sábado, 27 de setembro de 2008

Sábado... who cares!

Sol, sede, moscas, dor de cabeça e muita ressaca. Afinal para que servem os fins-de-semana? Passear, espairecer, sorrir e gargalhar. Tudo e mais alguma coisa, inclusive desgostar e ganhar novos hábitos. Afinal a vida é feita deles, pelos vistos nada é eterno. E as desilusões são servidas quando menos esperamos, mesmo quando contribuimos para elas. Perceber que não fazemos parte da vida de alguém ou que nunca fizemos, que nunca fomos um hábito e se o fomos é porque mais nenhum havia. Entender que os fins-de-semana não são assim tão importantes para a generalidade dos transuentes. Entender que estas palavras pouco significam para mim ou para outra pessoa qualquer. Olhar para uma pedra e perguntar se ela tem vida ou significado para alguém. Perguntar porque preferimos o azul ao vermelho, ou vice-versa, mesmo sabendo que o vermelho é melhor. E no final, optar pelo vermelho porque ele é sem dúvida o melhor mesmo não o parecendo...!

Não vou contar como fiquei assim, mas do pouco que lembro como se fosse o minuto de agora, falamos dum dia em que senti a cidade com um cheiro diferente, uma presença diferente. E achei que era só por estar a passar por uma vasta avenida, cheia de carros e de gente com skate's. E sentir estupidamente. E no final do dia entender estupidamente o que se tinha passado. Sou mesmo idiota! Ainda bem que o sangue não fervilhava sozinho ou o meu ouvinte teria achado que eu estaria completamente passada das ideias. Como se fosse possível racionalmente explicar certas coisas que sentimos. E eu sou racional com todos e tudo, menos com um facto que aconteceu há uns anos atrás e que me persegue, sobretudo com álcool.

P.S.: Obrigado por me ouvires, apesar de nem tudo o que tenho para dizer, por gargalhares comigo e me ajudares a repôr o que faltava no FS. Mas tenho a consciência tão pesada que estou capaz de devolver hoje o que retirei ontem... maldita consciência! E hoje acho que tenho mais umas ideias para desenvolver sobre o assunto! (Estou a gargalhar sozinha só ao lembrar de tudo o que aconteceu ontem... uma pessoa faz cada figurinha...)

P.S.1: Esta cidade é mesmo muito estranha. Está cheia de buracos na estrada mas ontem andavam a lavar as ruas com uma mangueira... não pode ser normal. Ou será? Ou não estariam e fui eu que vi mal? É tudo muito estranho mas era só água a correr pelas ruas...
P.S.2: Descobri que tenho uma camisola que diz Paradise Lost... que é também o nome de uma banda...que eu não gosto! "Desampara-me a loja please, Ahaha!"

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Sweety dreams

Hoje quero sonhar que estou ali, só para sentir o mar e toda a paz que dele sai sem pedir licença!

Letargia político-economista

Gosto destas surpresas que já não me surpreendem por sairam da boca de alguns dos nossos (grandes) governantes. A história caricata de hoje reza que o nosso (querido) Presidente da República ditou que a questão dos combustíveis é complexa e exige reflexão (filosófica?). Questionado sobre a disparidade dos preços entre o custo do barril de petróleo e os preços da gasolina e gasóleo praticados neste lugubre país, o nosso (mui querido) falou na crise financeira internacional forte onde tudo isto se inseria, razão pela qual devemos ponderar, pensar, reflectir e enquanto isso, tudo pode cair à nossa volta. O importante é reflectir e nada fazer, o tempo que for necessário!

Noutra perspectiva, Manuel Pinho, actual Ministro da Economia, tal como o Partido Comunista consideram que o Governo deve adoptar medidas para que o preço dos combustíveis acompanhe a descida do preço do crude. O Bloco de Esquerda, ao seu estilo crítico considera que o ministro da Economia não sabe o que fazer tal como uma barata tonta. E o CDS/PP deseja coragem, não deles mas dos outros.

Em suma, vivam os líderes políticos portugueses e as suas atitudes e soluções! Sobretudo a do supra-sumo Presidente da República que alguém, que não eu, elegeu! Assim até dá gosto ouvi-los!

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

22 horas

É nestas alturas que não me apetece estar aqui, sozinha a ouvir carros a passar, com uma varanda demasiado grande para o meu corpo e uma casa demasiado espaçosa para os meus pés. Preferia estar noutro sitio, com alguém que despoletasse algum género de empatia e companhia, em quem pudesse confiar os meus segredos.

Alguém em quem confiar... é tão raro hoje em dia, que não sei se será possível ainda existir algum espécime desse género. Alguém de quem consiga gostar, com todas as minhas exigências e manias. Mas agora não me apetece mesmo nada estar aqui, mas também não sei com quem gostaria de estar! Bah...!

A foto é do excer (João Paulo Wadhoomall).

domingo, 14 de setembro de 2008

Fim-de-semana significa...

Para além das coisas habituais que se fazem ao fim-de-semana, amigos, beber mais para além do café e chegar a casa ao nascer do sol (...) ou com a lua a raiar com pouca vontade, significa receber milhentas lambidelas do Pataco. Passear com ele durante horas, e fazer-lhe todas as vontadinhas, afinal no dia seguinte já não estarei cá para o mimar.

P.S.: E já estou com saudades...

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

the birth of a memory...

Malditas memórias longínquas que nos atormentam nos momentos mais silenciosos. Maldito barulho que teima em nos entrar nos ouvidos e soar no cérebro, fazendo-nos parar de pensar no proibido. Malditos momentos lembrado hoje a frio, antes e depois de muitas desilusões. Maldito presente que nem para esquecer o passado serviu. Maldito órgão que palpita sempre por quem não merece um sorriso. Maldito pensamento que cai no vazio do que foi e não ficou nem ficará. Maldito amor com entraves para ter resultados. Maldito sejas!

São apenas palavras... amaldiçoar-te é algo que não passa das palavras! Não consigo passar à frente. Maldita doença ou droga ou que porcaria hei-de chamar. Para o ser racional que sou, só mesmo tu para me fazeres pensar e sentir assim... tu e o álcool! Malditos sejam os dias que passam sem um pensamento por ti e para ti. Malditos os beijos que dou sem pensar nos teus... Maldito seja o refresh à minha memória que tarda em chegar!!!

A foto é do excer (João Paulo Wadhoomall).

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Viva La Vida... or not!

Uma das poucas canções que o meu rádio, sem antena, conseguiu apanhar hoje de manhã. As 24 horas foram passadas a cantar as poucas frases que me ficaram na memória ensonada. É "bunita"!

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Cadentes de luz

Na minha primeira semana de férias, há cerca de um mês, vi em duas noites seguidas duas estrelas cadentes. A primeira foi fugaz e fez-me ficar baralhada, a segunda foi relaxante e fez-me brotar de um sorriso sincero. Ainda não tinha falado nisso porque ainda não tinha tido qualquer tipo de sentido, mas hoje entendi enquanto figurava na varanda ao sabor de um vício.

A primeira estrela apareceu minutos depois de ver a pessoa mais importante já há algum tempo, e que nunca vai ser destituída do lugar, apenas substituída por alguém merecedor dessa importância e acalmada nas suas lembranças (que me acompanhem numa parte do cérebro que adormeça quando o tem de fazer). E a segunda, bem a segunda apareceu porque minutos antes tinha-os passado na companhia da segunda pessoa. Que também não será destituída do seu posto de segunda, pela minha vontade. Apesar do fio perigoso que calcamos nos últimos dias de descanso. Há coisas estranhas e se me contassem o que sei hoje há uns meses atrás, ter-me-ia rido e dito: "nem em sonhos". Mas nem tudo o que é real pode ser ficção ou o que parece ficção pode um dia ser real. Basta termos noção dos nossos limites e colocarmos entraves quando entendemos não poder ir mais para a frente, com o perigo de perder o bom que já temos...! ... Ninguém entende? Também não é para entender porque isto ainda é o alcool a fervilhar...! Boa semana!

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Um dia não tem só boas notícias

1. Comecei o almoço ao ouvir numa televisão incrustada numa parede amarela, a sentença incriminatória do Estado perante a prisão do deputado (ou ex-deputado) Paulo Pedroso. Não me surpreendeu muito, mas acabei por pensar nos milhões que irão sair dos bolsos dos contribuintes para pagar uma prisão injusta. Pensei nas provas apresentadas por Pedroso e Celso Cruzeiro (será a memória das pessoas tão curta que de antigos revolucionários se passe imediatamente a venerar o dinheiro sem ligar à moral?) para ganhar a acção contra o Estado. Pensei em telefonemas pela noite dentro a pedir que o ilibassem em nome da política e de mais uns quantos tachos e favores. Tão comum em Portugal! Até que dei por mim com a palavra "imparcialidade" à cabeça e pensei se o senhor não será mesmo inocente. Fiquei na dúvida! E o meu pensamento varreu-se dos testemunhos das vítimas, verdadeiros inocentes numa história sem culpados. Uma parte de mim quer esquecer esta história das violações com meninos da Casa Pia pela impotência que sinto perante tudo isto, e outra parte insiste em lembrar o que aconteceu ao longo destes anos em que dura este imbróglio. É injusto, muito e demasiado para quem é uma vítima do sistema e nunca o deixará de ser...não será para o Paulo Pedroso, com certeza!

2. O preço do petróleo não pára de cair (Graças a Deus!!) e hoje situou-se nos 106 dólares. Optimismo a crescer, quem sabe se não irá para valores abaixo dos 100 dólares por barril ainda este mês e porque não já esta semana. Por cá não se notam as descidas mas isso já é outra história.

P.S.: Influências ou não do jornalismo, a verdade é que a notícia má ocupa bem mais do dobro do espaço da notícia boa. Lá diria o ditado: "Bad News is Good News!" E assim se justifica a onda de assaltos que varre os telejornais das nossas televisões, aumentando a insegurança sentida e um sentimento desesperado por uma mudança das políticas dos juízes.

O Estado só coloca os professores que necessita

Entendo a revolta dos milhares de professores não colocados este ano, mas o que é facto é que há cada vez menos crianças e, consequentemente menos turmas a serem ensinadas. Os sindicatos e partidos da oposição aproveitam a situação para criticar o partido no poder, como se outro lá estivesse alguma coisa mudasse neste aspecto.

Os factos analisados a crú e simplificados são muito simples: em Portugal há professores a mais, e milagres não existem. O que fazer aos excedentários? Há por aí muitos colégios e escolas privadas, e os tão em voga centros de explicações que eventualmente hão-de abrir concursos, imparciais, e onde apenas escolhem os melhores professores e não as melhores cunhas.

Para além destes factos critico os licenciados em economia ou noutra área qualquer que não seja ensino poderem concorrer ao mesmo dito concurso e, eventualmente, passarem à frente de quem estudou e sonhou em ser professor. Não digo que tenham menos capacidades mas lá que é injusto ninguém pode negar.

Os sindicatos e demais cangalhada que aproveita estas situações para aparecer nos meios de comunicação desesperados por sangue e revolta, deviam gastar as energias em algo mais útil, como por exemplo, arranjar soluções para tudo aquilo que criticam. Melhorarem o sistema de ensino nas suas limitações e minimizarem o desgaste de todos estes concursos a que os professores são sujeitos. O panorama não vai ser diferente para o ano e no seguinte, e por isso o melhor é encontrar soluções para minimizar estragos, não será?