terça-feira, 27 de abril de 2010

Posso pagar de outra forma?

Pode parecer que é dedicado a algum namorado ou amor perdido. Mas não é! Ou pelo menos um amor de desejo, mas sim um amor de amizade, de irmão para irmão, de alguém que nos conhece melhor que nós próprios. Quem já teve a sorte de encontrar alguém assim? Julgo que poucos. Poucos tiveram a sorte de sentir uma amizade sincera, em que, mesmo longe sabem que o amigo está ali ao lado, para o que der e vier. Mesmo que seja por uma simples tecnologia como o telemóvel.

Sentir uma felicidade imensa porque o outro conseguiu o que queria. Um orgulho naquilo que o outro vive, que conseguiu através do mérito intrínseco a ele próprio. Ainda não é fácil falar, mesmo depois de dois anos passados. Não consigo explicar de uma forma mais racional sobre uma pessoa que me abandonou, que já se esqueceu do que fomos. Não é fácil aceitar que tudo terminou, mesmo 600 dias passados, com as saudades a palpitar a cada dia que passa. Se pudesse pagar o que quer que fosse para ter o que já tive, e que por medo, nem tento ter com nenhuma outra pessoa. Porque cada vez mais, cada um vive a sua vida sem se preocupar com a alma ao lado. Tenho tantas saudades...só nós sabemos o que "tínhamos", e só eu sei que não tive e, provavelmente, nunca terei a mesma cumplicidade com outra pessoa.

Ás vezes dou comigo a pensar em tudo, em todos os momentos, em tudo aquilo que tive de abdicar por uma amizade e não me arrependo, como em quase tudo na vida. Mas se pudesse superar o passado, e se ele o fizesse também, voltaria a estar radiante. A saber que tinha um irmão que me adorava, confiava em mim, gostava de estar comigo, de todos os momentos míticos que vivemos sem nos apercebermos de que os estávamos a viver. Neste momento estou radiante porque sei que ele conseguiu ser aquilo que queria, seguir o seu sonho, e o seu futuro será radiante. Quem sabe se um dia não escreverei sobre um feito qualquer feito por ele? Tenho a certeza de que o fará, mas não sei se serei eu a transmiti-lo ao mundo! Mas triste de saudades, de não estar, não contar tanta coisa que não conto a mais ninguém. Sem ser por mal mas não consigo. Desculpem!

P.S.: Se um dia leres isto – vou estar sempre aqui, mesmo que só daqui a 30 anos queiras falar comigo. Pode ser que tenha sorte. Até lá ou não, sê o mais feliz que puderes!

sábado, 17 de abril de 2010

Mais um rebento



Julgo que já não é segredo para ninguém, e por isso não me contenho mais: vai nascer mais um membro da família Paulino daqui a uns meses. O sexo ainda é incógnito, mas a barriguinha cresce a olhos vistos e bem redondinha. O que me fez pensar (sim, penso sempre muito). Adoro a Sofia, é das coisas mais importantes e o meu sorriso espelha bem o que digo. Não dá ou nunca deu trabalho que me tenha aborrecido (sim, porque é óbvio que as crianças dão trabalho mas é um trabalho dito "agradável") mas fez-me pensar que tinha mais uma responsabilidade, uma criança na família, nas minhas mãos. E, acho que me fez crescer muito! E agora vem outra/o. (E apenas sou tia, imagino o que ia sentir se fosse mãe... mas isso já é outra história). Aqui fico à espera dela, daqui a 6 meses, mais dia menos dia. Tentar ser mais racional e calminha para acolher mais um rebento, e ainda mais responsável. Mas às vezes assusta!

sábado, 10 de abril de 2010

Que Deus nos ajude

Há coisas que sempre me aborreceram até às entranhas. Comecei a dar mais importância ao assunto quando surgiu em Portugal o caso da Casa Pia de Lisboa, onde várias - dezenas ou quem sabe, ao longo dos anos, centenas - crianças eram abusadas por gente de renome e outros mais anónimos. Miúdos sem eira nem beira, sem família, com alguns pesadelos do seu passados e com mais ainda de um presente que não solicitaram a ninguém. Serem violentamente agredidos e violados, sem saberem porquê. Provavelmente muitos sentiam-se lixo por não terem ninguém, e julgavam que por isso, tinham sido escolhidos como vítimas para uma acção tão atroz por parte dos adultos. Quem sabe o que não terá passado pelas cabeças destas crianças! Algum tempo depois diziam que muitos o faziam por dinheiro, para terem umas sapatilhas de marca ou umas calças Levi's. Tretas! Faziam-no porque eram obrigados, porque sabiam que o tinham de fazer por não haver outra hipótese, não tinham quem os protegesse, como eu e muitos tivemos quando eramos crianças. Tinhamos os nossos pais! O caso deu no que deu, e os acusados ainda serão aclamados como salvadores ou heróis desta pátria sem memória.

Agora surgiram centenas de casos no seio da igreja, oriundos de diversos países europeus. Uns casos atrás de outros. Sem parar! O Vaticano lava as mãos, o Papa tenta acalmar as hostes apesar de ter alguma culpa no cartório por ter desculpado um pedófilo há uns anos atrás e pelo irmão dele também não ser nenhum santo. E sabemos lá mais o que a casa gasta! Mas o pior foi a notícia que li agora: "Bispo do Tenerife afirma que há menores que provocam o abuso sexual". Mas o que é isto?? Anda tudo louco ou pretendem piorar ainda mais a situação? Como é que uma criança provoca uma coisa destas... uma criança! Será que este bispo sabe o significado da palavra criança? Será que conhece alguma? Quer dizer, são contra o aborto mas depois afirmam que há crianças que querem ser abusadas sexualmente... talvez para ficarem traumatizadas para o resto da vida! Ou, e fazendo um filme do tamanho da lua, são contra o aborto para que nasçam mais crianças... mais carne para "canhão"! Estou completamente estúpida com tanta porcaria que a Igreja anda por aí a dizer. E por vezes, sinto vergonha de ser católica porque não me identifico em nada com este tipo de comentários. É caso para dizer... que Deus nos ajude!

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Respirar o espírito de Seattle

Dia 23 de Abril, 21 horas, Coliseu do Porto.... Sonic Youth! Só espero reviver o espírito de Seattle, se ainda é possível hoje em dia. Dia 24 trabalho em Lisboa...mas nem que não durma, não posso perder a oportunidade de respirar outros ares... :)