Sexta-feira, 27 de Janeiro de 2012

2012

Aviso: este blog vai ressuscitar. A vontade de escrever, de explorar os sentimentos são uma necessidade diária. Já não aguento engolir o que penso sem expulsar as palavras. Ainda não sei por onde começar, há tanto por dizer, mas os meus pensamentos precisam de respirar e enquanto posso e tenho poderes para isso, não o quero desperdiçar.

Domingo, 4 de Setembro de 2011

3

3 pode ser um belo número, pode dar sorte a alguns, azar a outros, correr lembranças pela memória, fazer-nos perder no passado que lá ficou. Neste momento, 3 significa muita coisa. 3 longos e travessos anos! A tentar afastar os fantasmas, a esquecer o passado, a magia que se perdeu num qualquer dia de Agosto e Setembro. As memórias essas, nunca se perdem, o amor muito menos, a saudade aumenta a cada minuto que passa como se não houvesse um limite para o mesmo. A imaginação do que será feito do perdido, em que caminho andará, o que fará sorrir ou chorar. Se sentirá o mesmo? Desconfio que sim, no meio de muita frieza e racionalidade, mas a magia ocorre algumas vezes em algumas vidas ou nunca noutras que tais.


Racionalizando, 3 anos já seria demais! Era tempo para esquecer mas ontem, sem querer, disse o que sempre pensei e talvez nunca o tivesse dito: um melhor amigo nunca se perde, fica para sempre connosco! Por pior que nos tenha feito, por não ter impedido que tivessemos passado por caminhos tempestuosos, silenciosos, ausentes. Não posso mentir a mim própria. Este não será, proventura, a última vez que tentarei escrever sobre o antes dos "3 anos" e acabei por apenas escrever umas míseras palavras que nada significam, que não detêm qualquer significado. Ainda é tão difícil explicar como me sinto, como sinto a tua falta, como imagino e sonho um dia em que nos encontramos, olhamos e nos abraçamos com uma força incalculável! Deixas-me sonhar?

Estamos no início de Setembro, e há 3 anos tinha acabado de entrar numa viagem conflituosa de que nunca saí mas que consegui dominar. Com muitas forças, sempre, a lutar contra mim própria. Vou continuar, sempre, por ti, pelo tempo que terá de passar, pelo teu significado, por aquilo que és e continuará a ser sempre.



Um dia, se te encontrasse, pedia-te o que sabes. A magia que nos envolvia duvido que encontre numa outra pessoa da forma ingénua e flutuante que havia entre nós. Como duas almas não gémeas mas que se conheciam como se estivessem fundidas. Sei que apenas eu e mais uns quantos irão ler isto, tu não, mas tenho esperança que o sintas no teu coração: não desistas de nós, da nossa magia, da cumplicidade! Foi o que de mais maravilhoso encontrei nesta vida, uma parte de mim apenas funciona agora a 20% porque não estás, não ouves, não te sinto comigo. A porta de uma parte de mim fechou-se com a tua ida. Será que vai haver um tempo em que voltarei a sorrir contigo? A chorar contigo? A festejar contigo? Daqui a 10 anos, 20, 30? Posso esperar... esperas comigo?

Segunda-feira, 25 de Abril de 2011

Juntar as pedras e construir um muro...

Dizem-me que há foguetes e cantares por todo o país porque hoje o calendário dita que é 25 de Abril. E depois? Essa é a minha questão. Até eu, que sempre fui uma revoltada por tudo e por nada, já não tenho forças para festejar esta data porque parece que foi tudo em vão. Pergunto e volto a perguntar: o que mudou? O que ficou melhor? E talvez com um desespero, semelhante ou não ao Otelo, dito que as pessoas não souberam aproveitar o que lhes foi dado. Penso no que sentiria o meu capitão, Salgueiro Maia, se ainda hoje estivesse vivo, e acredito que sentiria a mesma repulsa que eu. Pelo estado do país, pela letargia, pelo modo de viver de uma grande percentagem da população, enfim, por quase tudo.


Terminámos com uma guerra que estava a matar irmãos portugueses e a destruir colónias que tinham o direito de ter a sua vidinha. Onde andam esses antigos combatentes? Quantos, hoje, continuam com pesadelos e vidas feridas de combates onde nunca sonharam estar? E, nós, sociedade, quantas vezes nos lembramos deles? Hoje estive com um, com a vida a meio gás por outras razões, e pensei que ele nunca gostou de falar do assunto e do que não deverá ainda sofrer para não querer falar. E gostava de uma resposta: valeu a pena? Tenho a certeza do não que ouviria! Convidei-o a ir ao Porto um destes dias.


Liberdade. Já não sei o significado. Porque a mesma implica muitas outras coisas. Porque o que o Salgueiro e outros advogaram há uns anos atrés implicava outras coisas, esquecidas. A solidariedade, a coesão social, a luta por um país melhor. Uma luta de todos e para usufruto de todos. E olho à minha volta e não consigo visualizar nada disso. Ouço o Zeca, leio reportagens feitas no dia "mágico" e nos dias póstumos e sinto-me cansada, como até há pouco tempo não me sentia. Muito cansada deste país, de algumas pessoas que não merecem habitá-lo pelo pouco amor que lhe têm, pela falta de luta. Pela falta de liberdade, solidariedade, justiça, companheirismo, amor e amizade. A revolução deveria ter sido feita nas nossas cabeças, e não apenas aparentemente no sistema partidário. Estou cansada, mesmo muito. Talvez seja apenas de hoje, ou de amanhã e algo acontece que me transforma novamente. Mas desta vez não quero cruzar tanto os braços, e não vou fazê-lo.

Mas não escondo: estou muito cansada e quero lutar para mudar tudo isto. Mas não consigo fazê-lo sozinha. Alguém me acompanha? Não tenho medo, apenas estou sem fôlego para mais uma luta sozinha, e o meu pai não se cansa de me chamar à realidade e ditar que não posso mudar o mundo sozinha. Devo ter nascido inconformada já!
Feliz dia 25 de Abril! (é feriado, pelo menos por isso muitos ficarão felizes...)

Sábado, 2 de Abril de 2011

Pedro Abrunhosa - Quem Me Leva Os Meus Fantasmas

Ando cega, ou andamos todos. Já não entendo e prefiro não entender. Mas não gosto de ver os meus braços cruzados...

Domingo, 31 de Outubro de 2010

Pure Love

Linda! Diz tudo, de uma forma fácil e simples. Nós é que somos idiotas e não queremos entender a verdade desta música.

E preconiza o que ontem me veio à cabeça, por mais idiota que possa parecer. Esta é a verdadeira "love song", de todas as formas de amor que possam existir. As mais fortes, as mais fracas, as possíveis e as impossíveis.

Sábado, 23 de Outubro de 2010

O mais importante

Ninguém escolhe aquilo por que se apaixona. Não sou de paixões fáceis, umas há que facilmente explico e outras simplesmente vivem e resistem às tempestades dentro de mim sem me darem palavras para falar sobre elas. Até escrever este texto se torna complicado, arranjar o sinónimo adequado, o verbo certo e o adjectivo mais indicado. Apenas escrevo porque me revoltei na última semana com a minha maior paixão, que vive forte e resiste nem sempre bem às intempéries. E revoltei-me quando ela me voltou as costas e me deixou sozinha, sabendo que sem ela não sou nada e não viverei, apenas irei sobreviver num mundo que não irei compreender.

Já desde os 8 anos que te adoptei como minha paixão máxima. Nunca deixei que nada nem ninguém se colocasse acima de ti, e depois fazes-me isto??! Estava capaz de te bater, esmurrar, mas não consegui, apenas lamentei que ainda não tivesse crescido até este ponto. De sobreviver sem ti, mas contigo sempre dentro de mim, de pensar que já não estás lá mas estarás sempre até à minha morte. É inevitável, e quem quiser estar comigo terá de compreender isso, aceitá-lo e viver com isso! E perceber que não tiveste culpa nenhuma, não! E fica já o mundo avisado que pode colocar todas as adversidades à minha frente porque ninguém nem nada fará com que deixe de te amar como amo! E aqui fico como esperando uma nova prova! Lembrei-me de alguém que também não teve uma vida justa, mas sempre lutou por aquilo que amava, e acredito que no final, morreu feliz e de consciência tranquila. E esse foi o meu baluarte para me levantar.

P.S.: O meu pai já me devia conhecer melhor e saber que daria as minhas duas pernas por ti, por fazer aquilo que tu pedes e mandas. Infelizmente não sabe, ou esqueceu-se momentaneamente, e lá teve de entender que o amor que tenho por ti e por tudo aquilo que representas é mais valioso do que tudo o resto. E ouviu o que nenhum pai gostaria de ouvir... esta verdade!

Quarta-feira, 11 de Agosto de 2010

Onde está o ...Wally?

Não vou falar em casos concretos, mas quem me conhece sabe que de entre as várias coisas que abomino, uma delas são os incêndios (que não começam com um cigarro...por favor). Quando as temperaturas sobem mais um pouco, já sei qual ou quais vão ser as notícias de abertura dos telejornais, os destaques dos jornais e das rádios nacionais. Acho bem que a realidade seja retratada nos vários media, sem exageros e aquelas perguntas sem qualquer interesse: "como se sente?", depois de alguém ter perdido uma casa ou todo o verde que rodeava a sua aldeia. Já imaginaram viver num local cinzento? Há pouco, ao olhar ao redor da casa dos meus pais, imaginei o cenário a preto e branco. Inacreditável! Não imagino a tristeza dos habitantes das aldeias que ficaram rodeados de cinza, de "morte", do preto e do cinzento, sempre com as imagens de aflição quando tudo ardia à sua volta, e respirar era insuportável.

Mas o que me intriga é, onde anda o Primeiro-ministro (PM) português e o Presidente da República (PR)? Já se registaram mortes nos bombeiros, sim esses profissionais que arriscam a vida sem pensar muito no seu valor, e no entanto ainda não ouvi nem o José Sócrates e nem o Cavaco Silva a ditarem alguma palavra que fosse sobre o assunto (ou andarei distraída?). Já para não falar nos fogos activos existentes em dois Parques Naturais e protegidos portugueses: o Gerês e Serra da Estrela. Mas o que raio interessa a vida selvagem, a natureza das mais belas como as que encontramos nestes dois locais? O importante é que os meios de comunicação social não se lembrem destas duas personalidades - PM e PR. Isso sim é importante...o caso Freeport continua a preencher páginas de jornais e tempos de antena na televisão, mas não falam do silêncio destes dois homens que já têm idade para ter mais juizinho! Digo eu... espero que os portugueses não se esqueçam desta despreocupação quando o país está a arder, muitas pessoas em pânico e tristes por aquilo que lhes aconteceu. Não se esqueçam quando for hora de colocar a cruz na pessoa que queremos e merecem o nosso voto de confiança para serem reeleitos. Bem... mas de qualquer forma estamos completamente fuck porque nem estas duas personagens, nem o líder laranja, nem o Paulo das feiras, nem o Louça dos autocarros, nem o comuna... nada! Dos políticos não se ouve nada acerca dos incêndios, mortes e toda esta calamidade que assola o país. Devem estar todos demasiado ocupados nas suas férias para se preocuparem e ditarem uma palavra sobre umas fogueiritas que existem em Portugal!

É nestas alturas que gostava de ter um Putin em Portugal, fascista mas que vai para o terreno ajudar nas calamidades! Um homem com raça! Que saudades Salgueiro...tuas e do teu sonho, que eu gosto de partilhar comigo própria...

Sábado, 10 de Julho de 2010

Faith no More - Memorável

Começou o concerto de uma forma irreverente, a tocar um instrumento, e vestido como se estivesse preparado para entrar numa igreja. Na primeira música surgiu o “monstro de placo” que Mike Platton encarna: segurou o microfone com os dentes, gritou, berrou, atirou guitarras. Só me perguntava: o que pode vir a seguir?? Isto não foi um concerto, foi um espectáculo memorável!!!

E o crowd surfing? Como é que um homem daquela idade faz aquilo? E quase fica sem um sapato, e chama besta ou bestiais, num português abrasileirado, ao publico e sorri! E chama nomes ao Ronaldo, com milhares de portugueses a aplaudir. Isto é que é um senhor sem papas na língua. Um homem do rock, do punk, do palco. Mas quem se ia lembrar de cantar uma música da banda, escrita originalmente em inglês, em português? È inacreditável!

Nunca acabem, Faith no More, por favor. Continuem a viciar-nos em vocês, e nas vossas músicas, estilo eclético, de show e amor ao público e à música, de camisas suadas e muita energia ainda por deitar para fora. Há tão poucas bandas como vocês. Continuem como Faith no More, por favor! Que o “até à próxima" seja mesmo verdadeiro! Memorável, Mr. Patton!

Alice in Chains - Rooster

Estou sem palavras. Parece que alguém ressuscitou nesta banda. Layne Stanley. Fenomenal este concerto. Arrepiei-me e nesta última música, tamanhas eram as semelhanças que fiquei um pouco comovida. Parece que este ilustre desconhecido de nome Will DuVall não deixou que os Alice in Chains desaparecessem, ressuscitou a banda pela sua voz incomparavelmente semelhante à do Layne, pela sua postura em palco, e amor ao rock e ao grunge, e a esta banda velha mas renascida. Jerry Cantrell já soma uns anos mas isso não se nota em palco. Sempre a cantar, a tocar, enfim, a ser um dos Alice in Chains com a postura que deve. Acho que só faltou dedicar uma música ao vocalista falecido, mas para mim todo o concerto foi dedicado a ele! Muitas saudades!

Quinta-feira não pude ir, mas eles prometeram voltar em breve! Conto com isso, e esperar...

Sábado, 3 de Julho de 2010

Portugal reconhece mais um grande homem: Miguel Carvalho

Sinceramente não me lembro qual foi a primeira reportagem que li assinada por ele, mas chamou-me a atenção. Li o artigo uma, duas, três e quatro vezes e sempre que chegava ao fim apetecia-me chegar ao início para recomeçar. O meu pai, depois de perceber que eu não estava louca e queria mesmo seguir o meu sonho dos 7 anos, tornou-se assinante da minha revista de eleição. A revista onde ele escrevia. Às Quintas-feiras quando a revista chegava, em dois minutos ia da primeira à última página à procura de algo assinado por dele. O curso era teórico, queria algo mais prático e foi quando surgiu a oportunidade de trabalhar como jornalista para o rugby. Aprendi uns passos mas ainda me faltava tanto, tanto, sobretudo saber como me devia comportar no terreno. Sim, porque o jornalismo faz-se no terreno e não numa secretária, fechada numa qualquer sala. O trabalho apenas fica completo aí. Ainda só gatinhava lentamente, queria levantar-me calmamente e tentar caminhar com uma bengala. Começar a andar...

Quando cheguei ao final do curso, tinha obrigatoriamente de fazer um estágio curricular, o qual necessitava de um orientador de estágio. Alguém que me ajudasse, a minha bengala de que tanto sentia falta. Todos os meus colegas escolhiam professores, actuais ou de anos anteriores, mas tirando 3 deles, os outros não tinham experiência de jornalismo na prática. Não me convenciam! Queria alguém que me ensinasse a andar no terreno, que me explicasse por palavras ou gestos o significado puro da palavra jornalismo. E, um grande amigo, desafiou-me ao perguntar: Quem é para ti o melhor jornalista português? E dei-lhe o nome, mas logo acrescentei "mas ele nunca vai querer ser meu orientador. Deve ser uma pessoa super ocupada, ..." Tal como o meu amigo disse, inventei desculpas para não tentar, mas ele chateou-me logo nesse dia para não desistir. E já tinha o plano: eu tinha de ligar para a minha revista preferida e pedir o email, ou o número de telefone, a morada, sei lá! Teimosa que sou, não me convenceu. Mas ele é mais teimoso. No dia seguinte voltou ao contra-ataque, e fez-me prometer-lhe que ia ligar para a Visão e pedir os contactos. E sorriu, quase como a dizer-me "Sua hippie, finalmente estás a crescer na cabecinha e a realizar o teu sonho".

Telefonei. Deram-me o email. Enviei um email a explicar tudo. Passou um dia, e nada, dois dias e nada, mas ao terceiro lá veio a resposta (ele não estava em Portugal e daí o delay): SIM! Explodi! Senti-me tão feliz como poucas vezes na vida. Entretanto o estágio ia começar no Jornal de Notícias no Porto, e eu ainda não conhecia o Miguel. Numa semana que estive no Porto para conhecer essa grande cidade, encontramo-nos na Fnac perto do Bolhão. E a partir daí ele ficou ao lado da minha meia dúzia de ídolos. O estágio começou bem, mas pouco tempo depois ficou um pesadelo para mim, seja no estágio ou num emprego: não tinha nada para fazer. O trabalho que havia era distribuído pelos jornalistas de serviço e não pelos estagiários. Desesperei. Lembro-me que um dia estava mesmo de rastos quando cheguei a casa, os meus pais ligaram e menti a dizer que estava tudo maravilhosamente bem, mas sentia um espinho dentro de mim. Precisava de alterar aquela situação. Liguei ao Miguel, melguei-o até não poder mais, e ele sugou todo o medo que estava dentro de mim. No dia seguinte fui ter com o meu editor, o coração pulava a 200 à hora, e disse-lhe que estava desconfortável com a situação por não ter nada para fazer. Ele disse-me que não podia fazer nada porque, de facto, não havia trabalho. Mas deu-me liberdade: "Porque não escolhes um tema, pesquisas, investigas e fazes uma reportagem sobre isso? Pensa em alguns temas, desenvolve-os e depois falamos". Fiquei eufórica! Até porque ele disse que a minha atitude era nova, nunca tinha acontecido, os estagiários geralmente comiam e calavam... eu ripostei! Graças ao Miguel :)

Já conheceram alguém que tem pureza nos olhos. Amabilidade, honestidade, solidariedade (e tantas outras coisas) em tudo aquilo que faz? Alguém que faz tantas coisas merecedoras de dizer "eu sou o maior", e no final é a pessoa mais humilde que conheceram?? O Miguel Carvalho é isto e muito mais. Soube da notícia há cerca de uma hora: Miguel Carvalho venceu o Grande Prémio Gazeta 2009! E já lho deviam ter dado há tanto tempo! Estou tão orgulhosa! Saltaram-me umas lágrimas marotas de alegria quando li a notícia. Nem queria acreditar. Mas não há ninguém que mereça mais este prémio do que o Miguel!

Hoje vou beber uma cerveja ou qualquer coisa em tua homenagem, para celebrar o teu prémio, para te celebrar. Celebrar que ainda há pessoas como tu!! Estou em Coimbra, e os meus amigos terão de cooperar (e vão fazê-lo porque sabem o quanto te admiro e até eles vão querer festejar) e festejar comigo :) Yeah!!!! (Vamos esquecer a Argentina por hoje, ok? Agora não vou torcer por ninguém...odeio o Mundial!)

Vou passear o Pataco e contar-lhe e vamos celebrar juntos. E vou contar aos meus pais, e à minha sobrinha e até ao sobrinho que está ainda na barriga! Apetece-me berrar para todo o mundo ouvir :)

Terça-feira, 27 de Abril de 2010

Posso pagar de outra forma?

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Pode parecer que é dedicado a algum namorado ou amor perdido. Mas não é! Ou pelo menos um amor de desejo, mas sim um amor de amizade, de irmão para irmão, de alguém que nos conhece melhor que nós próprios. Quem já teve a sorte de encontrar alguém assim? Julgo que poucos. Poucos tiveram a sorte de sentir uma amizade sincera, em que, mesmo longe sabem que o amigo está ali ao lado, para o que der e vier. Mesmo que seja por uma simples tecnologia como o telemóvel.

Sentir uma felicidade imensa porque o outro conseguiu o que queria. Um orgulho naquilo que o outro vive, que conseguiu através do mérito intrínseco a ele próprio. Ainda não é fácil falar, mesmo depois de dois anos passados. Não consigo explicar de uma forma mais racional sobre uma pessoa que me abandonou, que já se esqueceu do que fomos. Não é fácil aceitar que tudo terminou, mesmo 600 dias passados, com as saudades a palpitar a cada dia que passa. Se pudesse pagar o que quer que fosse para ter o que já tive, e que por medo, nem tento ter com nenhuma outra pessoa. Porque cada vez mais, cada um vive a sua vida sem se preocupar com a alma ao lado. Tenho tantas saudades...só nós sabemos o que "tínhamos", e só eu sei que não tive e, provavelmente, nunca terei a mesma cumplicidade com outra pessoa.

Ás vezes dou comigo a pensar em tudo, em todos os momentos, em tudo aquilo que tive de abdicar por uma amizade e não me arrependo, como em quase tudo na vida. Mas se pudesse superar o passado, e se ele o fizesse também, voltaria a estar radiante. A saber que tinha um irmão que me adorava, confiava em mim, gostava de estar comigo, de todos os momentos míticos que vivemos sem nos apercebermos de que os estávamos a viver. Neste momento estou radiante porque sei que ele conseguiu ser aquilo que queria, seguir o seu sonho, e o seu futuro será radiante. Quem sabe se um dia não escreverei sobre um feito qualquer feito por ele? Tenho a certeza de que o fará, mas não sei se serei eu a transmiti-lo ao mundo! Mas triste de saudades, de não estar, não contar tanta coisa que não conto a mais ninguém. Sem ser por mal mas não consigo. Desculpem!

P.S.: Se um dia leres isto – vou estar sempre aqui, mesmo que só daqui a 30 anos queiras falar comigo. Pode ser que tenha sorte. Até lá ou não, sê o mais feliz que puderes!

Sábado, 17 de Abril de 2010

Mais um rebento



Julgo que já não é segredo para ninguém, e por isso não me contenho mais: vai nascer mais um membro da família Paulino daqui a uns meses. O sexo ainda é incógnito, mas a barriguinha cresce a olhos vistos e bem redondinha. O que me fez pensar (sim, penso sempre muito). Adoro a Sofia, é das coisas mais importantes e o meu sorriso espelha bem o que digo. Não dá ou nunca deu trabalho que me tenha aborrecido (sim, porque é óbvio que as crianças dão trabalho mas é um trabalho dito "agradável") mas fez-me pensar que tinha mais uma responsabilidade, uma criança na família, nas minhas mãos. E, acho que me fez crescer muito! E agora vem outra/o. (E apenas sou tia, imagino o que ia sentir se fosse mãe... mas isso já é outra história). Aqui fico à espera dela, daqui a 6 meses, mais dia menos dia. Tentar ser mais racional e calminha para acolher mais um rebento, e ainda mais responsável. Mas às vezes assusta!

Sábado, 10 de Abril de 2010

Que Deus nos ajude

Há coisas que sempre me aborreceram até às entranhas. Comecei a dar mais importância ao assunto quando surgiu em Portugal o caso da Casa Pia de Lisboa, onde várias - dezenas ou quem sabe, ao longo dos anos, centenas - crianças eram abusadas por gente de renome e outros mais anónimos. Miúdos sem eira nem beira, sem família, com alguns pesadelos do seu passados e com mais ainda de um presente que não solicitaram a ninguém. Serem violentamente agredidos e violados, sem saberem porquê. Provavelmente muitos sentiam-se lixo por não terem ninguém, e julgavam que por isso, tinham sido escolhidos como vítimas para uma acção tão atroz por parte dos adultos. Quem sabe o que não terá passado pelas cabeças destas crianças! Algum tempo depois diziam que muitos o faziam por dinheiro, para terem umas sapatilhas de marca ou umas calças Levi's. Tretas! Faziam-no porque eram obrigados, porque sabiam que o tinham de fazer por não haver outra hipótese, não tinham quem os protegesse, como eu e muitos tivemos quando eramos crianças. Tinhamos os nossos pais! O caso deu no que deu, e os acusados ainda serão aclamados como salvadores ou heróis desta pátria sem memória.

Agora surgiram centenas de casos no seio da igreja, oriundos de diversos países europeus. Uns casos atrás de outros. Sem parar! O Vaticano lava as mãos, o Papa tenta acalmar as hostes apesar de ter alguma culpa no cartório por ter desculpado um pedófilo há uns anos atrás e pelo irmão dele também não ser nenhum santo. E sabemos lá mais o que a casa gasta! Mas o pior foi a notícia que li agora: "Bispo do Tenerife afirma que há menores que provocam o abuso sexual". Mas o que é isto?? Anda tudo louco ou pretendem piorar ainda mais a situação? Como é que uma criança provoca uma coisa destas... uma criança! Será que este bispo sabe o significado da palavra criança? Será que conhece alguma? Quer dizer, são contra o aborto mas depois afirmam que há crianças que querem ser abusadas sexualmente... talvez para ficarem traumatizadas para o resto da vida! Ou, e fazendo um filme do tamanho da lua, são contra o aborto para que nasçam mais crianças... mais carne para "canhão"! Estou completamente estúpida com tanta porcaria que a Igreja anda por aí a dizer. E por vezes, sinto vergonha de ser católica porque não me identifico em nada com este tipo de comentários. É caso para dizer... que Deus nos ajude!

Sexta-feira, 2 de Abril de 2010

Respirar o espírito de Seattle

Dia 23 de Abril, 21 horas, Coliseu do Porto.... Sonic Youth! Só espero reviver o espírito de Seattle, se ainda é possível hoje em dia. Dia 24 trabalho em Lisboa...mas nem que não durma, não posso perder a oportunidade de respirar outros ares... :)

Domingo, 14 de Fevereiro de 2010

Another day

Digamos que estou a ficar um pouco fartinha de tudo isto. Notícias e mais notícias, a maioria sem nexo mas mesmo assim sem contarem a história toda porque dessa forma ia explicar-se o facto do noticiado não ter grande sentido. O tentarem convencer o país que vivemos numa ditadura em que os jornalistas não podem publicar aquilo que querem. Basta! Tentamos viver numa democracia e não numa anarquia, e por essa mesma razão há regras a cumprir. Uma fulcral é não levantar falsos testemunhos sem provas. Faz parte do código de ética. Mas ou eu ando cega, ou algo se passa e ainda não entendi. E o povo, lacrimejoso e desejoso do renascimento de um salazar, come todos os pratos que lhe apresentam na mesa. Ao invés de trabalhar, e produzir, a ver se saímos desta crise! O povo que devia esquecer os subsídios, e as aldrabices que todos os políticos cometem como se isso fosse um requisito, e também deixasse de aldrabar quando pode. Agora até já o Luís Figo e a Inês Medeiros estão metidos no esquema.No fundo, acho que estamos todos... e o jornal Sol saiu da crise porque já deve ir na sua 30.ª edição, só neste fim-de-semana. Pelo menos alguém que não vai à falência.

Quem quiser que atire a primeira pedra... mas com consciência. Amanhã vou falar mal do Sócrates neste blog, a ver se o fecham ou me perseguem. O meu sonho sempre foi ser investigada, ter o telefone sob escuta, andas a ser espiada. Ou espiar :) A ver vamos se dá resultado!

P.S.: Ao menos amanhã que vença o Filipe Pinto! Aquele puto com aquele vozeirão, que para minha satisfação cantou nirvana de uma forma sublime no último domingo. E no final, parecia que a alma ou o espírito do Kurt Cobain tinham entrado dentro dele durante a música. Fiquei arrepiada, mas talvez seja da falta de entusiasmo com a realidade que me rodeia. Sinto falta do grunge, daquele que ele cantou, da revolta e da humildade. Do ser puro e ditar as normas para nós próprios sem interferir na vida dos outros. E fica dito!