sexta-feira, 29 de maio de 2009

Just something

Tenho saudades da Luna, do mar, de andar, de dormir, de limpezas e organização, dos amigos que nos batem no coração e nos abraçam quando nos apetece lacrimejar. Tenho saudades de que me compreendam, que me ouçam sem antes berrar. Tenho saudades de estar em casa, com o Pataco, o Minuche, do silêncio, do chilrear dos pássaros. Tenho saudades que sintam empatia por mim, que gostem do meu trabalho e não o critiquem sem antes o conhecer. Tenho saudades de simpatia e compreensão. Tenho saudades de um sorriso verdadeiro, do stress que sabe bem apesar do batimento cardíaco. Tenho saudades de me sentir bem num qualquer sítio, em que não haja ninguém para criticar sem saber, berrar sem ouvir, berrar sem entender que sou uma pessoa e apesar da frieza, na realidade não o sou. E sinto bem mais do que imaginam, apesar do ar de má que me farto de levantar para todos.

Foi apenas um desabafo. Também tenho saudades de ser feliz, e dos amigos que me entendiam mas que se foram porque não era suficientemente importante, ou dos que se foram pela falta de tempo. Se calhar, sou eu a complicada. Acho que sim!

domingo, 24 de maio de 2009

Luna



Apresento-vos a Luna, a minha nova grande amiga que está comigo em Gaia à semana, e ao fim-de-semana ruma para Coimbra juntamente com a dona, no FS. Como vou estar fora esta semana, teve de ficar em casa da minha mana, juntamente com o manito dela (sim... obviamente que a gata teve uma história e não foi assim tão feliz como imaginam. Consegui convencer a minha irmã e o meu cunhado, e acreditem que não foi nada fácil sobretudo quando falamos de alguém que é anti-gatos). Agora que estou a voltar para o Porto (quando digo Porto quero dizer Gaia, e vivce-versa), e não a levo já sinto saudades mas sei que ela está bem, a brincar imenso e feliz. E já me tinha esquecido como é complicado escrever no comboio... bolasss.! Acaba aqui o post...

If I had a choice

Uma música bonita, com uma letra arrebatadora que por momentos nos faz pensar no que realmente importa. O verdadeiro! Aquilo que ainda nos vai aqui dentro, depois de tantos anos... é estranho mas real. A música faz todo o sentido quando mesmo ausentes, sentimos algumas pessoas perto de nós!

Acordei a cantarolar isto e vou adormecer a fazer o mesmo, sonhando com aquilo que poderia ou não deveria ter sucedido. O destino manda!

sábado, 23 de maio de 2009

Viva o Dr. Marinho Pinto!!

Sinto-me tão orgulhosa por ter tido este SENHOR como professor! E por ele continuar como sempre foi, sem papas na língua! Haverá melhor advogado do que este? Ou talvez, haverá melhor jornalista do que este? Palmas para ele, só por isto, e por muitas outras coisas já faz parte do meu pequeno mas precioso rol de heróis. Bem-haja Marinho Pinto!

Disse tudo aquilo que nós pensamos, e acredito que muito ficou por dizer... não entendo como é que os organismos de direito ainda deixam que telejornais como o da TVI continuem a ser feitos! Palmas para o Marinho Pinto!

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Um aniversário

Tudo começou num qualquer restaurante chinês em Coimbra, como a tradição ditava, na companhia dos melhores amigos de sempre. Uns por umas coisas, outros por outras, outros melhores que outros, mas todos óptimos. Uns já demasiado longe, outros completamente desaparecidos da minha realidade actual.

Seguiu-se o sítio do costume, o Piano Negro, que tem mesmo um piano e as melhores sangrias do mundo. Que também já tem muitas histórias minhas para contar, umas melhores que outras. E que tem um dono hiper-super-simpático, sempre bem disposto e com ar de quem foi um verdadeiro hippie dos anos 60. Chegámos sóbrios mas saímos mais animados. A máquina não era das melhores e a luz idem, e as fotos não ficaram perfeitas mas conseguem transpor-me para o momento. Sobretudo para aquela cadeira ali atrás...

"Anda lá, bebe que ainda estás muito sóbrio!" Há quem fosse teimoso e não quisesse beber, e eu como anfitriã mais velha tive de levar o copo à boca de quem a consciência estava mais pesada do que a mão. Já repararam na quantidade de pulseiras? A juventude é mesmo uma coisa estranha, ou se calhar, é o maior momento de liberdade em que podemos mostrar aquilo que realmente somos e gostamos de ser. O acarinhado por todos, Rookie, lá acabou por beber...

Já devia ter bebido uns copitos da bela da sangria, mas aqui aparece o segundo pormenor interessante. A mesa atrás de mim, e que momentos depois foi ocupada. E foi isso que tornou a noite tão especial e mais do que memóravel. De todos os momentos bons que passei naquele recanto, todos os momentos que ali começaram com algum/muito álcool este foi sem dúvida o melhor.

Ainda não sabia se o destino me daria a prenda pela qual esperei a noite inteira, e por isso, estava esperançada que sim. E sorria, por entre a sangria e os amigos que falavam de qualquer coisa menos importante do que aquilo que ali iria aparecer.

E porque não mais um V de vitória quando ainda não sabemos se ganhamos? A mesa continua lá atrás. Dali a uns momentos, eu estava encostada à parede, com os olhos brilhantes, o coração saciado e o sorriso mais sincero do mundo. Será possível pedir para voltar só por dois minutos para poder reviver tudo novamente?

E já divagava bem como mostra a cara da Mafalda que devia estar a pensar: "E eu é que fiquei de a levar a casa!"

E no final, depois de tudo o que aconteceu nesta noite, restou isto. E memórias, muitas memórias. Este ano foi o primeiro em que não comemorei o aniversário, não fui jantar a um restaurante qualquer chinês, não fui parar ao Piano Negro no final da noite, não estive com os meus amigos. Não porque deixei de gostar deles mas porque estaria a faltar a minha base. E já não falo da mesma pessoa especial que apareceu nesta noite, mas noutra, que conseguiu tirar-me o chão. Sem pedir licença. Apenas tirou. Deixou-me sozinha com a quantidade de coisinhas que tenho para contar a quem confio de verdade. E as saudades não tendem a diminuir. Mas também sei com aquilo que posso contar, e não será com certeza com aquilo que desejo.

Apenas um desabafo num dia em que por via das circunstâncias de ser mulher, me lembrei de quem gosto e tive saudades. Muitas. Sobretudo de quem sabia o que se passava na minha cabeça mesmo antes de eu o dizer. Será que algum dia vou encontrar alguém igual?

No fim-de-semana passado estava num café com uma amiga, e reparamos numa mesa com duas raparigas e um rapaz. O rapaz e uma das raparigas já me eram conhecidos por antigos amigos em comum,e sabia de antemão que eram namorados. Mas o que me fez empalidecer foi que a outra, de repente, foi abraçada pelo rapaz com imensa força, e ficaram assim durante algum tempo. E quando se afastaram, olhei para ele e desejei com todas as minhas forças que também ele me abraçasse naquele momento porque pelo gesto que fez, provocou-me uma fraqueza tal que tive uma tamanha necessidade de ser abraçada por alguém amigo, em quem confiamos. Que gosta de nós e fica feliz com as nossas alegrias e triste com as tristezas. Que nos acompanha na nossa vida, e não apenas durante dez anos, mas para sempre.

domingo, 17 de maio de 2009

Yeah! Good news!

A selecção portuguesa de raguêbi de "sevens" conquistou hoje o Torneio de Sopot, na Polónia, ao bater na final a equipa da casa, por 57-14.

Na primeira fase de qualificação para o Campeonato da Europa, Portugal, actual detentor título, somou apenas vitórias nos dois dias de competição no país de Leste. Para chegar à final, a selecção portuguesa bateu a Geórgia, por 22-7, e "esmagou" a Letónia, por 52-0.

O costume....

O Procurador Geral da República instaurou ao presidente da Eurojust, Lopes da Costa, um processo disciplinar por este alegadamente ter exercido pressões no âmbito do caso Freeport. O assunto já chateia e aborrece: Freeport praki Freeport prakolá. Por mim só voltava a ouvir falar disto quando todos os pontos estivessem colocados nos devidos "is", mas que pode uma mísera pessoa como eu fazer? Este fim-de-semana tentei inteirar-me do caso e apercebi-me de uns factos interessantes, que passo a citar:

* Antes de mais, a Eurojust é apenas a agência europeia que trata da justiça e coordenação judicial entre os 27 Estados-membros da união europeia. Coisa séria, ãh!?

* Lopes da Mota é o 2.º Presidente desta agência, criada há sete anos, tendo sido nomeado membro nacional da instituição e, depois eleito pelo colégio dos 27 elementos. As regras prevêem apenas a substituição do seu presidente por vontade do seu país, a demissão pedida pelo próprio ou o seu falecimento. Posso ter um contrato semelhante, por favor? Já para não falar do vencimento...

* Lopes da Mota alegadamente exerceu pressões junto de dois Procuradores do Departamento Central de Investigação e de Acção Penal (DCIAP), Vítor Magalhães e Paes Faria, títulares da investigação ao licenciamento do outlet de Alcochete. E onde andam agora estes dois ganbuzinos? Ainda estão a trabalhar como procuradores ou estão em casa, a esperar que termine esta investigação?

* Na época do licenciamento do Freeport, Carlos Guerra dirigia o Instituto de Conservação da Natureza (ICN), e é irmão do magistrado José Guerra colocado nos serviços do Eurojust. Oh well, Portugal será sempre o país das cunhas! Há coisas que nunca vão mudar mesmo...

* O procurador Lopes da Mota foi alvo, em 2005, de um inquérito interno do Ministério Público por suspeita de ter fornecido informações a Fátima Felgueiras sobre o processo do "saco azul". Como é que alguém com um inquérito do Ministério Público, é eleito para uma agência da envergadura do Eurojust? Há perguntas mesmo pertinentes para a minha mísera pessoa..E aliás, este inquérito já foi encerrado?

* O cabeça de lista do PS às eleições europeias, Vital Moreira, já deu o seu parecer de que no lugar de Lopes da Mota se devia demitir por existirem fortes indícios de ter havido, de facto, uma infracção. Sim senhor! Quase que me convenceu a votar nele, só por isto...

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Parabéns -FS-

Há quem diga que tudo é simples, nada é irracional. Tudo acontece sem apercebermos do que está a suceder. Eu não acredito. No fundo sabemos quando algo cresce, quando o oxigénio que rodeia duas pessoas não precisa de estar na sua magnitude máxima porque não precisamos dele. Quando o mundo nos parece feito de geleia e mel, os outros são todos uns anjos e a natureza que nos rodeia é de um verde incandescente. E sinto saudades desse sentimento que nos deixa estúpidos, com vontade de construir um mundo só nosso. Mas já passou tanto tempo, estamos tão longe, com vidas díspares e viradas para lados opostos, vícios estranhos e diferentes. Nunca iria dar certo, não é? E o destino sempre tratou de colocar uma pedra a impedir que começo a acreditar que era não é suposto mesmo dar certo. E só tenho de aceitar.

Desde a minha adolescência sempre acreditei que apenas há algo no mundo irracional. Que não nos deixa pensar nas consequências. Que nos impele a viver o momento como se fosse o último ou o primeiro de muitos momentos que duram eternidades. De algo que nunca deixará de fazer parte da nossa história, da nossa memória. Tudo o resto é treta e pode mudar de um segundo para o outro. Agora, com a idade a pesar já não acredito tanto no cor-de-rosa. Acredito que estou aqui para algo, não para aquilo que qualquer mulher sonha um dia com 15 anos, quando se apercebe de que já é uma criança.

Tantos já passaram pela minha vida, uns com mais significado do que outros, com melhores ou piores recordações. Uns que gostava de ter aqui ao lado para conversar, saber como corre o que o destino lhes proporcionou. Mas aqueles que realmente valem a pena são os que deixam saudades, os que nunca nos saem da memória quando nos encontramos em inúmeros locais que compartilhamos com eles. E ás vezes a saudade aperta tanto que nos faz acreditar que nunca vai deixar de existir. Alguns a saudade não traz mágoa, mas outros traz. E quando traz, magoa e não nos deixa respirar porque parece que o oxigénio que nos rodeia já não é suficiente. Não sei porque escrevi isto hoje, talvez porque me apetece e preciso tanto de estar com três pessoas muito especiais, uma já não habita entre nós e as outras duas estão demasiado distantes ou simplesmente já não precisam de mim. O meu avô sempre me disse que devia lutar, com todas as armas que tivesse, por aquilo que queria mas a coragem e o destino nem sempre ajudam. E então é, talvez, porque assim tem de ser.

P.S.: Hoje faz um ano que fui buscar o meu fabuloso confidente, o FS. Lembro-me muito bem do dia, do telefonema a dizer que já tinha chegado, da minha alegria. Da primeira pessoa, para além da família que o viu. E sinto saudades disso. De seres sempre a primeira pessoa a ver ou saber o que acontece comigo, nem que seja apenas pelo olhar. Conseguíamos ser assim especiais...mas já foi há um ano. E outro ano virá, e outro, e outro em que nada mudará, e os outros continuarão a ser sempre melhores do que eu. Perder um melhor amigo de dez anos não é, definitivamente, a melhor coisa que pode acontecer a alguém...e, por mais tempo que passe, parece que não passa tudo o resto.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Choices

Só agora é que me apercebi: 11 de Julho é um dia muito preenchido. Entre Depeche Mode e Chris Cornell, prefiro o último. Lamento!

E ia já hoje, só tinha de levar uma cadeira para me sentar...

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Desabafo

Revista de 200 páginas numa semana...

Caderno de Energias Renováveis de 60 páginas na mesma semana...

Estou a morrer, mesmo a desfalecer! Já berro com toda a gente sem justificação nenhuma aparente! Já não me falta muito a mim (hoje até às 2h am termino), pena tenho do designer com 160 páginas para paginar até Sexta-feira. Mas adoroooo este stresss, o que coração é que não! Weee :)

P.S.: E vou rezar para a semana estar este belo tempo para os meus passeios na praia!