Passeios na Calçada
O mundo, as pessoas, os acontecimentos, os temas, as opiniões, as verdades e mentiras, as pedras e pedregulhos em todos os passeios, de todas as calçadas, de todos os mundos!
Sexta-feira, 27 de Janeiro de 2012
2012
Domingo, 4 de Setembro de 2011
3
Segunda-feira, 25 de Abril de 2011
Juntar as pedras e construir um muro...
Sábado, 2 de Abril de 2011
Pedro Abrunhosa - Quem Me Leva Os Meus Fantasmas
Domingo, 31 de Outubro de 2010
Pure Love
Linda! Diz tudo, de uma forma fácil e simples. Nós é que somos idiotas e não queremos entender a verdade desta música.
E preconiza o que ontem me veio à cabeça, por mais idiota que possa parecer. Esta é a verdadeira "love song", de todas as formas de amor que possam existir. As mais fortes, as mais fracas, as possíveis e as impossíveis.
Sábado, 23 de Outubro de 2010
O mais importante
Quarta-feira, 11 de Agosto de 2010
Onde está o ...Wally?
Sábado, 10 de Julho de 2010
Faith no More - Memorável
Começou o concerto de uma forma irreverente, a tocar um instrumento, e vestido como se estivesse preparado para entrar numa igreja. Na primeira música surgiu o “monstro de placo” que Mike Platton encarna: segurou o microfone com os dentes, gritou, berrou, atirou guitarras. Só me perguntava: o que pode vir a seguir?? Isto não foi um concerto, foi um espectáculo memorável!!!
E o crowd surfing? Como é que um homem daquela idade faz aquilo? E quase fica sem um sapato, e chama besta ou bestiais, num português abrasileirado, ao publico e sorri! E chama nomes ao Ronaldo, com milhares de portugueses a aplaudir. Isto é que é um senhor sem papas na língua. Um homem do rock, do punk, do palco. Mas quem se ia lembrar de cantar uma música da banda, escrita originalmente em inglês, em português? È inacreditável!
Nunca acabem, Faith no More, por favor. Continuem a viciar-nos em vocês, e nas vossas músicas, estilo eclético, de show e amor ao público e à música, de camisas suadas e muita energia ainda por deitar para fora. Há tão poucas bandas como vocês. Continuem como Faith no More, por favor! Que o “até à próxima" seja mesmo verdadeiro! Memorável, Mr. Patton!
Alice in Chains - Rooster
Estou sem palavras. Parece que alguém ressuscitou nesta banda. Layne Stanley. Fenomenal este concerto. Arrepiei-me e nesta última música, tamanhas eram as semelhanças que fiquei um pouco comovida. Parece que este ilustre desconhecido de nome Will DuVall não deixou que os Alice in Chains desaparecessem, ressuscitou a banda pela sua voz incomparavelmente semelhante à do Layne, pela sua postura em palco, e amor ao rock e ao grunge, e a esta banda velha mas renascida. Jerry Cantrell já soma uns anos mas isso não se nota em palco. Sempre a cantar, a tocar, enfim, a ser um dos Alice in Chains com a postura que deve. Acho que só faltou dedicar uma música ao vocalista falecido, mas para mim todo o concerto foi dedicado a ele! Muitas saudades!
Quinta-feira não pude ir, mas eles prometeram voltar em breve! Conto com isso, e esperar...
Sábado, 3 de Julho de 2010
Portugal reconhece mais um grande homem: Miguel Carvalho
Quando cheguei ao final do curso, tinha obrigatoriamente de fazer um estágio curricular, o qual necessitava de um orientador de estágio. Alguém que me ajudasse, a minha bengala de que tanto sentia falta. Todos os meus colegas escolhiam professores, actuais ou de anos anteriores, mas tirando 3 deles, os outros não tinham experiência de jornalismo na prática. Não me convenciam! Queria alguém que me ensinasse a andar no terreno, que me explicasse por palavras ou gestos o significado puro da palavra jornalismo. E, um grande amigo, desafiou-me ao perguntar: Quem é para ti o melhor jornalista português? E dei-lhe o nome, mas logo acrescentei "mas ele nunca vai querer ser meu orientador. Deve ser uma pessoa super ocupada, ..." Tal como o meu amigo disse, inventei desculpas para não tentar, mas ele chateou-me logo nesse dia para não desistir. E já tinha o plano: eu tinha de ligar para a minha revista preferida e pedir o email, ou o número de telefone, a morada, sei lá! Teimosa que sou, não me convenceu. Mas ele é mais teimoso. No dia seguinte voltou ao contra-ataque, e fez-me prometer-lhe que ia ligar para a Visão e pedir os contactos. E sorriu, quase como a dizer-me "Sua hippie, finalmente estás a crescer na cabecinha e a realizar o teu sonho".
Telefonei. Deram-me o email. Enviei um email a explicar tudo. Passou um dia, e nada, dois dias e nada, mas ao terceiro lá veio a resposta (ele não estava em Portugal e daí o delay): SIM! Explodi! Senti-me tão feliz como poucas vezes na vida. Entretanto o estágio ia começar no Jornal de Notícias no Porto, e eu ainda não conhecia o Miguel. Numa semana que estive no Porto para conhecer essa grande cidade, encontramo-nos na Fnac perto do Bolhão. E a partir daí ele ficou ao lado da minha meia dúzia de ídolos. O estágio começou bem, mas pouco tempo depois ficou um pesadelo para mim, seja no estágio ou num emprego: não tinha nada para fazer. O trabalho que havia era distribuído pelos jornalistas de serviço e não pelos estagiários. Desesperei. Lembro-me que um dia estava mesmo de rastos quando cheguei a casa, os meus pais ligaram e menti a dizer que estava tudo maravilhosamente bem, mas sentia um espinho dentro de mim. Precisava de alterar aquela situação. Liguei ao Miguel, melguei-o até não poder mais, e ele sugou todo o medo que estava dentro de mim. No dia seguinte fui ter com o meu editor, o coração pulava a 200 à hora, e disse-lhe que estava desconfortável com a situação por não ter nada para fazer. Ele disse-me que não podia fazer nada porque, de facto, não havia trabalho. Mas deu-me liberdade: "Porque não escolhes um tema, pesquisas, investigas e fazes uma reportagem sobre isso? Pensa em alguns temas, desenvolve-os e depois falamos". Fiquei eufórica! Até porque ele disse que a minha atitude era nova, nunca tinha acontecido, os estagiários geralmente comiam e calavam... eu ripostei! Graças ao Miguel :)
Já conheceram alguém que tem pureza nos olhos. Amabilidade, honestidade, solidariedade (e tantas outras coisas) em tudo aquilo que faz? Alguém que faz tantas coisas merecedoras de dizer "eu sou o maior", e no final é a pessoa mais humilde que conheceram?? O Miguel Carvalho é isto e muito mais. Soube da notícia há cerca de uma hora: Miguel Carvalho venceu o Grande Prémio Gazeta 2009! E já lho deviam ter dado há tanto tempo! Estou tão orgulhosa! Saltaram-me umas lágrimas marotas de alegria quando li a notícia. Nem queria acreditar. Mas não há ninguém que mereça mais este prémio do que o Miguel!
Hoje vou beber uma cerveja ou qualquer coisa em tua homenagem, para celebrar o teu prémio, para te celebrar. Celebrar que ainda há pessoas como tu!! Estou em Coimbra, e os meus amigos terão de cooperar (e vão fazê-lo porque sabem o quanto te admiro e até eles vão querer festejar) e festejar comigo :) Yeah!!!! (Vamos esquecer a Argentina por hoje, ok? Agora não vou torcer por ninguém...odeio o Mundial!)
Terça-feira, 27 de Abril de 2010
Posso pagar de outra forma?
Sentir uma felicidade imensa porque o outro conseguiu o que queria. Um orgulho naquilo que o outro vive, que conseguiu através do mérito intrínseco a ele próprio. Ainda não é fácil falar, mesmo depois de dois anos passados. Não consigo explicar de uma forma mais racional sobre uma pessoa que me abandonou, que já se esqueceu do que fomos. Não é fácil aceitar que tudo terminou, mesmo 600 dias passados, com as saudades a palpitar a cada dia que passa. Se pudesse pagar o que quer que fosse para ter o que já tive, e que por medo, nem tento ter com nenhuma outra pessoa. Porque cada vez mais, cada um vive a sua vida sem se preocupar com a alma ao lado. Tenho tantas saudades...só nós sabemos o que "tínhamos", e só eu sei que não tive e, provavelmente, nunca terei a mesma cumplicidade com outra pessoa.
Ás vezes dou comigo a pensar em tudo, em todos os momentos, em tudo aquilo que tive de abdicar por uma amizade e não me arrependo, como em quase tudo na vida. Mas se pudesse superar o passado, e se ele o fizesse também, voltaria a estar radiante. A saber que tinha um irmão que me adorava, confiava em mim, gostava de estar comigo, de todos os momentos míticos que vivemos sem nos apercebermos de que os estávamos a viver. Neste momento estou radiante porque sei que ele conseguiu ser aquilo que queria, seguir o seu sonho, e o seu futuro será radiante. Quem sabe se um dia não escreverei sobre um feito qualquer feito por ele? Tenho a certeza de que o fará, mas não sei se serei eu a transmiti-lo ao mundo! Mas triste de saudades, de não estar, não contar tanta coisa que não conto a mais ninguém. Sem ser por mal mas não consigo. Desculpem!
P.S.: Se um dia leres isto – vou estar sempre aqui, mesmo que só daqui a 30 anos queiras falar comigo. Pode ser que tenha sorte. Até lá ou não, sê o mais feliz que puderes!
