domingo, 27 de abril de 2008

"Ca moca"

Quais Gato Fedorento, Monty Phyton ou outras séries de humor, a vida dentro do Partido Social Democrata é que está a dar! Querem soltar umas valentes gargalhadas? Comprem jornais e leiam tudo o que diz respeito ao PSD e às suas actuais eleições... os sorrisos sonoros são garantidos.

Ora, já nos tendo habituado à presença e palavras (na sua maioria bem cómicas) do ex-líder Menezes, não sei porque ainda me surpreendo com os novos candidatos à liderança deste partido, se é que ainda podemos chamar a isto um partido. Têm todos um currículo invejável e deixam-nos a todos muito confusos sobre qual será o melhor, visto serem todos tão bons... nas palhaçadas, claro! Vejamos:

* Pedro Santana Lopes: este dispensa qualquer tipo de apresentação...

* Manuela Ferreira Leite. A grande questão: estarão os portugueses suficientemente amnésicos para lhe darem os seus votos? Sim, porque ela vai ser a próxima líder do PSD, disso não tenho grandes dúvidas...

* E surpresa das surpresas, o grande episódio de sempre desta grande série de humor. Alberto João Jardim pondera lançar a sua candidatura. Não sei o que vocês sentem com tudo isto mas eu ando em pulgas para saber se ele se vai candidatar ou não... e se for verdade, esta grande série arrebata globos de ouro, na certa!

* E já agora gostava de mandar mais um nome para o ar, a ver se a coisa ainda ficava mais engraçada. E porque é que o major Valentim Loureiro não se candidata? Entendo que este pequeno-grande imbróglio do Boavista não o tenha favorecido muito ( a ele e ao filho...) e esta não seja a altura apropriada para "dar nas vistas", mas ao ser candidato pelo PSD, podia justificar as belas das contas do Boavista! E aproveitava e justificava muitas outras coisas...

Pode tudo estar uma miséria neste país mas pelo menos ligamos a televisão, abrimos os jornais, ligamos a rádio e deparamo-nos com boas anedotas que nos fazem sorrir e pensar que nem tudo está perdido. O humor não, de certeza!

P.S.: O 25 de Abril não foi comemorado na Madeira... talvez o Alberto João Jardim possa explicar!

At least... ;)

É bom assobiar de novo...!

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Viva a Liberdade! Viva o 25 de Abril!

Considero-o como o dia mais feliz de Portugal, aquele onde mais vezes e de forma mais profunda, sinto o verdadeiro significado da palavra liberdade. Os arrepios provocados por variadas músicas, esta é apenas uma delas mas a Grandola Vila Morena nunca deve ser descurada, fazem-me perceber como não estando ainda viva há 34 anos atrás, consigo sentir algo tão importante para o povo do meu país. Obrigado Capitães de Abril!

terça-feira, 22 de abril de 2008

Incógnita do dia

O que fazer quando vamos na estrada e somos ultrapassados por um carro da Brigada de Trânsito, em excesso de velocidade?

1. Fazer sinais de luzes, avisando-os de que deveriam moderar o pé do acelerador?
2. Agarrar na máquina fotográfica e guardar o momento? Mas como provar que iam a mais de 90 km, quando o limite é 80km?
3. Deixar andar e colar-me à traseira do carro, acompanhando o desrespeito pelas regras básicas de trânsito?

Não sei não. Desta vez deixei andar, mas para a próxima vou tomar uma atitude! Nem que seja a mesma...!

quinta-feira, 17 de abril de 2008

terça-feira, 8 de abril de 2008

Não estou a perceber...

"Assinalar um penálti não significa um benefício directo para uma equipa (Não?). A equipa pode vir a falhar o penalti (E se acertar?!). Nesta época da I.ª Liga, por exemplo, a equipa que mais penaltis teve a seu favor (Sporting!), foi a que mais falhou. Assinalar ou não assinalar uma grande penalidade é uma ilacção do árbitro (O problema é quando essa ilacção garante a vitória injusta de uma equipa... ou a derrota de outra!)."
Jorge Coroado, ontem, no Tribunal de Gondomar

"Há viciação, se por tal se entender os erros cometidos pelos árbitros. Nessa perspectiva eu também viciei resultados (e mesmo assim é considerado, e porta-se como sendo um dos melhores árbitros. É que só mesmo um dos melhores de Portugal...)."
idem, idem

P.S.: Foi pedido a Jorge Coroado, denominado comentador e especialista em arbitragem (no nosso país, claro!), e a Vítor Pereira e Adelino Antunes que elaborassem um relatório sobre as imagens do jogo Dragões Sandinenses e o Gondomar. No início da análise em tribunal, comentou o jogo seguindo o papel da dita análise, mas quando lhe pediram que o comentasse espontaneamente, sem olhar para o papel, algo aconteceu. Uma contradição: no relatório o penalti contra os Dragões não tinha justificação por não haver falta, mas nas imagens vistas no tribunal, Coroado viu uma "mão na bola." Talvez não fosse o mesmo jogo, sei lá.

P.S.2: Como já ouvi dizer a alguém, "nos jogos de futebol o melhor a fazer é ligar a televisão e desligar o som." Só valem a pena os relatos na rádio, e alguns!

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Maus prognósticos

O aumento da criminalidade em Coimbra não é um facto novo. Pelo menos para mim. Basta deambular pelas ruas da cidade, e observar quem mais anda por ali. Nem temos de fazer juízos porque basta um olhar, para perceber que não são pessoas de confiança. E não falo de ciganos, africanos ou trabalhadores de leste, mas portugueses.

Já várias vezes me questionei sobre o aumento da criminalidade, o crescente número de notícias nos jornais regionais que dão conta do mesmo, e nunca consegui justificar. Até hoje, quando li mais uma notícia. De Quinta para Sexta-feira da última semana, mais de uma dezena de carros foram assaltados, e três dos quais furtados. Na mesma noite ainda se verificaram desacatos na Ladeira das Alpenduradas e tiroteiro na zona do Monte Formoso-Ingote. A possível explicação para tudo isto, vinha numa caixa cinzenta a seguir a esta notícia:

"Apesar do volume delituoso, registado numa única noite, ninguém na polícia estranha o que está a passar-se, dada a sucessão vertiginosa de crimes, de pequena e média dimensão, com que diariamente lida. Porquê? Pois, simplesmente porque, em dois meses, uma quantidade invulgar de pequenos e médios criminosos voltou a instalar-se na cidade. Tudo porque, com a entrada em vigor da nova legislação penal, foram libertados dezenas de condenados a penas inferiores a cinco anos, desde que tivessem cumprido pelo menos um ano de cárcere. Aliás, a sua presença é facilmente detectada pelos agentes da PSP e, de uma forma geral, por todos os conhecedores dos meandros da marginalidade coimbrã, em locais como o Terreiro da Erva e outros locais da Baixinha e dos bairros mais problemáticos."

Solução? Voltar à lei antiga, o crime só vai parar quando os criminosos sentirem as consequências dos seus actos, de outra forma isto irá tornar-se numa autêntica rebaldaria. E mais agentes da autoridade nas ruas de Coimbra. É estranho mas nunca os vejo, ao contrário do que acontecia em Lisboa e no Porto, e talvez uma solução para o problema passe exactamente por aí. E vem aí a Queima das Fitas, nem gosto de imaginar o que não pode acontecer!

sábado, 5 de abril de 2008

Curtas e grossas

Alergia a jornalistas
Regra número 1. do Congresso do PSD/Madeira: entrada barrada a jornalistas. Razão: Alberto João Jardim assim o anunciou. Comentário relevante: até agora apenas o de Luís Filipe Menezes. "Este é um Congresso de trabalho, muito virado para o futuro do PSD/Madeira, não me parece nada extravagante a decisão... o PSD não é um partido com tradição de cercear a liberdade de acesso à informação nas questões fundamentais da vida do partido." A minha sincera e humilde opinião é que Jardim é alérgico aos jornalistas, tal como tantas pessoas o são ao pólen das flores. Ou já alguém se esqueceu da "maravilhosa" frase para um deles: "você a mim não me interrompe!"?

Tacho que é tacho é sempre tacho
O ex-ministro socialista Jorge Coelho, afastado há uns tempos da política mais directa, apesar de vozes internas do PS o enunciarem como um dos conselheiros do primeiro-ministro, é o novo presidente executivo da construtora Mota/Engil. O problema resume-se ao facto de ser um ex-ministro socialista ligado às construções e transportes (foi Ministro das Obras Públicas, caramba!), que tantas obras deu a esta empresa. É necessário que se pense seriamente num regime qualquer de incompatibilidades se não quisermos transformar tudo isto na anarquia do século XXI, supondo que já não estamos nela! (a nova ponte sobre o rio Tejo tem fortes construtoras a quererem ganhar o trabalhinho... de entre elas a Somague e a Mota-Engil).

Pais libertadores
A menor Esmeralda Porto acabou por não se encontrar com o pai, Baltazar Nunes, apesar da ordem judicial assim o indicar. A razão é simples: muitos populares, vindos sabe-se lá de onde, insultaram o pai e berraram a plenos pulmões provocando um clima assustador e de medo. O casal que a detém conseguiu autorização da juíza do processo para regressar a Torres Novas, sem a visita ter lugar. No mesmo dia, e sem justificações, a advogada do casal deixou o caso. Tudo perfeitamente normal num país com esta justiça e falta de coragem... nem sei porque ainda me admiro com estas notícias!


Fernanda Câncio na RTP2?
Notícias ditam que a jornalista Fernanda Câncio será a apresentadora de um novo programa da RTP2 sobre bairros problemáticos. Sendo ela a namorada (ou dizem que é, eu sei lá a verdade) de José Sócrates todos caíram em cima da dita profissional, acusando-a de oportunismo político e cunhas etc., etc., etc. Pois, eu acho que ela não precisa de nada disso para apresentar um programa de televisão porque é suficientemente boa jornalista para o fazer. E, vou estranhar se depois desta catadupla de comentários ela aceitar o convite.



quarta-feira, 2 de abril de 2008

Gozar com o pessoal

Há pessoas que não têm mesmo vergonha na cara, e, suspeito que no lugar do coração está outro órgão qualquer sem sentimentos. Voltamos à história de Esmeralda, a menina da Sertã cuja guarda é disputada nos tribunais quase desde a nascença.

O problema já é velho mas o mediatismo (não compreendido por mim) de Luís Gomes (o facto de ser sargento ou médico ou engenheiro não tem a mais pequena relevância. Parem de lhe chamar sargento!!!) merece a sua defesa em todo o lado. Na rua, nos tribunais, nas televisões, na rádio e nos jornais. Uma defesa sem pareceres, sem parcialidades ou compreensão do caso em toda a sua dimensão, porque ela é imensa.

Estava estipulado pelo Tribunal de Torres Novas que ontem a menina deveria visitar a mãe biológica. E no caso disto não ser cumprido, o tribunal ameaçou o sargento de anular a suspensão da pena de prisão aplicada pelo Supremo Tribunal de Justiça. O calendário marcava 1 de Abril, mas o aviso era verdadeiro tal como a visita agendada, apesar de nenhuma das duas ter sido cumprida. E obviamente, Luís Gomes contactou o Jornal de Notícias para os avisar/explicar que não cumpriu a visita porque a hierarquia militar não lhe tinha dado autorização para que se ausentasse do quartel do Entroncamento (só pode ser uma piada, porque quando se tratam de visitas ao médico ou idas a tribunal, esta desculpa nunca é dada. Já não há paciência para tanta mentira...). A visita não foi feita e Aidida Porto não foi avisada, nem lhe foi explicada a razão da ausência (e se calhar até ela teve de faltar ao trabalho para receber a sua filha, mas isso interessa a alguém?). Em contrapartida, os jornais souberam a justificação. Estranho, não?

E quando é que este caso tem um fim? Justo para a criança...! Porque até agora só os tenho visto a gozar com os tribunais, a passar por cima de leis, pessoas e sentimentos, sem pensar uma única vez no bem-estar da criança, o mais importante nesta história toda! E a entrega ao pai biológico está marcada para meados deste mês, não sendo cumprida também (querem apostar?) e por isso irei voltar a esta história que não pára de me meter os cabelos em pé!
P.S.: Vale a pena dar uma vista de olhos: Esmeralda Sim. Para não sofrer de falta de informação como tantos outros que andam por aí...!

terça-feira, 1 de abril de 2008

Gritos de revolta

Gosto do Tibete e dos tibetanos. São homens e mulheres a lutar pela sua independência, de cultura, de país, de religião, de língua e, sobretudo, de alma. Homens e mulheres a lutar pela não repressão, liberdade de expressão, por um país que é deles mas que não lhes pertence. São homens e mulheres abafados pelas armas dos repressores, de olhar perante as câmaras a pedir ajuda num lamento semelhante ao último respirar de uma vida. E as suas vozes soam a cada instante nas nossas mentes, ou pelo menos em algumas. Pedem ajuda porque sabem que sozinhos não conseguem evaporar as armas que lhes estão apontadas diariamente. Porque sabem que unidos temos o poder de acabar com a invasão de um país merecedor da sua identidade e liberdade. Porque sabem que os seus sentimentos são semelhantes a todas as aves presas numa gaiola, sem oportunidade de soltar um piu. E há tantas assim por este mundo fora...

Não foram apenas os monges os revoltosos, mas milhares de pessoas, de todas as idades, vindos de muitas localidades vizinhas. Uma multidão que segurou convictamente a bandeira do seu país, roubado, e cantou por uma liberdade tão distante. A posse de bandeiras tibetanas é proibida e frases como "Viva o Tibete livre!", "Liberdade de expressão", "Abaixo a esterilização das nossas mulheres!", "Não toquem nas montanhas sagradas e nas minas do Tibete!", também não são aceites. Não tiveram medo e enfrentaram o proibido, até que a morte ou a repressão os calou!

Lhasa, essa cidade que suspiro por conhecer, está agora diferente. De há três semanas para cá ficou silenciosa com tanques e chineses armados em cada esquina, interdita a todos os jornalistas, sem ONG, com regras claras e duras que não deixam sair ninguém de casa ou abrir a boca para dizer uma palavra, perseguições ao rubro, muito medo, e muitas prisões de quem espera por um país seu. Uma cidade muralha, de pensamentos e acções.

Ouvi há dias um debate na SIC Notícias, com uma "gaja qualquer" a fazer a apologia de uma China perfeita. Incrédula senti ganas de ir para lá e conhecer o verdadeiro Tibete e a verdadeira China, para a acusar de inverdades. Mas não foi preciso... alguém da Amnistia Internacional telefonou para a estação de televisão a acusar a "gaja qualquer" de apenas ter números chineses e de não conhecer a realidade nua e crua. E deitou-a por terra. Na resposta à chamada, a "gaja qualquer", com um tom de voz trémulo e sem certezas, admitiu que os números eram chineses, e no meio da conversa também admitiu que tinha vivido 3 anos na China. Sabe-se lá a fazer o quê, a trabalhar para quem... e mais nem quero comentar. Mas são e foram estas informações que nos foram chegando ao longo dos anos, são estas pessoas as convidadas a comandar um debate numa estação de televisão noticiosa e, consequentemente é assim que a realidade foi sendo construída.

Jogos Olímpicos são desporto e não política
É a frase feita dos dias de hoje. Há falta de soluções para o problema, medo de boicotar um dos mais importantes acontecimentos de um dos países mais ricos, medo de clamar por uma conversa. Quando em muitos anos passados, nunca houve tempo ou disponibilidade para se sentarem à mesa a trocar ideias e opiniões, mas houve tempo de crítica e acusação de líderes pacíficos, de sempre, de provocarem os motins e o clima de crispação. Esquecendo-se de que o povo também está revoltado e nao precisa que ninguém os mande para a rua, quando o seu desejo primogénito é fazê-lo.

E Portugal? O que podemos fazer? Podíamos agir com consciência. Em primeiro lugar porque a situação do Tibete é bastante semelhante à colonização de Timor pela Indonésia há uns anos atrás e na altura, gostámos de ter uma ajudazita internacional. E para além disso, devíamos também ajudar esta pobre gente a clamar por independência, porque vivemos num regime fascista não há muito tempo, em que a liberdade era a palavra proibida, deveríamos lutar por essa mesma liberdade em qualquer canto do mundo. Como este.

Mas estamos exactamente a fazer o inverso, com Durão Barroso (esse português corajoso que nos abandonou a todos) na ponta da barricada, o Governo a bater palmas e o PCP a segurar bandeiras. Comunistas por comunistas há que ter cabeça para pensar, meus senhores! Que vergonha que sinto...!

O boicote aos jogos não é solução porque há atletas que sonham com eles há muito tempo. E quem somos nós para derrubar os sonhos de alguém? Mas o boicote dos líderes políticos à cerimónia de abertura ou a uma simples ida aos Jogos Olímpicos, parece-me uma boa ideia. Ou excelente ideia, até porque os Jogos Olímpicos significam desporto e não política, e por isso não é necessária a presença dos políticos, apenas dos desportistas. Certo?

P.S.: E o massacre da Praça de Tiananmen, já foi totalmente esquecido? Foram mortos mais de mil manifestantes desarmados. Na altura não foi um número suficientemente forte para desencadear algum tipo de reacção, mas e hoje, quantos vão ser precisos?

P.S.1: Vale a pena ver este vídeo da Reuters, que mostra um monge em lágrimas pela certeza de uma vida durável apenas nas próximas horas. E pelas mentiras veiculadas pelos meios de comunicação social que lhe merecem uma grande revolta. As notícias dão conta de que os manifestantes não vivem muito tempo depois de exprimirem o que lhes vai na alma.

P.S.2: E ainda existem repórteres (pessoas!) com "tomates". Três jornalistas, um deles o secretário-geral dos Repórteres sem Fronteiras, conhecido por ser um defensor acérrimo da liberdade de expressão,interromperam o discurso do presidente da comissão organizadora chinesa na cerimónia simbólica em Olímpia, onde se acendeu a tocha olímpia. Seguravam uma bandeira negra, com algemas ao invés dos anéis olímpicos e a mensagem "Boicotem o país que espezinha os direitos humanos!". Mas direitos humanos, o que é isso?