quinta-feira, 30 de julho de 2009

Ele, o mar

Hoje fui, como habitual, de calças e sapatilhas, mp3 e phones, até à praia, andar e correr ao sabor de uma respiração pesarosa. Queria estar naquele sítio, na praia, junto ao mar que saltava por cima das ondas como enfurecido, que espumava como se estivesse aborrecido com alguma coisa. Não havia vento, nem brisa, apenas um ar quente agradável. Passei pela casa dos meus sonhos, que tem uma piscina no telhado, janelas quadradas e é simplesmente a casa mais linda do mundo. Um dia tenho de tirar umas fotografias para compreenderem. Corri, andei quando o fôlego já não aguentava mais os saltos acelerados dos pés. Andei ainda mais, vi muita gente, muitos cães, houve um que me preferiu a mim aos donos, de tal forma que ainda veio a correr atrás de mim uns metros, até que o chamaram.

Apesar de já ir para a zona há muito tempo, hoje parecia diferente, tinha um ar misterioso, as pessoas eram estranhas, excepto aquela senhora que nas suas duas muletas tenta caminhar, passo a passo, juntamente com o filho que não a larga um momento. E todos os dias os vejo e mais ou menos no mesmo local. Fez-me lembrar a minha avó e no que ela devia ter feito há uns meses atrás, para não ficar na situação actual. O meu olhar deambulava por um sitio conhecido mas, simultaneamente, desconhecido. Precisava de parar para pensar e depois de uma corrida não resisti ao mar turbulento, e fui molhar os pés. A água estava hiper-mega fria mas soube-me a deuses. As ondas bateram uma, duas, três, muitas vezes nas minhas pernas e parecia que nunca me satisfaziam. Já sentia os pés a ficarem frios mas não resisti a levar mais umas ondas fortes nas pernas, arregacei mais as calças e lá fui eu. O mar é algo de maravilhoso, de mágico, que nos traz uma paz misteriosa que sai de um sítio desconhecido.

No caminho de volta para o carro, entrei novamente na praia e estava alguém na água. Inicialmente pensei que fosse um bodyboard qualquer mas depois percebi que era um surfista. Sentei-me numa pedra e fiquei a ouvir músicas bonitas a olhar para o surfista que não teve muita sorte com as ondas que apenas o deixaram bailar em cima delas, por duas vezes. Olhei o pôr-do-sol, chegou um fotógrafo para postar para sempre o momento, e de seguida outro. E também memorizei o momento para a eternidade. Pensei em tanta coisa, presente, passado, futuro, coisas que nem sequer valem a pena serem pensadas, apenas junto ao mar porque ali todos os pesadelos são transformados em sonhos ou esperanças. Ali tudo tem uma magia diferente. Tudo é importante. Não consigo viver sem ele, não há hipótese, já estou demasiado viciada no seu humor, uns dias mais brando do que outros. Quero cada vez viver mais perto dele, apesar de estar suficientemente perto, para o sentir a todas as horas do mundo.

P.S.: E hoje os sentimentos eram tão puros que nem sequer olhei para as barracas cor de laranja e verde fluorescente. Olhei mas já não significaram nada para mim. Apenas um areal preenchido por cores bonitas, e ao fundo, ele, o mar.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

terça-feira, 28 de julho de 2009

Uma noite mágica

Aquela de vermelho, pois claro!, sou eu e o que está a escrever com uma mão já muito dorida mas feliz é um dos meus ídolos, o meu mestre no jornalismo e também na vida. Já li o livro, que diga-se foi num ápice, mas ainda não consegui arranjar as palavras certas para o comentar. Se aumentarem a fotografia percebem o significado do meu sorriso e percebem o que estava a sentir, mas por vezes é difícil de dizer!

A noite de apresentação do livro foi bonita, como o Miguel merece. Uma sala cheia, sorrisos sinceros deambulavam à minha volta e percebi que tal como eu, também há dezenas e dezenas, e quem sabe centenas de pessoas, que sentem o mesmo orgulho que eu. Que gostam daquele "gajo" pela sua autencticidade e não pelo seu belo sorriso, porque soube que palavras empregar nos momentos certos, porque apesar de não sermos amigos de longa distância e não estarmos a quantidade de vezes juntos como eu queria, sei que ele está sempre aqui ao meu lado quando precisar. E a isso chamamos o qué? Amigos? Mas amigos há tantos, e tantos não são assim. Por isso este é tão especial, no mais especial que há. Que sorte que tenho!

A mãe que apenas vi e cumprimentei e elogei por ter "feito" assim um filho, parece ser uma das pessoas mais bondosas do mundo. Faltava ali uma pessoa como ela disse, mas essa pessoa deve-se ter babado com tamanho feito que por isso choveu passado uns dias. Prometo um post com palavras mais bonitas, comentários do livro, que convença os que não foram (também não sei se cabia muito mais gente no Maus Hábitos) a irem a Coimbra quando ele ali for apresentar o livro.

Oh yeahh!

Descobri agora mesmo que a Escola de dança que tenho ao lado de casa, que por acaso também só descobri há um par de dias, tem dança do ventre. Tinha de contar isto a alguém!!! O meu sorriso hoje espelha alegria de certeza! Amanhã lá irei pedir informações ...weeee! E também tem ballet clássico mas acho que já estou muito velha para isso.. e barra no chão, que é uma coisa estranha que ainda não entendi o que é! Mas quem sabe não me inscrevo em tudo :) E tem exames anuais, o que é algo que não gosto muito, que ser observada não é das melhores coisas do mundo mas hei-de contornar a coisa. Yeah! Dança do ventre!!

P.S.: Só para partilhar com alguém, para além da Luna...! Se alguém ler isto, na melhor das hipóteses!

domingo, 26 de julho de 2009

Uma rosa para a Cinderela?

Na Sexta, já a altas horas da noite, num qualquer bar de Coimbra, a falar da realidade emocional uma amiga chamou-me a atenção "ah! isso é como na música do Carlos Paião, a Cinderela, não era?" E era verdade! E deixou-me a pensar. Hoje ao entrar no carro para mais uma noite relaxada com amigos, estava a dar esta música e achei uma coincidência demasiado engraçada para ser deixada esquecida no meio de umas conversas. Mais um post para a posteridade... sei lá eu onde vou estar daqui a um mês!? Mas sei onde gostava de estar... :)

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Não abandone os seus filhos!

Uma criança recém-nascida, ainda com o cordão umbilical, foi encontrada embrulhada num casaco em Mirandela. Uma senhora encontrou-a e foi de imediato para a Maternidade mais perto, estando o bebé longe de perigo, apesar de ter entrado na unidade hospitalar com sinais de desidratação e fome. Eu não entendo como isto acontece hoje em dia. Eu, que defendo que quando não se têm condições económicas ou mesmo sociais, o melhor é não ter os filhos para que eles não se percam na vida com falhas de educação ou de presença dos pais. Eu que também não tive uma infância perfeita em termos de presença de pais, e por isso a adolescência rebelde o revelou, acredito que antes de se levar para a frente uma gravidez deve-se pensar muito bem. Racionalmente! Os prós e os contras!

Mas abandonar uma criança com horas de vida. Não compreendo. Nem os animais o fazem. A mãe da Luna, uma gata abandonada que vai deambulando entre a casa dos meus pais e as casas limítrofes, já teve imensos filhos e com o medo de alguém lhos tirar, esconde-os como quem esconde uma pedra preciosa. Nunca os conseguimos encontrar. Até que ela, quando sabe pelo instinto de gata, que eles já estão crescidos o suficiente para sobreviverem sem a mama dela, nos chama para nos mostrar as suas preciosidades. De uma vez, de tão assustada que estava que lhos tirassemos, passou muito tempo sem aparecer, de tal forma que quando apareceu apenas era pele e osso. Andava aos tombos, mas não queria aparecer para não irmos atrás dela e lhes descobrirmos os tesouros. É uma gata. Não fala, não teve educação racional como nós humanos, apenas instintiva, mas mesmo assim ama mais os filhos do que muitos dos humanos que por aí deambulam. Sabe quando já não consegue cuidar deles e pede-nos ajuda. Nunca os abandonou, com fome, desnutridos num canto qualquer da aldeia. Pelo contrário, um dos sinais que ela nos dá de que tem filhotes é quando a vemos pelos matagais à procura de um coelho ou de um rato para habituar os filhotes a comer algo que não seja o seu leite maternal. E é uma boa caçadora!

A Luna quando veio para as minhas mãos, já não queria leite, e por alguma razão seria. E a minha questão primordial, porque estes casos colocam-me imensas questões que nunca consigo responder, é: se calhar também deviamos fazer campanhas para as mães e os pais (sim, porque estes também têm a sua quota parte de responsabilidade) não abandonarem os filhos, e quando não os quiserem, indicarmos, fazermos uma lista de locais onde os podem colocar sem revelar a identidade e as razões do abandono. Seria melhor para todos nós, sobretudo para quem é abandonado e um dia saberá que o foi!

Como mulher é óbvio que, um dia destes, com alguém que o mereça, quero ter um filho. Mas quando tiver uma vida estável, dinheiro suficiente para lhe proporcionar uma infância e um crescimento saudável e normal. Ter tempo para ele, para passear com ele, mostrar-lhe o mundo, contar-lhe histórias intermináveis como alguém fez comigo quando era pequena e que tanta importância teve. Neste momento não posso, por questões monetárias, falta de tempo, entre outras razões. Mas não tenho problemas em dizer que, se por alguma razão engravidasse neste momento, não pensaria duas vezes naquilo que faria. Talvez por ser racional demais ou fria, chamem-lhe o que quiserem. Talvez por não ser uma gata que sabe que tem sempre alguém que arranja sitio para os seus filhotes. Um filho é a coisa mais preciosa que uma pessoa pode ter, e por isso não pode ser pensada apenas com um terço da razão ou um quarto do coração.

sábado, 18 de julho de 2009

Maldita justiça!

Sequestraram um vizinho, amarraram-no a uma árvore e atearam-lhe fogo com um colete em chamas. Eram 3 jovens residentes no Bairro da Pasteleira, no Porto e a razão é simplesmente porque lhes apeteceu cometer mais um crime.

Mas há mais pormenores de um acto que parece retirado de um filme de terror: o homem, num qualquer dia, foi abordado por cinco indíviduos, que o agarraram e o levaram à força para junto da capela do Bairro da Pasteleira. Arrancaram-lhe o fio de ouro do pescoço e roubaram-lhe cinco euros. Rasgaram-lhe a t-shirt, incendiaram-na com um isqueiro e arremessaram-na contra o pescoço e o tronco da vítima, que berrou com dor e pânico. Um dos indivíduos foi buscar uma corda e um colete reflector, e amarraram a vítima a uma árvore. Atearam fogo ao colete e encostaram-no várias bezes ao tronco nu da vítima. Retiraram-lhe as sapatilhas e também as atearam, e deixaram-no amarrado à arvore, ao sabor das chamas. Uma hora depois conseguiu libertar-se e refugiou-se em casa. As agressões repetiram-se mais duas vezes, em locais diferentes, até que três dos indivíduos foram identificados e detidos pela Polícia Judiciária. A vítima foi internada na secção de psiquiatria e os três arguidos, com idades entre os 20 e os 25 anos, foram condenados a penas entre quatro e quatro anos e nove meses.

Estranhamente os condenados permanecem em liberdade e irão, provavelmente, vingar-se da vítima e continuar com este tipo de crimes de uma frieza atroz. E eu pergunto: porque raio hei-de pagar impostos quando estes crimes ocorrem e os condenados nem sequer cumprem a pena?? E as queimaduras da vítima? Também irão desaparecer em quatro anos? E as mazelas que lhe ficaram na memória, quando irão desaparecer? A minha revolta quando leio histórias destas é demasiado grande para conseguir exprimi-la por palavras!

Dois dos condenados são beneficiários do rendimento mínimo de inserção social. Pagamos nós a estes indivíduos para eles andarem a cometer este tipo de atrocidades ao invés de trabalharem como qualquer pessoa dita normal. Ou seremos nós os anormais? Eu sou anormal, de certeza!

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Invincible

Nós eramos assim, invencíveis na amizade. Ninguém era melhor que nós, à nossa maneira.
Pena que terminou mas fico feliz por alguma vez ter acontecido. O pôr-do-sol hoje disse-me isso mesmo, melhor do que ser amado e não ser correspondido é alguma vez ter amado. Melhor do que ter um amigo especial é nunca ter tido nenhum, mesmo quando temos e o perdemos da noite para o dia. Ficam as memórias para sempre.

P.S.: Hoje foi mesmo um daqueles dias em que precisava apenas do teu olhar para saber que tudo ia ficar bem. Só isso. O olhar!

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Confusa

Um diz uma coisa...
E no mesmo partido, o outro, faz outra. Estranho! Já não há coerência no marketing político?

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Off

Hoje atestei mesmo às boxes. Já não estou habituada a esta inércia, a um descanso obrigatório e só peço para amanhã estar melhor e voltar para as lides. Estou farta destas paredes! Nem sequer consegui ir passear para a praia, como tendo sido hábito nas últimas semanas, todos os dias!