quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Não resisti...

... porque este será o primeiro concerto em que não estará o Karkov no palco! E lá terei de engolir a ausência e imaginar que o outro é tão bom ou melhor. Saudades do Karkov e da luzinha que ele tinha a despontar de um sitio certeiro (juro que não fui eu reparei nisso... ahahah!).

Que vontadeee enorme de estar ali! Ahhh, nunca mais chega amanhã...

Fim-de-Semana

Estava mesmo a precisar de uns B qualquer coisa (os Blind Zero também davam) para me animar os fins-de-semana! Vou ver nem que tenha de ir sozinha! Saltar yeah... dançar e cantar... e beber o suficiente! Yeah!

P.S.: Posso dançar na cama?

domingo, 19 de outubro de 2008

A new day


Cansada mas feliz. Obrigado fim-de-semana pelo retemperar de forças! Melhor mesmo só em Óbidos... (ehehehehe).

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

besta insensível

Não será a última vez que falarei nisto, e muito menos a última que pensarei e sentirei isto, porque não sou um robô e nem sei se o pretendo ser. Durante os meus vinte e tal anos de vida já houveram muitos que me magoaram, de uma forma ou de outra..viver pressupõe mesmo uma experienciação de sofrimento. Mas nunca ninguém me magoou assim, sem explicações nem indicações de que caminho seguir. Nunca! Isso é uma garantia. Tal como também será uma garantia que a ferida custará a sarar, e que também não deixou de ser a maior desilusão, e tantas outras coisas de que nem vale a pena falar.

Como se apostar nas pessoas não valesse a pena, e muito menos gostar delas, como se confiar nelas fosse uma idiotice, e dedicar-lhe horas, dias, muito do nosso precioso tempo fosse inútil. E dedicar-lhe amor! Não vale nada! No final não vale absolutamente nada para além de uma grande desilusão. Já aconteceu com tantos, aqueles a quem dediquei mais do meu amor, foram os que me magoaram mais profundamente, que me deixaram sozinha. E não valeu a pena! Agora vejo isso! Não por aquilo que sinto neste momento. Por me terem tirado o apoio, o chão, a minha base. Alguém consegue ser feliz sem base? Ou viver apenas, cada minuto do dia, ignorando que algo falta. Não! Custa muito e quem está do outro lado não consegue sequer imaginar como dói, como o mundo ficou transformado. O sol, as pessoas, tudo aquilo que nos rodeia, o nosso humor, tudo aquilo que será possível imaginar. Mas também não lhe interessa...

Confiança em quem? Já não me parece que a generalidade dos humanos possam saber o que isso é! Já não vale a pena sequer tentar porque acabamos por esperar o momento em que nos traem, e vivem como se nada tivesse existido, esquecendo a nossa existência em dois segundos e de uma forma simplista. Como robôs, crua e duramente. E restamos nós, os idiotas dos humanos que até conseguimos sentir algum amor ou empatia pelos nossos pares, e que sofremos com a perda de algo. Porque o sentimos. E sentir é uma porcaria, e cada vez odeio mais sentir! Algo a eliminar de dentro de nós! Deviamos ter um botão que conseguisse desligar-nos o cérebro e o coração quando chega a um limite e dói mesmo muito, sem conseguirmos controlar a dor e pará-la. Acredito que com o andar dos anos, e com o rol de desilusões que já levo no cadastro, vou acabar por não sentir nada, e ser muito mais feliz. Porque agora voltou tudo a ser insuportável...

P.S.: Um dia vou conseguir ignorar tudo o que sinto. Um dia quando as pessoas apenas servirem para alguma coisa de concreto e não nutrir qualquer sentimento por elas, apenas o interesse puro e duro. Vou ser tão feliz, mas tão feliz. Uma robô crua e dura, mas feliz! E isto não faz muito sentido, mas queria postar para amanhã me lembrar de que hoje decidi que ia esquecer o coração, os sentimentos, as pessoas que nunca estão, e lembrar-me de mim apenas e do que quero e me pode dar algum amor-próprio. Obrigado! And the end!

P.S.2: Amanhã vou ver algo que vale a pena, que nunca me desiludiu nem desapareceu, ignorou ou esqueceu... e são esses que valem a pena! Mesmo sendo animais. Não importa! Os olhos ditam-nos que gostam de nós, e não é por nenhuma razão em particular, apenas gostam e isso basta. Talvez um dia, com a evolução, consigam dar voz aos animais e eles nos respondam quando perguntamos por conselhos. Ou então pura e simplesmente seguimos os nossos corações e tudo dará certo. Porque o verdadeiro amor é aquele que é sentido só porque sim!

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

58

Hoje o dia foi, usando uma palavra que me habituei a ouvir diariamente, brutal! Com quatro horas de sono fui para uma conferência a muitos quilómetros daqui, em que só falavam de coisas de que eu apenas conhecia o nome. Esqueçam a funcionalidade das soluções ou como elas são na prática. O café foi suficiente para não adormecer, ao almoço ainda consegui chorar, e durante a tarde até gostei das apresentações.

Mas o melhor veio no final... quando por obrigações várias tive de me levantar do meu lugar e ir até lá à frente, atravessando um anfiteatro cheio de homens (havia apenas e somente quatro raparigas, a contar com as da organização...), deixando para trás um Miguel a rir-se que nem um desalmado e a não acreditar no que estava a acontecer. A minha cor virou do normal num humano para vermelho-tomate, e o meu coração deixou de bater por segundos. Mas a verdade é que também semeei algumas invejas o que nem sempre é salutar, o que é facto é que vou a Óbidos nos próximos meses ou darei uma grande prenda a alguém. (Eheheheheheh!) Foi uma B-R-U-T-A-L-I-D-A-D-E! Mesmo, inacreditável, porque por detrás de tudo isto há uma grande história. Para saber mais por favor contactem...

E no final pensei: ainda vão acontecendo estas pequenas coisas que me fazem sorrir. No meio de tanto azar ou tanta asneira, há momentos de sorte. O número? Era o 58...

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Just another black day

E hoje estou tão cansada e com tanta vontade de falar, despejar tudo o que me incomoda, para alguém que me ouça verdadeiramente. Se interesse e se preocupe. Acho que até os objectos inanimados conseguem estar mais presentes do que a generalidade dos mortais com cabeça, tronco e membros. Mas foi só mais um dia de muito trabalho, amanhã será apenas outro, e depois outro e mais outro. No fim de contas acabo por ser uma sortuda!

sábado, 11 de outubro de 2008

Ontem...

Ontem à noite voltei a ver uma estrela cadente, enorme e desejosa de se mostrar. Gostei, preencheu-me um pouco o vazio que sinto. Não tenho muito mais para dizer. Acho que me cansei de gastar palavras com algo que não consigo explicar, por mais que me esforce.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

The blue bus is calling us!

Encontrei esta delícia nos meus CD's antigos e fez-me sorrir! Só por isso vale a pena ser ouvida vezes sem conta.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Lost and found

Quando pensamos que não temos valor, que ninguém se preocupa, que o mundo vive sem nos ver, e que todos os que são ou foram importantes já não têm tempo ou outra coisa qualquer para nos ouvirem... Quando tudo isso acontece, eis que surge alguém importante que se lembra de nós e nos faz ter algum amor próprio por momentos. Obrigado pela lembrança!

Sinto-me uma verdadeira tonta por ainda não ter entendido que não somos apenas importantes para aqueles com quem falamos diariamente... que até podemos ser para pessoas demasiado ocupadas mas que não nos apagaram dos seus corações. E pelos vistos a importância é recíproca para alguns, se bem que não para todos, e temos de sorrir apenas por isso. E não ter medo de gritar aos sete ventos que ainda confiamos em algumas pessoas. Porque, provavelmente, vale muito a pena! Espero que sim, espero não deixar de confiar nas pessoas, porque aí a minha vida deixaria de ter ainda menos sentido do que agora. Obrigado!

Talvez alguns tenham razão quando dizem que quando perdemos algo, ganhamos outra coisa qualquer que, invariavelmente, ganha a mesma importância da perda. Talvez a vida seja feita disso mesmo, de pessoas que se substituem umas às outras, no seu valor e no amor que temos por elas. Nos agradecimentos que lhe fazemos apenas por olhares por, estupidamente, gostarem de nós e de estarem connosco. Mesmo quando sentimos que isso será impossivel...

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Who cares?

Os últimos tempos têm sido pródigos em acontecimentos estranhos, e sinceramente estou a ficar mesmo muito farta de tudo isto. Agora vou ter de mudar novamente de casa, por últimos acontecimentos estranhos que me fazem não sentir bem no mesmo espaço de outras pessoas. Por estar à espera que a cozinha fique desocupada apenas para não ter de olhar para a cara de alguém, ou abrir a porta e desejar que a pessoa não esteja. De tudo o que tem sucedido apenas retiro uma lição: confiança a mais dá asneira! Empatia a mais nunca dá resultado! Acreditem em mim que já não confio em nenhum mortal! Para quê?

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Go Barack, go!


"Distanciado nas sondagens a menos de um mês das presidenciais norte-americanas, a campanha do candidato republicano John McCain decidiu arriscar tudo ao lançar uma série de ataques negativos contra o democrata Barack Obama. A candidata republicana à vice-presidência, Sarah Palin, abriu as hostilidades ao denunciar a alegada "camaradagem" entre Barack Obama e William Ayers, hoje um professor de Direito em Chicago, e que nos anos 60 foi membro de um grupo radical, o Weather Underground, responsável por uma série de protestos violentos contra a guerra do Vietname. (Não será algo bom, protestarmos contra algo que consideramos errado como o foi a Guerra do Vietname, e a actual Guerra do Iraque?)

A campanha de John McCain lançou hoje um novo anúncio televisivo, difundido a nível nacional, cujo título é: "perigoso". O anúncio acusa Obama de reduzir a acção americana no Afeganistão a "bombardeamentos aéreos sobre aldeias, provocando a morte de civis". A citação completa do senador do Illinois, que remonta ao mês de Agosto de 2007, é: "nós devemos terminar o trabalho (no Afeganistão) e tal exige a existência de tropas suficientes no terreno para não nos limitarmos a bombardeamentos aéreos sobre as vilas, provocando a morte de civis, e criando enormes problemas lá." (Se nunca tivessem metido lá o nariz, talvez agora não tivessem de bombardear civis!)

A candidatura republicana optou por uma campanha de ataques a Obama que visa levantar dúvidas quanto à sua capacidade de julgamento, à sua honestidade e aos seus relacionamentos pessoais. A estratégia comporta riscos: pode revelar-se contraproducente e virar-se contra o próprio John McCain. "Este género de campanha (negativa), regra geral, reflecte alguma forma de desespero de um candidato que não acredita mais na sua mensagem positiva", defende Michael Traugott, professor de Ciência Política na Universidade do Michigan. "Pode estimular a base republicana, mas afastará mais os independentes e eleitores indecisos", sublinha Traugott.

Outro professor de Ciência Política, James Gimpel, da Universidade de Maryland, não mostra tantas certezas. "Se McCain tiver a capacidade suficiente de criar dúvidas sobre Obama, ele pode contrariar esta onda (favorável ao senador do Illinois)", disse. Mas "tal não será fácil." "Os responsáveis da campanha de McCain sentiram necessidade de falar de outra coisa que não de economia", disse Eric Davis, professor de Ciência Política em Vermont. "As sondagens que favoreciam McCain caíram mais depressa que os mercados financeiros."

A campanha de Obama já ripostou e lançou um novo site (www.keatingeconomics.com), onde recorda o envolvimento de John McCain num escândalo financeiro que remonta ao final da década de 80. A sondagem diária de hoje da Gallup revela 50 por cento de intenções de voto para Obama e 42 por cento para McCain. A Rasmussen mostra 52 por cento para Obama e 44 por cento para McCain."

Ele é um bom início da solução que todos nós precisamos. Eu voto no Obama, e tu?

A coisa está preta!

Todos nós dependemos dela, sejamos comunistas ou socialistas, realistas ou sonhadores. Até nas mais pequenas coisas do dia-a-dia como comprar pão, lá está ela a jogar, a favor ou contra. A economia mundial, pois claro!

Hoje fui para o trabalho a ouvir falar das quedas bolsistas, que assolaram os mercados europeus. E finalmente chegou à consciência de alguns que a crise não era apenas americana, mas sim mundial. Que não estamos num cantinho sossegados, ou que a Europa não está a salvo de nada porque vivemos num mundo global, numa economia capitalista, e dependemos todos uns dos outros. De uma forma ou de outra, mais ou menos dependente.

Não acredito no fim do mundo por tudo estar tão diferente, mas acredito numa mudança grande que está para explodir. Acredito que muitas coisas vão mudar, desde poupanças a ordenados chorudos, a empresas que funcionam de determinada maneira até bancos falidos, e que apenas ficarão na história. Em Portugal muitas empresas não vão aguentar o rombo, muitas famílias terão de arranjar uma solução para uma casa que não tenha de ser paga por empréstimo bancário, os filhos ficarão ainda mais anos em casa dos pais, e a comida continuará a escassear na mesa da maioria dos portugueses!

Galp, EDP, Renováveis, BCP, BES, Sonae SGPS, Portucel, etc., etc. todas hoje viram o valor das acções a cair. O que significa que em apenas um dia se tornaram em empresas menos valiosas. E quem possui acções viu a sua "fortuna" desvalorizar, fica com medo e tenta vender, e o resultado? O valor dessas mesmas acções fica ainda mais baixo porque há muita oferta e pouca procura. O pânico já se instalou com o medo de tudo tremer ainda mais, e a crise ficar ainda pior. Porque quando pensamos que o pior já passou, enganamo-nos e geralmente ainda piora mais. A Euribor, de que a grande maioria dos portugueses está dependente, também não dá mostras de diminuir, e as casas e carros e demais empréstimos ficarão ainda mais caros. Os ministros das Finanças europeus reuniram-se de emergência, preocupados com a situação, mas parece que o pessimismo dominou a reunião. Melhores dias, por favor! Já ouviram falar de 1929?

Vou continuar a comer tudo o que me aparece sobre o assunto, preocupada que estou com esta problemática. Não pelos meus empréstimos, que ainda não contraí, mas pelos de outros pelos quais invariavelmente sinto uma espécie de empatia. Porque ainda faço parte do pequeno grupo de portugueses que tem umas poupanças para dias mais difíceis...!

domingo, 5 de outubro de 2008

My precious

Depois de uma noite fria, um passeio solitário, ideias congeladas e acompanhadas pelo fumo de um hábito e o calor de uma companhia fictícia, consegui entender. Não sei se entendo a realidade mas quero acreditar que sim. Que a realidade tem de ser vivida como está a ser. Que o melhor é ver o tempo a passar, ideias no lugar e esperar para voltar a sorrir verdadeiramente. Não apagar o passado, aceitá-lo e saber enquadra-lo no futuro. E para isso é preciso um tempo, de racionalidade, de espaço para colocar as ideias em ordem.

Tenho tão poucas coisas preciosas na vida. Coisas que valem bem a pena lutar, perdoar, chorar, magoar, porque também nos fazem sorrir e relembrar todos os bons momentos. Às vezes é preciso parar para pensar, mesmo que isso nos faça sofrer e sentir saudades e um vazio do tamanho do mundo. Apenas para que tudo volte como era antes. Para que tudo volte a ter um sentido verdadeiro e sincero. Se assim for vale tudo a pena, a dor imensa, as saudades sem fim, o turbilhão de histórias do dia-a-dia que ficam por contar.

Um dia alguém me disse que as pessoas mais importantes seriam aquelas que nos iam fazer sofrer mais. Mas no final da nossa vida iriamos concluir que tinham valido a pena, as pessoas e o sofrimento, porque uma não pode existir sem a outra. E quem me disse foi exactamente a primeira pessoa mais especial que encontrei (Obrigado Avô...!), que se foi uns míseros meses antes de encontrar a 2ª pessoa mais importante que me apareceu. Ele tinha razão, apesar de não ter entendido as palavras dele quando as ouvi. Era muito nova e a vida ainda tinha apenas significado facilidade e brincadeiras, sorrisos e sonhos cor-de-rosa. Agora está negra e ficará cinzenta por uns tempo, mas acredito que volte a ficar colorida. Daqui a um tempo, espero que curto, e que vai doer cá dentro mas apenas porque vale a pena. Já perdi as duas pessoas mais importantes que me surgiram pela frente, e não estou disposta a perder a terceira. Não, não quero porque não vale a pena. Porque não quero pensar que poderia ter sido de outra forma. E por isso vou esperar, mesmo sendo algo que abomino em tudo o que diga respeito na minha vida, porque vale a pena. Porque no final vou sorrir verdadeiramente!

Não é muito fácil colocar em palavras tudo aquilo que flui pelo meu coração, nem explicar a quem nunca passou por algo similar, mas garanto que sofrer nunca é em vão. Mesmo quando a dor parece não ter fim, e por momento não ter sentido, porque no final de contas tem sempre uma lógica. Vou dormir, e amanhã será um novo dia!

sábado, 4 de outubro de 2008

Reset please!

Não sei. Tenho medo de amanhã e pena de ontem. Há muita coisa a ressoar na minha cabeça, cheia de instabilidade e medo. Medo de não voltar a ter o que tinha antes. Raiva por ter estragado tudo. Não acredito sequer que isto me possa estar a acontecer. Nunca pensei ser possível, e nem nunca imaginei sentir este vazio, este sentimento de oco em que nada ressoa. Em que por mais que tente, transparece até para os mais cegos. Nunca imaginei que sofrer, sentir saudades, ter medo, custasse assim tanto. Nunca pensei que a vida me pudesse ensinar uma lição tão grande. Que me desse uma razão tão válida para deixar algo, de que sempre gostei, e sempre disse que deixaria mas nunca deixei (e não falo de uma pessoa...). Nunca imaginei fazer uma promessa a mim própria como se fosse a última coisa que fizesse enquanto estivesse nesta vida.

Dói muito quando penso, mas não consigo deixar de pensar. Imaginar se será possível viver sem alguém tão importante, sem a nossa base, sem a pessoa a quem queremos contar tudo. Não, não é possível e quero gritar isso aos sete ventos, para que eles não mo tirem. E depois a quem vou contar os meus segredos e confidências? Quem me vai dar na cabeça sem dó nem piedade? Quem me vai dar conselhos racionais? Quem vai ser mais especial? Quem me dera que não fosse assim, mudar aquilo que sentimos, pensamos, e queremos que o seja. Gostava de ser mais forte e superar tudo como se nada tivesse acontecido, mas lamento, sou uma idiota de uma sentimentalista que gosta das pessoas, e não suporta quando as perde, ou está prestes a perdê-las. Que sente saudades e não consegue viver sem elas. Até por um cão sou capaz de andar cabisbaixa durante uns tempos, como não será se for uma pessoa.

Ontem durante a viagem de regresso - são sempre óptimas para pôr as ideias em ordem e pensar no que fazer, preparar-nos para aquilo que está pela frente, que nem sempre é fácil - pensei no que podia fazer se tudo voltasse ao normal. No que merecia o caso. E descobri. Arranjei uma justificação para deixar um hábito adquirido há muitos anos. Espero ansiosa e sem preocupações, apesar de saber que não será fácil. Não vai ser nada fácil, até porque o que está à minha volta não colabora com a minha necessidade de sorrir. Resta-me a esperança, afinal não dizem que a esperança é sempre a última a morrer? Sinto um nó tão grande dentro do peito, uma falta do tamanho de algo mesmo gigantesco, uma saudade indescritível, mas acredito que um dia hei-de habituar-me a tudo isto, e achar que a vida é vivida mesmo assim. Até um dia, daqui a muitos meses ou quem sabe anos, em que tudo pode e vai voltar ao normal. Paciência, esperar, tentar sorrir e não sentir...

P.S.: Não quero questões porque não terão respostas! Sinto-me com cada vez mais mau feitio, sem querer mas sendo inevitável...