quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Onda pára a consciência mundial?

Admito que tenho andado um pouco afastada de algumas notícias que não surgem logo quando ligo a televisão mas parece-me estranho ainda não ter ouvido nenhum comentário sobre isto:

Ganham mais sentido os números divulgados pela Associated Press, que denunciam a cruel realidade de muitos dos heróis de guerra esquecidos e excluídos. Segundo um estudo recente, dos 744 mil sem-abrigos recenseados numa noite, 194 eram ex-soldados. A par disso, um gabinete oficial para os assuntos dos veteranos de guerra já identificou 1500 sem-abrigos que participaram nas guerras do Iraque e do Afeganistão. Potenciais desempregados e sem perspectivas de vida, os muitos veteranos de guerra da maior potência militar, que são onze por cento da população norte-americana e representam 25% do total dos sem-abrigos, dos quais 45% sofrem de doenças mentais, enquanto mais de 75% têm problemas de “abuso de substancias psicotrópicas”.

É assim que se vive no país mais poderoso do mundo. Para além de invadirem países sem justificações plausíveis, indo contra todos os direitos internacionais, ainda prejudicam os seus próprios soldados. Vindos da guerra, provavelmente sem qualquer tipo de apoio psicológico, acabam na rua da amargura. Se têm uma família consistente que os saiba ajudar nos piores momentos, safam-se ou talvez, apenas sobrevivam! Mas quem não tem... acaba na rua como estes milhares!

E responsabilidades? Não as há?

Na minha opinião alguém devia ser responsabilizado, tanto pelos mortos causados nos países que invadiram sem justificações (parece que agora até já admitem o que muitos já sabiam aquando da invasão: não há armas de destruição maciça no Iraque. Que surpresa...!). Não será razão para haver um julgamentozeco? Pelas mortes e pelas vidas destruídas?...

Raio de mundo este que apenas vai atrás daquilo que os “grandes” dizem. Se o Milosovic é julgado, todos aplaudem (eu incluída, não me interpretem mal), mas em casos destes, de mentiras públicas, invasões ilegais e mortes desnecessárias, todos se calam e prosseguem com a sua vidinha de todos os dias. Bom esquecer, ou tentar, o que se passa à nossa volta!

Por mim estou indignada, tanto, que escrevi duma assentada este texto, sem pensar ou meditar mas apenas apalermar. Tanto que a revolta que sinto, aumenta a cada dia que passa, a cada folha de jornal que leio, a cada conversa ouvida no comboio ou na rua. Já chega de estupidez, não acham?

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Notícias passiveis de não existir...

Lembro-me tão bem deste dia!

Memories...

Enquanto escrevia e procurava boa música para ouvir, encontrei esta e deu-me uma vontade enorme de voltar atrás e voltar a viver aquele dia! Vale a pena relembrar!

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Fucking beautiful amazing day

Há dias assim, felizes, contentes, bonitos, cor-de-rosa, com um sol belo e bonito

Quando pensamos que tudo está perdido e pensamos em desistir porque nada positivo aparece no horizonte... surge uma luz inesperada e pensamos: "Afinal posso voltar a sorrir"...

Já se passaram uns dias desde quarta-feira e continuo eufórica... mas foi sem dúvida um grande, grande, grande dia! Para não mais esquecer...! Yeah!

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Efeitos de Santarém

«JSD cancela iniciativa contra violação da liberdade de imprensa

A Juventude Social-Democrata (JSD) cancelou uma iniciativa prevista para hoje, em Mafra, pedindo liberdade de imprensa na Rússia. Num comunicado emitido ao inicio da noite, Pedro Rodrigues, presidente daquela estrutura “laranja”, justifica a decisão: “Sentimos um descontrolo absoluto de alguns membros do governo relativamente a esta iniciativa, como se a acção em causa fosse arruinar todo o esforço de sucesso da presidência portuguesa.” Ao DN, escusou-se a especificar a crítica. “Para que não se diga que algo correu mal devido à iniciativa, optámos por suspender”, acrescentou o documento.
A iniciativa da JSD previa a afixação de uma faixa em frente ao Convento de Mafra, onde decorre hoje a cimeira EU / Rússia, com a mensagem “Sem Liberdade, não há Verdade”. Apesar do cancelamento, a JSD defende que a Europa “devia ser menos envergonhada” nesta denúncia. »


« Militares da FAP falham almoços

Processos disciplinares a quem participou em protestos públicos pode condicionar promoções na carreira
Militares do Centro Operacional da Força Aérea (FAP), em Monsanto, e da base aérea de Sintra faltaram às refeições na terça-feira e ontem, respectivamente, em solidariedade com camaradas alvo de processos disciplinares, informou a Associação Nacional de Sargentos.
Os levantamentos de rancho terão sido suscitados pela “indignação” face a novos desenvolvimentos relacionados com os processos disciplinares a que foram sujeitos militares do ramo envolvidos em protestos públicos.»

Parece que muita coisa anda mal em Portugal... ou não...! A começar pela pobreza que não pára de aumentar, passando pelo desemprego crescente que acaba com os sonhos dos jovens e terminando na contínua corrupção e roubo por parte dos mais influentes. E alguém tenta mudar o panorama? Talvez não se possa fazer nada, a culpa talvez seja do sistema, das pessoas, da educação, de tudo o que nos rodeia e nos foram ensinado como sendo normal. Mas não o é!

A justiça, se é que ela ainda existe, está cada vez menos forte e a única existente é a do povo. Aquela que é feita pelas mãos de quem sofreu algum tipo de injustiça, de quem não foi ajudado por aquilo a que chamam leis, ou código do processo penal ou legislação. Onde anda isso? É cumprido?

Vejamos dois dos casos mais polémicos e falados:

Processo Casa Pia: vai durar e durar... anos e anos e anos, e quando finalmente terminar já os acusados não estarão a respirar há muito tempo e só aí o povo português irá acordar da letargia onde se situa neste momento. Os maiores prejudicados? É óbvio: as crianças! Elas são sempre as mais prejudicadas…

Apito Dourado: no final a culpa vai ser do sistema. Diariamente vemos nitidamente na televisão árbitros corruptos que assinalam penalidades imaginárias e dão minutos longos de compensação por um tempo que não foi gasto no manuseamento de uma bola. Culpados? Ninguém! Serão todos uns inocentes que dão muito da sua vida ao futebol e aos grandes e pequenos clubes sem que isso signifique dinheiro. E onde fica a justiça? Não fica… a vida continua, os roubos continuam, a corrupção continua, sem que isso signifique que tem de haver justiça porque supostamente vivemos numa sociedade regida com leis, pelas quais todos nós temos de nos guiar. (Não acuso ninguém especificamente até porque já deixei de ver futebol tamanha a minha indignação por aquilo que se passa! Nem mesmo os jogos do “meu” Benfica...)

Mas vejamos as notícias que originaram este post: a liberdade de imprensa não existe na Rússia e vários (muitos!) jornalistas já morreram em consequência disso, outros simplesmente têm a sua vida transformada num pesadelo contínuo, regendo-se por mil cuidados quando saem à rua e não escrevendo aquilo que lhes vai no pensamento. Justo? Sim, num país que se diz democrático mas que não vive qualquer liberdade.

E nós, um país democrático, supostamente preocupados com as fragilidades dos outros países, o que fazemos? Até temos a ideia de fazer uma manifestação, não para enervar o presidente russo mas para o chamar a atenção para o facto de não concordarmos com a politica dele de não liberdade para a escrita. E, por questões de aparência, de “queremos que tudo corra como se o mundo fosse cor-de-rosa”, resignamo-nos e não fazemos a manifestação. Não sou da JSD nem apoiante nem simpatizante mas gostava imenso da ideia e era bem capaz de me juntar a eles nesta luta pela liberdade dos outros (e sobretudo pela nossa!!!). No entanto, com este cancelamento, por estas razoes não justificáveis, não entendo e sinto alguma vergonha por ser do país que cancelou esta extraordinária ideia: Portugal! Onde há uns anos atrás houveram uns rapazes, num determinado dia, que não se importaram de dar a sua própria vida para que hoje pudéssemos votar, falar e organizar manifestações. Por uma questão de protocolo resolvemos não as fazer…! Oh yeah!

Da segunda notícia surgiram as primeiras linhas deste post. As pessoas mais velhas não param de repetir que quando os militares se manifestam é porque algo vai muito mal. Felizmente que alguém se manifesta neste Portugal de egoístas e resignados. Para além disso não entendo porque razão os militares não podem participar em manifestações se foram muitos deles (a maioria?!) que nos garantiu essa liberdade ou possibilidade pouco aproveitada!

Sinto que estamos a voltar atrás, que as amarras estão a crescer, as injustiças residem em cada esquina e ninguém se apercebe. Gostava de sentir que “havia qualquer coisa no ar”, uma esperança de mudança, de renascer, de acordar, de olhar em volta e não só para o umbigo... mas é apenas um sonho! Longínquo...!

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Incêndio no Chiado

Lembrei-me duma coisa quando estava a comentar uma foto de um amigo. Já tinha comentado a história com ele por tê-lo encontrado por aqui minutos depois de ver algo estranho, estando ainda a pensar no suposto enigma, que pode não o ser.

No outro dia enquanto ia a pé do Cais do Sodré para o Chiado, reparei que os Bombeiros Voluntários de Lisboa estão situados no Chiado, mesmo ao lado do Largo do Chiado. Largo esse que fica no cimo da rua que se inicia nos armazéns do Chiado.

Há uns anos atrás houve um grande incêndio nessa zona. Incêndio ainda hoje falado pela sua enormidade e prejuízos que causou. Assola-me então uma pergunta: estando uns bombeiros ali ao lado como é que o incêndio se alastrou tanto?
Será paranóia minha? Talvez...

Can we ask friend to like us!?

Nos últimos tempos há dois conceitos que têm preenchido muitas das minhas conversas de café. Por duas razões: pelo que se passa na minha própria realidade e pelas histórias que ouço. Ás vezes chegava à conclusão de que as pessoas nos dias de hoje já não gostavam umas das outras simplesmente mas porque lhes convinha e outras vezes não chegava a nenhuma conclusão! Falo dos conceitos de "amigos" e "conhecidos"...

Sempre fiz a distinção: num patamar estão os amigos e no outro, mais abaixo, os conhecidos. As relações não diferem muito mas o sentimento é bastante díspar. Já tive algumas desilusões por levar as pessoas demasiado a sério mas nunca me desiludi a mim mesma, até há pouco tempo. Acontece que uma das poucas pessoas em quem ainda confiava conseguiu estragar-me a noite do último Sábado. Directa e indirectamente! Basicamente tinha estado a ouvir da mesma pessoa, na manhã desse dia, que havia alguém que quase não falava com ele porque tinha arranjado novos amigos. Ora nessa noite ele conseguiu fazer-me sentir da mesma forma... ignorada!

E custou-me sobretudo porque neste momento os problemas abundam e não preciso de mais nenhum. E custou-me esperar para que ele me dissesse alguma coisa para lhe mostrar o meu desagrado. Com a "boa disposição" que lhe é característica não compreendeu, porque estar do outro lado é sempre bem mais simples, apontar o dedo, e achou que estava a ter uma atitude estúpida. Pois muito bem... talvez esteja! Devo ser a única pessoa a reclamar de falta de atenção dos amigos, do facto de ter passado uma noite com desconhecidos em que a única pessoa que conhecia me dirigiu a palavra uma vez ou duas vezes contando com a despedida.

Então decidi mudar de táctica e agir como uma "falsa", cognome dado por mim a espécimes egoístas e sem coração! Visto que todos têm as suas amizades por conveniência eu também vou ter... é só uma questão de arranjar uma característica de cada pessoa que me possa favorecer. E se não tiver, paciência, posso sempre usá-la para sair quando não tiver companhia! Não é o que muitos fazem? Desta forma irei gostar de toda a gente e irei ter muitos e variados amigos, ou pelo menos irei pensar que tenho! Se a minha consciência não me falhar...!

Em relação ao amor, amizade, ou a porcaria do sentimento que nutrimos pelas pessoas que na hierarquia seguem logo atrás da nossa família, que se lixe. São sentimentos esquecidos e deixados, não sendo justos se não forem retribuídos. Não é justo ser descartada à miníma possibilidade, não é justo fazerem-nos sentir desprezadas sobretudo quando nunca os fizemos sentir assim! Simplesmente não é justo... há uns dias ouvia um dizer que andava sem tempo para um cafezito porque tinha arranjado uma nova namorada e todo o tempo livre era para ela! Ainda bem que foi sincero mas apetece-me dizer-lhe que emigrei para a Lua caso aquilo dê para o torto até porque já sei a quem ele vai telefonar em primeiro lugar! Mas alguém tem paciência para isto tudo? Eu não... não, neste momento!

Para ir para os copos, para o aniversário, para uma viagem, para as férias, estão sempre TODOS disponíveis. O problema é para o resto... e o "resto" também existe e esse é o momento da verdade. Não vou ser feliz nesta decisão porque prezo a sinceridade mas acho injusto tudo o que está a acontecer e por mais que me custe vou ter de ser mais racional. Não só com o amor mas também com os amigos, aliás, sobretudo com os amigos... conhecidos ou desconhecidos! E não vai ser nada fácil mas espero não ter qualquer recaída... ser o mais racional possível, e egoísta!!, é o que está a dar! O resto que se lixe

P.S.: Pode parecer que foi tudo escrito numa de gozo mas não! E no último fim-de-semana senti-me mesmo a chegar ao fundo do poço sem que poucos se tivessem apercebido. Mas isso deu-me força e tenho a certeza que tudo isto tem um objectivo: chegar ao fundo para começar do zero. Começar tudo de novo! Em todos os planos...

Ah!, e quando for para festejar chego-me bem a mim própria. Ou então com as duas únicas pessoas que ainda não me desiludiram (estranhamente têm o mesmo nome! Se não houvesse um péssimo ex-namorado com nome semelhante diria que era o nome da minha vida). Quem não está agora não pode estar quando o sol brilhar mais intensamente...! Porque vai brilhar!