sábado, 23 de fevereiro de 2008

Grunge is not dead... e eu vou ali e já venho!

DVD na forja a provar de que o grunge jamais morrerá! Aqui fica uma de todas as boas músicas "Deles"...!

E eu vou ali já venho, o que significa que daqui a uma/duas semanas voltarei do meu "passeio" por terras de Portugal! Até lá fiquem com a boa música!

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Frase do dia

"Acho-me uma rottweiler das notícias, se isso significa ser agressiva e rigorosa. É um estilo no qual me enquadro, e uma forma inteligente de agir. Mas por cá acham que não..."

Rottweiler das notícias, para mim, não é ser agressiva mas sim ir até ao fundo da questão. Escarafunchar tudo para descobrir o "furo", ir até ás últimas consequências, nunca sendo mal-educada ou despropositada nas perguntas. Definições tão diferentes...mas quem sou eu? Uma aprendiz, simples inocente daquilo que se passa!

Trancas na porta

O Instituto Nacional de Estatística ditou que a criminalidade aumentou 10%, entre 2000 e 2006. O ministro da Administração Interna não quis comentar os factos, defendendo que não se baseia em estatísticas (baseia-se em quê afinal?). E ditou que um estudo de 5 anos é um parco espaço de tempo para avaliar a criminalidade em Portugal.

Não conhecendo tão bem outra cidade como Coimbra, basta-me um ano para perceber que a criminalidade aumentou, e bem. E nem preciso de estudos ou avaliações, estatísticas ou outras coisas mais. Basta-me abrir um qualquer jornal diário de Coimbra de 2008 e outro de 2007, olhar para os títulos, prestando especial atenção ás notícias sobre roubos e vandalismo, etc. São bancos assaltados numa avenida bem movimentada, roubos a plenas horas do dia numa zona comercial ou mesmo num hipermercado, assaltos a residências qb, carjacking's a dar com pau. Ou basta observar atentamente determinados locais da cidade, seguros há uns tempos atrás, ao contrário do que são hoje.

Razões? Simples: desemprego, falta de dinheiro, necessidade de pagar empréstimos ou quem sabe, dar comida aos filhos. Ou simples criminalidade.

Soluções: onde param os polícias nesta cidade? Onde há emprego?

Ás vezes lembro-me das histórias de um amigo brasileiro e sinto-me a caminhar para um país semelhante. E o mais grave é a ignorância e desprezo, vindos daqueles que têm o poder para inverter a situação. Quando ninguém se preocupa com algo, o futuro torna-se perigoso e incerto.

Trincos nas portas e alarme sempre ligado em casa. Carro trancado e carteira com pouco dinheiro. Portátil em casa bem guardadinho. E cão feroz, sempre connosco! Um dia quem sabe, posso aconselhar uma arma na mala... carregada!

Implosão social. Onde?

Mesmo vindo de um jornal que não tenho por hábito consultar, é uma boa entrevista. Pela forma como foi conduzida e por aquilo que nos revela. Vale a pena ler e reler, e admito imprimir e guardar, para mais tarde recordar as previsões. Não muito tarde, espero.

"Uma implosão partidária é uma questão de tempo"

Transcrevo o que encarei como sendo o mais importante:

"reconhecendo que há uma grande necessidade de se fazerem reformas neste País, grandes reformas que este Governo está a fazer, muitas ao mesmo tempo, com muitas dificuldades, muitas reacções e eventualmente com erros, os sacrifícios só serão compreendidos desde que sejam feitos para toda a gente, da mesma maneira."

"Há um grupo, uma elite dominante que controla a componente político-partidária e económica que vive noutro País e com rendimentos, benefícios e mordomias que não têm nada a ver com a grande maioria da população."

"Pode dar origem a movimentos. Eu escrevi explosão social, mas pode dar origem também a um desinteresse, a um desacreditar e a uma tentativa de enganar o Estado de qualquer maneira. Mas em vez da tal explosão social, o que pode acontecer é uma implosão social. É toda a estrutura social que se vai abaixo por falta de credibilidade e por as pessoas não acreditarem em quem nos chefia."

"como é que é possível aparecerem agora tantos hospitais privados. Onde é que há médicos, onde é que há doentes para tantos hospitais privados. (...) Vão abrir seis hospitais privados no Porto. Como é que é possível? São negócios que estão claramente feitos e há uma relação público-privada nisto."

"Eu julgo que se houver mais pressão da opinião pública e mais movimentos de cidadãos acaba por ter de se reformar. E tem de ser dentro do quadro das instituições que as reformas se fazem. Não vejo outra maneira. Tem de ser dentro do Estado de direito. Eu sou profundamente institucional. Tudo isto deve ser feito pelos responsáveis políticos. "

"As grandes áreas de concentração urbana vão ser os sítios, os locais, das novas guerras. As novas guerras, as novas explosões sociais ou os novos conflitos vão acontecer e já acontecem exactamente nas áreas metropolitanas. Acontecem em Buenos Aires, acontecem em Caracas, acontecem em Bangkok, acontecem em Kinshasa, acontecem em Paris. Isto não tem relação com geografia, com regime político e com a cultura. Só tem uma coisa em comum que é a concentração de pessoas e a dificuldade de inclusão de grupos que vêm de fora. Quer de imigrantes nacionais, quer estrangeiros."

Uma faca de dois gumes. Andamos todos revoltados com isto ou aquilo, mas a precariedade da nossa vidinha impede-nos de entrarmos numa manifestação, de expressar o nosso desagrado. E consequentemente, nada muda enquanto não houver coragem para colocarmos em causa o que temos, numa luta por algo bem melhor.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Conversas de autocarro

Nem sempre gosto de andar de autocarro. Por vezes sinto-me sufocada por tão exímio espaço. Outras há em que as conversas paralelas são engraçadas e/ou encontramos pessoas deliciosas de se ouvir. Na minha última viagem aconteceu isso mesmo.

Um velhote. Sóbrio. E uma senhora de Mercedes poisada em plena curva apertada, dificultando ou impossibilitando a passagem do autocarro, que de pequenino não tem muito. (Mas quem se lembra de colocar um carro numa curva para deixar passar um autocarro??) Ora, encafuou o automóvel e ninguém andava, para a frente ou para trás. E começaram as investidas do senhor "velhote".

"É só gabarolas. Compram um carro grande e depois não o sabem conduzir! Ah! Ah! E andam de carrinho porque ainda estamos no início do mês. Daqui a uma semana já andam de autocarro e dão batatas fritas e ovos estrelados aos filhos, em vez de os levaram aos Mcdonald's. Este país é uma fantochada e algumas pessoas ainda são piores."

(Depois de se levantar e topar que era uma carrinha Mercedes, a conversa era diferente) "Ela não tem pressa para tirar dali o carro porque não tem de chegar a casa e preparar o jantar. Deve ter os pratinhos já todos na mesa, e a empregada já preparou a comida. E a mulher não se mexe mesmo, será que quer que eu lhe vá lá tirar o carro? É que eu vou, mas ainda lhe dou uns tabefes por não ter respeito pelas pessoas que vão aqui dentro!" (Isto dito bem alto. O motorista, com as mãos na cabeça e a tentar respirar fundo para não explodir, teve a sensatez de não abrir a porta do autocarro ou sabe-se lá o que podia ter acontecido).

(A senhora demorou uns bons 5 minutos a tentar tirar o carro da curva e não conseguindo, o que é inacreditável porque tinha imenso espaço, o autocarro teve de fazer marcha atrás e mais uma data de manobras!) E no resto da viagem pensei nas palavras daquele "velhote". Não era sociólogo ou psicólogo, ou outra coisa qualquer, não tinha mestrados ou doutoramentos mas sabia bem como tudo funcionava. Frequentou a melhor escola, a da vida e não tinha papas na língua. Não disse nada de mais, mas disse-o e com todas as sílabas que a mensagem tinha. Sem medos ou freios de qualquer espécie. Não se importando com os olhares reprovadores e alguns sorrisos mais maliciosos, sentidos dentro do autocarro. Não tinha nada a perder. O máximo que lhe podia acontecer era ser expulso do veículo e jantar mais tarde. De resto... nada!

E nesse mesmo dia, mais cedo, num outro autocarro, uma senhora, também velhota, fazia a radiografia à sociedade actual, sobretudo aos mais novos. "É uma juventude perdida, já não têm educação e respeito por ninguém e muito menos pelos mais velhos. Imagina lá quantas vezes ia sendo atropelada à porta de casa? Ou que chego a um autocarro e ninguém se digna a levantar-se para me dar lugar? Ou acha que alguém me ajuda com as compras do supermercado? Já ninguém ajuda ninguém, às vezes nem as pessoas da nossa família. No tempo do Salazar é que era. Não havia assaltos, faltas de respeito, as pessoas não se matavam umas às outras. Havia mais educação, sobretudo na juventude. Era tudo muito diferente." Empalideci e temi por esse regresso. Escusado será dizer que ela também era uma corajosa ou inconsciente, visto estarem dois jovem à sua frente.

São destas pessoas que Portugal precisa. Sem medos ou papas na língua. Que o digam, com respeito e responsabilidade, mas que digam o que pensam, e o que, na verdade, todos nós pensamos mas por vezes temos medo de admitir! E que não tenham medo de lutar e vencer. E não vencer apenas por si próprios, mas também pelos outros. Sozinho ninguém vive. Produzir, ser capaz, trabalhar em grupo, lutar muito e sem medo, organizar, incentivar, libertar e ser feliz! O país e o povo! Todos, todos!

P.S.: Já há algum tempo ouvi uma outra conversa de autocarro. Apenas uma frase me ficou na cabeça, soando de vez em quando, quando entro num veículo semelhante ou quando vejo determinadas notícias. Rezava assim: "Sim, o médico disse-me que eu precisava urgentemente de óculos porque o problema podia piorar. Mas o dinheiro não deu nesse mês, e nem no seguinte e este mês não esticou e ainda não dá para tudo. Talvez para o próximo." Há ladainhas piores, pois há!

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Quem é o melhor piloto de Fórmula 1?

Como apaixonada por ele e pela sua forma de estar na vida, não posso deixar passar isto, sem o mencionar aqui.

Uma votação para melhor piloto de Fórmula 1 decorre num jornal italiano e merece a nossa atenção. Para fazer uso da nossa opinião é favor ir aqui, e votar naquele que é o melhor piloto de Fórmula 1. Cada um é livre de ter a sua opinião, mas eu cá não tenho grandes dúvidas de quem seja o melhor dos melhores.

A vida deu muitas voltas e acabou demasiado cedo para Ayrton Senna, numa fatídica curva, num acidente que ainda levanta muitas dúvidas. Mas ele foi, sem dúvida alguma, o melhor piloto e aquele que preencheu a minha infância e muitas tarde e manhãs de Domingo na companhia do meu pai e de muitos nervos!

Triste email

Já recebi emails muito chatos e deprimentes, mas este não se revela chato apenas no momento... mas para todo o sempre.

karkov, o mediático vocalista e, atrevo-me a dizer, mentor dos portugueses Blasted Mechanism abandonou a banda. Pedro Lousada é o senhor que se segue, prometendo uns novos Blasted Mechanism por cantar em português.

Foi ele quem deu origem à linguagem característica dos Blasted Mechanism, o Krakoviano. E as indumentárias? Irão continuar? Estou apreensiva e com pena de não voltar a ouvir Krakov em palco, com os Blasted Mechanism.

Acabou uma das bandas da minha geração. E persiste o desejo de entrevistar este grande músico, original e humilde como eu gosto. Fica a memória... para sempre!