "deitar-nos abaixo!"

Não gosto que me tratem como merda quando sou um ser humano. E como não costumo ser pessimista para os outros, não admito que o sejam para mim! Só por isto vou mandar mais uns emails, pode ser que algum idiota ache que tenho algum valor, nem que seja apenas para tirar fotocópias, e fazer uns telefonemas que já devia ter feito. Bad luck... my "friend"!

Jude Law - Parte II

Pelo menos podemos sonhar...!

Lamento, mas ando mesmo a precisar de suspirar por uns minutos, e esta banda sonora é perfeita! Um pouco lamechas demais para o meu gosto, mas um blog também é feito destas pequenas coisas!

P.S.: Margarida encontrei este video que é bem mais engraçado! :p

sábado, 10 de fevereiro de 2007

Cusca, eu!?

Sou cusca, é um facto! Não sei se é um defeito muito grande ou apenas uma característica, mas a verdade é que sou e cada vez mais.

Não sou curiosa em relação a tudo. Gosto sobretudo de histórias, de vidas, de pormenores que me façam pensar e indagar sobre outros pormenores, de lutos e nascimentos, amores e desamores. Gosto de histórias de vida, porque cada um de nós tem uma tão engraçada que daria um livro! E que livros que não iam aparecer, tenho a certeza!

Quando estava no Porto, fui um dia à noite ao Dolce Vita lá do sítio, com uma colega. Entre muitas entradas e saídas de lojas, entramos numa em que a empregada estava ao telemóvel a contar a alguém a sua história com o ex-namorado. A loja estava imersa num silêncio aterrador, apenas se ouvia a voz dela, e a minha colega sentiu-se mal por estar a ouvir conversas alheiras e quis ir-se embora! Eu não... fiquei sossegada no meu canto, a ouvir a moça a contar a história, até que me cansei de estar ali sozinha e acabei por sair. Claro que não ia fazer daquilo uma reportagem jornalística, mas queria ouvir por curiosidade. Simples curiosidade, por ser uma história e a protagonista estava mesmo a iniciá-la! Para além disso, se ela não quisesse tornar pública a sua história, não estava a falar escondida, sem saber se entravam ou não pessoas e a falar alto. À porta da loja já se ouvia o que ela estava a dizer!

Mas a Margarida quis sair, achou que eu era "doente" e não parou de se rir durante um bom bocado... digamos que a minha imagem não foi a mais famosa: de telemóvel na mão a falar com a Margarida, quando me apercebo da conversa por detrás da parede, calei-me, pousei o telemóvel e coloquei-me perto da parede onde estava a empregada, para assim ouvir bem... sem mexer uma pestana para não ser "reparada"!

Sou cusca e então? Sei imensas histórias de toda a gente, contadas pelos próprios e por outros, e ouço tudo e fixo tudo, até os mais recônditos pormenores. Gosto de contar e de ouvir, imaginar o que realmente aconteceu, justificar as atitudes e imaginar os porquês. A cusquice não significa que vá espalhar as histórias (e sei de algumas bem engraçadas!), ou as vá comentar, ou vá fazer outra coisa qualquer com elas. Simplesmente gosto de ouvir, imaginar, e descobrir mais sobre as pessoas... tanto as que estão perto de mim como as que estão mais longe.

E quando são histórias de amor, de paixões e desamores o frenesim em saber o que realmente aconteceu é maior. Porque gosto de saber quem amou quem, porque, onde e como terminou. A verdade é que quando conheço alguém, e no aumento de amizade ela me conta algo sobre um namorado ou ex-namorado, a pergunta obrigatória é sempre: como o conheceste? É tão engraçado saber que foi no café X ou Y, apresentado por Y ou Z, ou num encontro casual na rua em que A esbarrou com B. Ou que simplesmente eram amigos há imenso tempo e que num determinado dia, a faísca aconteceu! Tem tanta piada e sei tantas histórias de amor, outras que não são propriamente amor mas desejavam ser... tudo com um propósito, conhecer melhor os humanos. Não somos assim tão diferentes!

P.S.: Enquanto estava a escrever isto, um amigo estava a queixar-se que eu fazia demasiadas perguntas e que a conversa que estavamos a ter parecia mais um interrogatório da PIDE. As minhas desculpas, não só a ele mas a todos os outros. Sei que tenho andado demasiado cusca e que nem todos têm paciência para tanta curiosidade... suponho que um dia consiga controlar este meu desejo de saber tudo. Até lá aturem-me, ou não... podem sempre responder com um grande silêncio! A melhor resposta de todas!

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007

Mentir durante um ano

Ontem foi re-contada uma história bastante triste no Jornal de Notícias, com desenvolvimentos hoje! Para além do inusitado conjunto de acontecimentos, surge outra preocupação: quantas mais vezes foram os media enganados, levando consigo "o povo"?

O último caso que andou nos escaparates é revelador disso, na minha opinião! Ateimava-se sempre em dar, APENAS, o lado dos pais adoptivos (que afinal não o eram legalmente, apesar de isso nunca ser referido), sem nunca ouvir as justificações do pai ou da mãe que recebeu uns trocos ao dar a bébe para adopção. Por mais directo, racional e insensível que isto possa parecer, é a realidade... e temos aqui outra história que nos chama a atenção para outro tipo de realidade, que a meu ver existe em maior número do que possamos imaginar. É o chamado desespero dos pais, com muitos filhos e sem possibilidades económicas para os sustentar... pelas mais variadas razões. Não vai ter o mediatismo que a outra história teve, talvez porque o pai destas quatro crianças não é militar, ou vem de uma família com conhecimentos e dinheiro... ou outra razão qualquer! Mas vamos atentar nos factos:

Há um ano, Carla desesperada, deslocou-se ao Hospital de Santo António, e dali seguiu para o IPO, onde encontrou um papel amarrotado no caixote do lixo que pertencia a uma doente (esta verdadeira). Fez uma fotocópia e forjou a documentação, que entregou a uma assistente social e ao seu médico de família. Todos acreditaram na veracidade da história de Carla, inclusivamente o marido e demais familiares. Rapou o cabelo de forma a parecer mais credível o seu suposto cancro.

A solidariedade instalou-se à volta desta família de Penafiel com quatro filhos de 2 a 12 anos, e pelo dinheiro arrecadado supunha-se que poderiam ter uma casa nova dentro de alguns meses. Os vizinhos pagaram a renda em atraso de há dois anos, e a comida e os brinquedos chegavam em grande número para os filhos.

A mentira foi descoberta quando Carla entregou ao Médico de família duas declarações visivelmente falsas, com montagens do símbolo do IPO/Porto. Carla vai ser acusada de fraude e abuso de confiança, e a população de Penafiel divide-se em duas opiniões: revolta e justifica a atitude pelo amor que Carla tinha pelos filhos.

No meu caso, não sei... estou indecisa. Não concordo com a mentira, e muito menos em enganar os outros, mas por outro lado, o desespero de ver um filho com fome deve ser suficientemente grave para levar certas pessoas a este tipo de atitudes. Só acho que não se deve chegar a estes extremos... penso que ela poderia ter feito o peditório da mesma forma, apenas com a justificação da família ser pobre e de ter quatro filhos para alimentar. Poderia não ganhar dinheiro para uma casa, mas já devia bastar para alimentar as quatro bocas menores que tem a seu cargo... digo eu!

Jornalismo ou um bar na praia?


Senti-me assim quando...:
  • me disseram para me entreter a telefonar para o resto dos hotéis do Porto, depois de ter descoberto em qual deles estava a Maria José Morgado (apenas porque lhe queriam tirar uma fotografia... );
  • uma vez me alteraram o texto todo sem dar explicação da razão da mudança. Assinei mas não senti a reportagem como sendo minha...!
  • apenas havia um computador vago e disseram a mim e a outra estagiária para nos entretermos, sem tentarem solucionar o problema ... era Quinta-feira e preferi entreter-me a ler a Visão...!
  • chegavam à secção e não me diziam boa tarde ou nem sequer olhavam para mim;
  • quando saí, com um pessimismo enorme, a julgar que nunca mais iria pisar uma redacção...e que o melhor seria arranjar qualquer coisa numa outra área. Ainda hoje não sei se vou conseguir!
De facto dá muito menos trabalho ter um bar na praia, a tentar enveredar pelo jornalismo. E ainda estou no início da luta... se é que podemos chamar a isto luta!

Hoje não me chateiam!

Parem com as questões, com as investidas de "que estupidez", já não dá para suportar! Por mais louco e incompreensível que tudo isto possa parecer, e parece, é isto que quero e não admito que ninguém me tente impedir. E, o grave, é que não estou a falar dos meus pais, mas sim daqueles que se dizem amiguinhos mas que no momento do apoio, dão o contrário. Parem com as questões que não têm resposta, com os julgamentos sem justificação...não vale de nada! Chateia-me na altura mas não me vai fazer mudar de ideias!

E porque? Porque já perdi algo muito, demasiado, importante... não me parece que vá perder pela seguda vez, sem lutar um bocadinho! Por mais louca que essa luta possa ser, mais impossível...acho que devo tentar e é isso que vou fazer! Se não conseguir, ou ficar demasiado cansada e extenuada, saberei que tentei... e isso já me vai fazer feliz!

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007

Gosto de frases e pensamentos...!

"É a penalização até às dez semanas que torna a IGV em aborto clandestino. Esse é o único resultado da actual lei."
José Sócrates, secretário-geral do PS e primeiro-ministro numa mensagem vídeo na página do PS na Internet

"Nenhum partido ou governo podem substituir a nossa consciência"
D. António de Sousa Braga, Bispo dos Açores em nota pastoral

"Portugal precisa de mais 50.000 nascimentos por ano para repor a renovação de gerações. A crise dos sistemas sociais resulta da crise demográfica"
Ribeiro e Castro, Presidente do CDS/PP em Lisboa

"Se ganhar o Sim à despenalização do aborto até às dez semanas haverá uma contradição com o Código Civil, que dá ao feto capacidade de receber um testamento"
Bagão Félix, Ex-ministro das Finanças em Lisboa

"Eu estou onde sempre estive. Os outros é que mudaram, ou porque tiveram medo na altura (em 1974) ou porque têm medo agora."
Maria João Sande Lemos, fundadora do PSD em Comício em Lisboa pelo Sim

"O aborto terá de continuar a ser um ilícito, um crime tipificado pelo Código Penal."
Secretariado Nacional do Apostolado dos Leigos e da Família

"Caso ganhe o Sim será a primeira vez que a Igreja perderá as eleições"
José Adelino Maltez, Professor Catedrático do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas

"Lutar contra a abstenção e mostrar que vale a pena votar para mudar esta lei é o nosso objectivo fundamental nestes dias de campanha"
Manuela Tavares, Movimento Cidadania e Responsabilidade pelo Sim

"Teremos, em Portugal, o regresso ao tempo da destruição legalmente permitida de seres humanos, tal como quando aqui vigorava a pena de morte."
António Pires de Lima, Antigo bastonário da Ordem dos Advogados

"Já não estamos no tempo das nossas avóes, quando as mulheres não podiam votar, não podiam viajar para o estrangeiro sem autorização do marido e não tinham sequer direito a ter conta bancária"
Albino Aroso, Médico pediatra, antigo secretário de Estado da Saúde do PSD

E ainda vale a pena ler esta entrevista a Daniel Serrão, médico especialista em ética da vida e conselheiro do Papa Bento XVI. E daqui a pouco mais um debate no Prós e Contras (esperemos que desta vez Fátima Campos Ferreira se controle um pouco mais! Mas isto já é outra discussão...), entre muitos que se têm realizado em Portugal. É bom haver debate de ideias e opiniões, significa que vivemos num país democrático e que podemos pensar e não aceitar obrigatoriamente ideias que nos são impostas. Pena que nem todos pensem assim...

Espero que sejam referidas as verdadeiras razões deste referendo e não outras que não estão directamente ligadas. Persuadir as pessoas com frases como "o direito à vida", e "o aborto é negativo" não são bons argumentos. Porque tanto o lado do Não como o lado do Sim concorda com isso, e por isso será uma perda de tempo estar a discutir o indiscutível. A questão que se coloca é muito diferente: despenalização do aborto significa o fim das clínicas ilegais (quando são clínicas e não míseros vãos de escadas), o fim de pagamentos exorbitantes, num momento de desespero, para morrer ou ficar com problemas para o resto da vida. O fim de uma escolha feita na maioria dos casos sozinha, e sem aconselhamento médico e psicológico, o fim de uma imposição que não nos permite escolher quando tenhamos de o fazer, pelas mais variadas razões. E ninguém pode nem deve censurar as razões de terceiros!

É por tudo isto que vou dizer Sim no Domingo. Vou dizer sim a um país sem hipocrisias, mais justo e verdadeiro para consigo!

Do reino das bicicletas para o gigante do século XXI

Há 15 anos, os poucos automóveis que existiam na China eram de grandes empresas ou do Estado. Em 2006, o país do Sol Nascente tornou-se no maior fabricante mundial de automóveis, com uma produção de 7,2 milhões de veículos, o que significa uma subida de 27% em igual período de 2005. Este crescimento é similar noutras áreas como a rede de viação, com 34 mil quilómetros de auto-estradas, nas telecomunicações, na construção civil e até mesmo no imobiliário.

A economia chinesa tem crescido cerca de 10% todos os anos, e pode ultrapassar o Japão dentro de uma dezena de anos, e até mesmo os Estados Unidos da América. Esta força é nos mostrada quando compramos um televisor, micro-ondas, sapatos, brinquedos, leitores de DVD e até roupa que como país de origem/fabricação têm a marca da China. Feito por operários que trabalham dez horas por dia, folgam dois dias por mês e ganham apenas 100 euros por mês.

Mas num país com 1.315 milhões de habitantes, o desenvolvimento não é igual para todos, sendo as zonas rurais as mais esquecidas e onde, por isso, tem havido mais conflitos devido à pobreza que aí se instalou. Com cerca de dois terços da população chinesa, ou seja 800 milhões, o rendimento anual não chega aos 350 euros. E em muitos casos, os pobres camponeses ainda têm de se submeter a caciques locais, que impõem e cobram taxas ilegais, deixando para trás uma onda de violência que não problemas em matar e/ou prender os que denunciam o seu despotismo ao governo central.

Por tudo isto e para promover a igualdade económica para todos, o governo comunista chinês está empenhado em "promover a equidade social". É uma meta que prometem vencer nos próximos anos, mesmo sendo a China um país comunista e não democrático. O Partido Comunista domina o país desde os anos 30 com Mao Tsé-tung, e os seus líderes são pensados 5, 10 ou 25 anos antes de subirem ao poder. Tudo é planeado ao pormenor, de uma forma racional como se a política apenas se tratasse de algo apenas administrativo.

Talvez por estas e outras razões, se as soubermos interpretar convenientemente, tenha sido tão importante a visita de José Sócrates à China: porque é um bom parceiro e poderá vir a ser ainda melhor no futuro, e porque pela sua evolução podemos tirar muitas conclusões. Para responder aos que defendem que os chineses podem acabar com a nossa indústria do calçado, vestuário, etc., a resposta é simples: Somos seres racionais como eles, temos vontade de trabalhar como eles (temos?), por isso não há razão nenhuma para não aprendermos qualquer coisinha com o estado da economia chinesa. Globalização? Sim, parece que existe... só há uma opção, adaptarmo-nos a ela! É isto que a generalidade dos portugueses ainda não entendeu!

Vale a pena ler isto!

sábado, 3 de fevereiro de 2007

Divagações de uma engripada

1. O 25 não aconteceu... foi apenas um sonho para uns, ou pesadelo para outros!
Se tivesse existido não haviam padres a garantir que irão excomungar quem votar sim no próximo dia 11. Estou portanto à espera de ser excomungada num destes dias, porque parece que o voto deixou de ser secreto para alguns (oops, mas acabei de o afirmar)

2. Ou se ama ou apenas se gosta! Quem gosta acaba por ficar pelo caminho, tal como alguns que amam! E como diria o Joãozito e muito bem, estou de "ressaca"!
No Jornalismo... e no amor! O pior é quando se fica pelo caminho nos dois...! (febre, muita!)

3. Haverá uma relação entre fim de algo e início de outro?
Começo a achar que sim: final de estágio e inicio de uma valente gripe!

P.S.: Ontem vi, pela primeira vez em Coimbra, um par de namoradas (sim sim, uma gaja com uma gaja) aos beijinhos na cara (!! também não se pode pedir muito) e abraços e tal, e coiso! Numa qualquer mesa do Forum!

Não me interpretem mal, não sou lésbica, mas sou a favor da liberdade, do não esconder aquilo que se sente. E Coimbra estava tão aquém desta liberdade, que encontrei nos últimos meses muitas vezes pelas ruas do Porto, que ver uma manifestação daquelas no dia em que cheguei, me fez sentir bem ao voltar. Parece que estamos a mudar, a evoluir... finalmente!

Claro que mal elas toparam que eu tinha topado, agarraram nas trouxas e meteram os pés à estrada! E mais!, o gajo que estava comigo nem deu importância aquilo que se estava a passar mesmo ali ao lado, preocupou-se mais em terminar de contar o que estava antes a contar. Até os gajos estão a mudar, e não ficam histéricos quando pensam "naquilo". Ou pelo menos gosto de pensar assim. Evolução wee

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007

The end

Apenas o título se adequa à situação!

Hoje é o meu último dia de estágio no Jornal de Notícias,e levo comigo boas recordações. Daqui para a frente vai ser uma verdadeira aventura, não sei o que vai acontecer, e duvido que alguém saiba. Só espero que não seja a última vez que estou a pisar uma redacção!

E amanhã volto para a minha cidade de sempre, Coimbra!