sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Prédios em (des)construção?

Ontem, num passeio nocturno por Paço de Arcos encontrei uma velhota de cabelos brancos, simpática, solitária e muito conhecedora daquilo que a rodeia. Ora, ao lado da casa dela foram construídos há uns tempos longos, vários prédios... mas o projecto consistia na construção de vivendas tal como relatava um placard que durante muito tempo esteve em frente ao imenso terreno.

O que é facto é que começaram a construir uns "mamarrachos" ao invés de vivendas menos altas e mais vistosas. A construção parou porque, segundo me relatou a senhora de cabelos brancos, em frente aos prédios vive uma conhecida juíza, de casos complexos, numa casa que não tem janelas para a rua apenas para a frente da casa dela que fica nas traseiras, por uma questão de segurança.

Segundo a senhora, a juíza não aceitou aquelas construções porque alguém num andar acima poderia alvejá-la para dentro de casa, tendo acesso às únicas janelas de uma casa invulgar, de alguém que merece o mínimo de respeito e segurança. O processo foi interposto mas até agora ninguém sabe o que vai acontecer: as obras estão paradas, alguns andares já foram vendidos e continuam os prédios altos, podendo a qualquer momento alguém ciente da facilidade do acto, atingir a juíza na sua casa.

E como é que um construtor que faz projectos para uma meia dúzia de vivendas pode mudar o que tinha planeado para uma meia dúzia de prédios? Será legal (duh...)? Como poderá ter sido feito? A Câmara e demais organismos não tem responsabilidades nestes casos ou prefere não as ter quando o caso dá para o torto?

Com o abandono dos prédios a zona ficou mais perigosa por ser a zona de paragem de muitos toxicodependentes que se refugiam nas paredes de tijolos, longe de olhares indescretos, e várias casas nas imediações foram assaltadas o que não acontecia antigamente. Muitas perguntas sem resposta, muitas indignações caladas, muitas revoltas silenciadas e uma certeza: quem tem poder consegue o que quer...

Obviamente há que lembrar que Paço de Arcos faz parte do Concelho de Oeiras, cuja câmara municipal é presidida pelo mediático Isaltino Morais... Paço de Arcos é uma vila pequena, recatada, com a maioria das pessoas oriunda da classe baixa ou média, onde este tipo de situações pode acontecer pela calada. Sem que os media saibam o que se passa, e sem que os populares possam fazer ouvir as suas vozes de modo a relatar o que se passa no seu pequeno mundo.

Outra história é que na mesma zona, há uns anos atrás, foi construído um prédio, pintado, pronto a ser habitado. E num dado dia, sem que ninguém consiga contabilizar as horas exactas ruiu sem dizer um "ai". Sorte: ainda não estava habitado. Questão: Como é que um prédio recentemente construído cai?

P.S.: Em Coimbra há uma situação semelhante, de uns prédios construídos com andares a mais. O construtor foi obrigado a tirar o que não estava no projecto, ou que estava mas não devia estar. Até hoje os prédios continuam em construção, sem modificação nos andares e sem data marcada para poderem ser habitados. Pelo que sei, muitos andares, se não todos ou quase todos, já foram comprados...

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Today is not a good day

Não sei bem o que escrever aqui hoje... mas precisava de explodir de tanta coisa que me está a sufocar...

Hoje não sai nada mais racional e lógico e sei lá mais o quê...!

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Plim ... plim!

Hoje tive um acesso de melancolia... já há muito que não postava a imagem de alguém tão especial

terça-feira, 21 de agosto de 2007

É possível haver alguém mais cromo?!

Duas entrevistas "maravilhosas" para desatar à gargalhada. Uma no Jornal de Notícias e outra no Diário de Notícias. Dadas no mesmo dia, e a dois jornais do mesmo grupo económico. Algumas frases que merecem a nossa leitura para um dia mais animado:

Disse hoje (ontem) na Bolsa que o Benfica está mal. Responsabilidade é apenas de Santos ou também é de Luís Filipe Vieira?
Claro que de Luís Filipe Vieira é o primeiro responsável. O presidente tem que ser responsável perante os benfiquistas e assumir tudo o que de mal se passa no clube e tudo o que de bom se passa.
( Luís Filipe Vieira, o Presidente que não foi na conversa de Berardo! E que entre escolher entre o dinheiro e os seus jogadores, estranhamente, escolheu os jogadores!)

A OPA correu mal. Considera que esse insucesso foi uma derrota pessoal? Os benfiquistas não acreditaram em si?
Os benfiquistas acreditam no clube e não me sinto nada derrotado. O que me interessa é que o Benfica tenha sucesso. Durante um ano não posso repetir a operação mas estou disponível para continuar a dar minha colaboração com o Benfica.
(Se tivesse corrido bem, ele iria auto-denominar-se o salvador do clube. E diria, à boca cheia, que todos os benfiquistas tinham um amor incontrolável por ele)

Algum dia acreditou sinceramente que a OPA iria ter sucesso?
Se tivesse realmente interesse em ganhar esta OPA tinha aumentado o preço mas não o fiz porque, pretendi, acima de tudo, ajudar o Benfica. E consegui-o porque a cotação subiu e criou-se uma confiança. Não estou proibido de comprar as acções que me é permitido comprar, e gostaria, como é sabido, de ter 30 por cento.
(yeah yeah...)

Está mesmo arrependido de ter dito "fuck him" a Rui Costa ou acha que isso influiu no desempenho dele?
Continuo a achar que tenho razão. Se não o tivesse espicaçado, ele não teria marcado dois golos contra o Copenhaga. Há 14 anos que não fazia um jogo daqueles.
(yeah right... só marcou os golos mesmo por causa disso...! O segredo é tratar mal as pessoas para elas terem mais rendimento...)

E há cada vez mais gente à sua volta a pedir favores?
Sempre foi assim. Não ajudo todos, não sou tão importante como Gulbenkian mas quase, porque tenho ajudado muitos.
(como é possível poder comparar-se com o Gulbenkian... ele nem deve saber quem foi...)

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Um dia cheio de novidades (e ainda são só 12 horas)

1. O Fernando Santos vai embora!!! Weeeeeeeeeeeeeeeeeee

2. A OPA do José Berardo falhou!!! Weeeeeeeeeeeeeeeeeee

3. A esperança de trabalhar em jornalismo voltou a renascer... mas pode ser uma mera esperança vã!

Um fim-de-semana


Apesar de o temermos a realidade surge sempre, mesmo quando o tentamos evitar a todo o custo. Mesmo quando temos medo de a enfrentar, mesmo sem entendermos a razão de tanta desilusão. A verdade é que o grupo que sempre nos devia amparar é geralmente aquele que, no momento certo, consegue ter a atitude menos apropriada à situação. E magoa, e dói, e não conseguimos lutar contra. E ficamos perdidos, abandonados à nossa sorte, às nossas lágrimas, à nossa vontade permanente de clamar por uma mentira naquele momento certo.Como se num mar de amargura tivéssemos mergulhado!

O nosso amor-próprio faz-nos acreditar que não devemos verter a dor perante quem nos magoou. Nunca! Ensinamento antigo, do meu avô, e que duvido que algum dia fique esquecido… assim se mantêm a memória de quem valia realmente a pena ouvir. A memória de alguém que nunca nos disse uma frase, palavra que me tivesse magoado. A cada uma, um novo ensinamento. E como precisava dos seus conselhos agora… como se de ar se tratassem!

Sentimo-nos sozinhos e vazios, esperamos pelo aconchego do óbvio, mas notamos a sua ausência. E permanecemos calados à espera que algo aconteça. Apesar da esperança ser vã, demasiado vã… totalmente vã. Entretanto chegamos à conclusão que o melhor é viver, apenas viver o que a vida nos reservar. Observar, aproveitar, apenas como se a vida fosse apenas nossa, sem partilhas com quem não merece apesar de ter todo o direito e dever. Nem tudo tem de ser tão óbvio como mandam as regras…!

P.S.: Parabéns ao Sporting! O meu pai ficou feliz e ele merece, sendo talvez dos poucos em toda esta trama!

P.S.1: Escrevi isto há uma semana... entretanto as coisas não mudaram muito. É, talvez por isso, que nunca acreditei em grandes mudanças!

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

I started looking for excuses

E o que fazer quando não conseguimos parar de ouvir uma música?!

Cansaço satisfatório

Passar um feriado a trabalhar não é o sonho de muitos mas quando trabalhamos para aquilo que realmente ambicionamos, todos os cansaços são substituídos por um sorriso verdadeiro.

Hoje estou cansadíssima mas valeu a pena!

P.S.: É óbvio que não estive a trabalhar para esta empresa mas sim para a revista. Colocar no papel a Cova da Moura, uma face diferente daquilo que ouvimos falar frequentemente nos media. Olhar para as pessoas e descobrir como são perfeitamente normais, apenas com uma diferença fulcral: tiveram muito menos oportunidades do que nós. A Gorongosa e o Greg Carr, um dos meus ídolos (e como é difícil escrever um perfil de alguém que nós adoramos), os Finka Pé.... muitas palavras para um só dia e uma só noite.

P.S.1: E estou a dormir na cadeira e sinto o corpo tão cansado. Hoje, acho que nem com cinco cafés isto vai lá. Faltam só... horas e quando sair pode ser que consiga ir à praia! E já me estão a dizer que não estou a bater bem hoje... puffff!

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

.gw: Novo Domínio de Topo Mundial


IT & Media Corp., agente exclusivo de registro

A IT & Media, Corp., uma empresa norte-americana com sede europeia em Lisboa, Portugal, adquiriu os direitos sobre o domínio da Guiné-Bissau (ccTLD) – .gw - depois de negociações com o governo daquele país. Atualmente, a IT & Media é, a nível mundial, o único agente de venda e promoção de nomes de domínio .gw. A IT & Media transformou o código nacional da Guiné-Bissau num domínio Global Web – .gw.

O nome de domínio de topo .gw – global web é um concorrente direto ao .com, que já conta com mais de 60 milhões de nomes de domínio. Os melhores nomes de domínio já não se encontram disponíveis sob o .com, mas recorrendo ao .gw – global web qualquer nome desejado poderá ser registrado. Será, sem sombra de dúvidas, um enorme impulso para o registro do .gw!
Um bom nome de registro é um grande aliado económico para qualquer empresa. É uma ferramenta que poderá destacar um qualquer negócio dos demais no mercado. A IT & Media tem como função estar à altura das expectativas que as empresas e consumidores têm face à Internet. O lançamento do domínio .gw é um passo fulcral nesse sentido.

Em Outubro de 2007, a IT & Media iniciará o Sunrise Period – período de introdução – dos nomes de domínio .gw – global web. Durante esse período apenas empresas e marcas poderão registrar os seus nomes em http//www.register.gw.

Para mais informações, por favor contacte:
IT & MEDIA, Corp.
Assessora de imprensa
Helena Paulino
hp@itmedia.gw

P.S.: Pago um café a quem publicar isto no blogue... e dou um beijinho! Precisamos de publicidade, muita!

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Ler nas entrelinhas...

Quando a mostarda me chega ao nariz "passo-me"....

E está a chegar... bem pertinho!

P.S.: Tenho de começar a trazer uns calmantes para nao desatar à chapada!

P.S.1: E eu que sempre fugi de determinadas pessoas para não as aturar e agora calham-me semelhantes na rifa. Haja sorte!...

terça-feira, 7 de agosto de 2007

Parabéns Maria Sofia!

Parabéns pelos dois aninhos!

A memória do dia 7 de Agosto de 2005 ainda está fresquinha na minha memória e duvido que não fique assim para sempre!

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

No comboio

Ouvi...

"Nos dias de hoje ninguém tem tempo e espaço na vida para amar...!"

E como me tocaram estas palavras... acrescentando o verbo desejar...!

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Ode II

Ontem ouvi e re-ouvi histórias de amores impossíveis e difíceis de concretizar. Amores imperecíveis e inesquecíveis, e lembrei-me de ti. Ao ouvir tudo o que o B. fazia, imaginei como teria sido bom teres-me feito o mesmo. De forma a que pudesse sentir o mesmo, imaginar o mesmo, tentar o impossível mas ter a certeza de que tudo tinha feito para te ter junto a mim. Bem pertinho, bem aconchegadinho, ter o teu ombro sempre ao alcance da minha cabeça. Ter a boca sempre ao alcance do meu desejo.

E se sai daí, e se fugi, de certa forma, sem olhar para trás foi por tua causa. Disso não tenho a certeza apesar de nunca o ter confessado a ninguém. Nem nunca ninguém o ter imaginado. Fugi duma realidade não desejada, de uma visão demasiado forte para voltar a ser vivida e sentida. O ter-te visto uma, apenas uma e única vez, com outra pessoa fez-me pensar em como essa tua liberdade tanto magoa. E liberdade é a minha palavra, sentimento e posse mais querida!

A imagem nunca me vai sair da cabeça, até mesmo a reacção de uma amiga (talvez a única que entenda um pouco deste sentimento) me ter acenado para não ir, para não andar mais e eu sem conseguir entender porquê e fui. E fui e vi, e fixei para nunca mais esquecer. A outra, comprovado pela tal amiga, era tão parecida comigo que a dor conseguiu ser ainda maior! E ainda hoje, a escrever estas linhas, estou lá, a ver a mágoa maior, a conseguir ultrapassar o problema com um sorriso, a procurar o ombro de um amigo para chorar sem que ele se apercebesse. Como se fosse hoje! O mais incrível é ainda me lembrar da roupa que tinhas vestido, do facto dela estar totalmente vestida de bege, de quando paraste de a beijar e me viste e conseguiste ficar mais envergonhado que eu. E de como me ignoraste e fingiste que não me viste depois. Imagino que hoje já seja outra e não se vista diariamente de bege! E imaginar que isso pode de facto acontecer faz-me desejar que essa liberdade não te fosse permitida! Como se pudesse fazer isso a alguém…

Nunca pensei que ainda pudesse sentir isto depois de tanto ter passado. De ter deitado tanta felicidade pela borda fora, e foi mesmo muita. Ainda hoje me lembro de, depois de ter criticado um ex-namorado, alguém me responder com a maior frieza possível, “nunca percebeste que ele gostava mesmo de ti pois não?” E deitei-o fora! E não o consegui suportar depois de, muito tempo sem te encontrar, um dado dia te ter visto e ter-lhe dito com a maior das naturalidades quem tu eras. E agiu normalmente! E lembro-me do quanto bebi nessa noite para ter coragem para o beijar e tentar que o teu reencontro não fosse demasiado forte para estragar o que tinha. Mas conseguiste estragar tudo! A tua memória, o reencontro, a lembrança de tudo, o renascer de um amor ignorado conseguiu destruir um amor que poderia ter dado certo. E hoje em dia ele nem me quer ver! Compreendo… eu faria o mesmo na situação dele.

E agora, aqui, neste quarto sozinha e olhando para ao lado à espera de ti sinto-me fraca. Por nunca te ter tentado explicar o quanto eras importante, por ter considerado que nunca ia resultar mesmo sem ter tentando. O não ter feito o impossível para ter estado contigo quando não era assim tão fácil, por não ter ido quando deste pela minha falta apesar da enorme quantidade de pessoas presentes.


E dói, dói mesmo muito pensar que nunca mais vou poder olhar para ti e sorrir ao ver-te olhar e sorrir, de amor! Simples amor! Porque ele existiu e isso ninguém mo pode tirar! A recordação desse amor, daquele encontro que ambos recordamos (e não vale a pena negar!), do amigo sempre especial que nos aproximou, do edifício que nos albergou, do filme da nossa vida, dos concertos ( e só eu sei porque uma banda é tão especial, não só pela música), do dia fatídico em que cheguei a casa ao início da tarde e não conseguir parar de verter lágrimas até que chegasse a noite.

De volta a Coimbra sei onde te encontrar. Mas não quero… ia tudo voltar ao que era. Ias conseguir estragar-me a vida, a noite, a esperança, o futuro. A mente! Porque não consigo apagar todas as memórias da minha mente… apagar-te a ti. Conseguir fazer o mesmo em relação a todos os locais que partilhamos, todas as datas que são apenas nossas. Acho que sou demasiado fraca para conseguir seguir com a vida depois de tudo, conseguir respirar livremente, viver um dia sem me lembrar de ti, sem sair de casa à espera de te ver na rua, a passar de carro. Sem olhar para a estrada à espera de um apito, um olhar, um berro, um aceno, qualquer coisa que me levasse a ti...

E um amigo em comum sempre que fala comigo comenta que te viu, em tal sitio, em tal data e que falaram de tal coisa, e fala repetidamente dos teus erros e defeitos. E rio-me e apenas digo: “Ele é mesmo assim”.. e aponto mais uns quantos, e depois penso, “consigo odiar todas as pessoas com esse feitio menos este idiota…”! E a minha mente fica vazia. E não entendo porque razão ele me fala sempre sem eu perguntar por ti. Porquê reavivar?

E já não sei o que mais dizer. Há dias parece que vou explodir de tanto para contar, tanto para desabafar como se alguém pudesse imaginar e entender o que sinto. Ainda hoje… como se fosse algo racional, ao contrário de tudo o resto na minha vida. Estou cansada, realmente saturada deste sentimento e quero ter novas perspectivas, conseguir amar novamente sem medo nem erros. Conseguir falar do que sinto sem me sentir culpada, triste ou envergonhada… como se o amor tivesse algum tipo de constrangimento.

O engraçado é que no primeiro dia em Lisboa ouvi uma historia tristíssima de amor. Ouvi, dei conselhos e insisti para que a pessoa reconstruísse a sua vida. E a minha, onde fica?

P.S.: Ou não fosse eu ou ninguém saberia a quem isto é dedicado…

P.S.1: E são três da manhã e eu gostaria de dormir!!

P.S.2: Se o meu avô fosse vivo tenho a certeza de que daria um par de estalos e o conselho acertado! Mas infelizmente ele conseguiu morrer três meses antes de te conhecer…