sexta-feira, 27 de abril de 2007

Love U like in poetry...


«You could swim... like dolphins can swim

We can be heroes... just for one day

We're nothing, and nothing will help us

But we could be safer, just for one day

And we kissed as though nothing could fall

... just for one day...!»

P.S1.: Perfeito o concerto dos Blind Zero de ontem à noite na Fnac. Se não fossem os "idiotas" que ocupavam o já de si exíguo espaço, apenas para ver nem eles sabiam o quê, beber umas cervejolas e ter atitudes de "portuga à zé camarinha", tudo teria sido mais e mais, ultra e super perfeito. Com uns encontrões e olhares demolidores consegui chegar à frente e aí entendi, que não era a que estava a gostar mais daquele concerto... eram os próprios Blind Zero! É por cada concerto ser um divertimento constante, pelo amor à música e ao grupo que, 13 anos depois, ainda andam por estas andanças. Apesar de, como disse o Miguel, terem a noção de que muitos os consideram como uma banda doentia, até os próprios pais! Mas acredito que cada um tem uma noção diferente da palavra doentia, e eu, anseio que essa doentidade (palavra inventada agora!) persista durante anos e anos e, se possível, aumente e nunca seja esquecida.

P.S2: Só um conselho. Para a próxima, antes de começarem a tocar, peçam a todos os idiotas que saiam da sala ou que deixem avançar os que realmente querem ver a banda! A juntar a isso, a acústica era fraquita, o que aumentou a ansiedade de os voltar a ver numa qualquer queima das fitas, ou noutra coisa qualquer, desde que haja espaço... sobretudo para a música fluir.

quinta-feira, 26 de abril de 2007

Ano mortal para os jornalistas

O Instituto Internacional da Imprensa considerou o ano de 2006 como o mais mortífero para os jornalistas, com cem mortes registadas, mais 45 do que no ano anterior. O Iraque está, pelo quarto ano consecutivo, no topo da lista dos países onde mais jornalistas são assassinados, a registar 46 mortes. Calcula-se que desde o início da ocupação no Iraque, há quatro anos atrás, já tenham morrido 196 profisionais da comunicação. "Os assassinatos e sequestros de jornalistas locais converteram o Iraque no país mais perigoso de todos para o trabalho de informação pública", revelou o Instituto no seu relatório anual apresentado esta semana em Viena.

O Iraque é seguido das Filipinas com 10 mortos registados o ano passado. O México vem a seguir com sete jornalistas mortos, seguido do Sri Lanka (5), Paquistão (4), Afeganistão (3), Columbia (3), Venezuela, China e Rússia, todos com dois. A Rússia é o único país europeu a figurar na lista, com 43 profissionais mortos desde 1997. Cuba é considerado como "a maior prisão" destes profissionais da comunicação por ter prendido 25 jornalistas em 2006.

Antes de 2006, o ano mais mortífero tinha sido em 1999, com 86 mortes registadas.

Perpetuar o Sonho de Salgueiro Maia

«Ser fiel à memória de Salgueiro Maia é dizer aqui hoje que não se pode desmantelar o Serviço Nacional de Saúde, não se pode abrir a porta a um sistema de saúde privada para ricos e a um sistema público para pobres», disse Manuel Alegre, ontem, durante uma homenagem em Santarém, a Salgueiro Maia.

"Ele que é o símbolo mais puro do 25 de Abril" e o seu «herói mais incómodo» pelo seu «apego à liberdade e desapego do poder». «Quando outros não acreditavam, ele acreditou. Quando outros tinham medo de ousar, ele ousou. Quando outros diziam que era impossível, ele partiu para Santarém, mal equipado e mal armado, mas claro no pensar, claro no sentir e claro no querer».

«A melhor maneira de recordar Salgueiro Maia é não nos deixarmos acomodar, sobretudo na defesa da dimensão ética e social do 25 de Abril. O 25 de Abril não se fez apenas para restaurar as liberdades formais, mas para construir uma democracia em que os direitos políticos sejam inseparáveis dos direitos sociais.»

Pela coragem extrema, pelo amor à liberdade, pelo amor a todos nós... devemos-lhe isso! E como todos os grandes homens, morreu cedo demais...

quarta-feira, 25 de abril de 2007

Dia da Liberdade, do Grito, dos Sorrisos e dos Cravos

Hoje comemora-se o 33.º aniversário do fim da ditadura que subsistiu em Portugal durante 48 (longos) anos. Com esta revolução deu-se uma mudança enorme na sociedade portuguesa, sobretudo no que toca a liberdades, de todo o género. Foi uma realidade a que não tive acesso directo, mas por via das inúmeras histórias já escutadas e lidas, não posso também deixar de festejar e agradecer aos militares que nos proporcionaram a vida que temos hoje. Ao meu preferido em especial, Salgueiro Maia, mas a todos os outros, desconhecidos por via das circunstâncias, mas igualmente com um papel fundamental na revolução dos cravos.

Ao pensar na sociedade de então e nos dias de hoje, notamos diferenças abismais, sobretudo no que toca à qualidade de vida. Vejamos:
  • Os divórcios eram reprimidos; as mulheres não podiam ter uma vida activa. A sociedade era analfabeta, e inúmeras (acredito que a maioria...) crianças andavam descalças e viviam na mais extrema pobreza.

  • Muitos livros, filmes e canções estavam proibidas pela Censura. Todas as artes eram censuradas e a comunicação social vivia amordaçada e dependente das vontades de um poder político autoritário, e de um risco do "lápis azul".

  • A maioria da população não dispunha de frigorífico (engraçado pensar nas arcas com sal que serviam de frigorifico aos meus avós... disso lembro-me vagamente), televisor (havia uma casa ou outra nas aldeias que tinham televisão, e onde se reunia a aldeia em peso para ver o "ecrã mágico".. já ouvi inúmeras histórias deste género!), telefone ou casa de banho!

  • As piadas ou críticas ou qualquer tipo de comentário pejorativo sobre as autoridades eram proibidas, e quem ousasse fazê-lo era preso. Há muitas histórias de vizinhos que denunciaram ou ameaçaram fazê-lo, o que gerava um medo diário constante.

  • Manifestações ou greves eram totalmente proibidas, bem como a formação de partidos ou organizações políticas. O Partido Comunista teve aqui um papel de Coragem, porque ousou enfrentar o autoritarismo sem medo, e ter um partido, ainda que na clandestinidade.

  • Era necessário ter licença para possuir um isqueiro ou transistor a pilhas. O lado positivo era a quase inexistente propagação de fogos florestais. Quando estes ocorriam derivavam de queimadas, feitas usualmente como método de melhorar as culturas na agricultura.

  • A agricultura era feita com charruas medievais e tracção animal. O movimento rodoviário era feito por carroças e carros de bois. Obviamente que haviam os comboios.

  • O pronto-a-vestir era inexistente e a Coca-Cola era proibida.

  • Havia torturas nas cadeias provocada pela polícia política, e muitos presos políticos nas prisões. Quando falamos em tortura falamos em passar meses e meses e meses cobertos de água pela cintura ou pelos braços, ou passar semanas agarrados pelas mãos e pelos pés, a tortura do sono, etc.... memórias e histórias que ninguém aviva nos dias de hoje. Acredito que muitos não saibam o que foi e para que serviu o Tarrafal...!

  • Portugal era um país sem eleições e direito de escolha... a única escolha que existia era a da sobrevivência para escapar à fome e à pobreza. Um país repleto de analfabetos, e mortos ou estropiados em três guerras.

Nas comemorações do Parlamento, Cavaco Silva não falou nos velhinhos e criancinhas como no ano passado, mas defendeu uma mudança nas comemorações do 25 de Abril. Falou numa mudança que cativasse os jovens, os que não viveram o 25 de Abril de 1974. Concordo com ele! Penso que estar uma manhã inteira, como eu fiz, a ouvir discursos de todos os partidos políticos assentes no Parlamento, não me diz muito e não me faz entender tudo o que se passou nesta época. Preferia, e isso iria engrandecer ainda mais as comemorações, ouvir os relatos dos muitos militares participantes neste dia importante. Mesmo dos desconhecidos, dos que caminharam ao lado de Salgueiro Maia mas que ficaram no anonimato dos anos. Queria, e quero!, ouvir o que sentiram quando perceberam que tinha chegado a era da liberdade, quando entenderam que tinham mudado Portugal. Queria ouvir os presos políticos sobreviventes, as suas experiências e histórias... queria que me demonstrassem como decorria a vida na prisão, no que falavam, o que sentiam, se acreditavam que algum dia iriam sair dali com vida. Queria ouvir da boca deles, se valeu a pena e se Portugal está como ambicionaram...!

É disto que sinto falta como jovem que não experienciou este dia de Abril. Quero ouvir ainda mais histórias, ouvir as mágoas de todos (mesmo todos!) os que participaram na revolução. Quero sentir o mesmo que eles sentiram, para conseguir entender a dimensão deste dia. Para além disso, julgo que não só o 25 de Abril como os acontecimentos que lhe seguiram (Verão Quente, 25 de Novembro, FP25, etc.) estão muito mal explicados e gostava de os entender na sua totalidade. Era disto que se devia falar hoje, relembrar para ficar bem marcado na memória. Não encarar o dia como sendo tabu, ou com pormenores de que ninguém quer ou gosta de falar.

A televisão pública merece um engrandecimento por ter programado a tarde de hoje para programas relacionados com o 25 de Abril. Mas precisamos de mais, para que este (mais!) importante dia do século XX nunca seja esquecido. Nem pela minha geração, nem pelos mais novos. Necessitamos dos testemunhos enquanto eles podem ser dados, necessitamos de todas as histórias, vivências e sentimentos de todos os portugueses que viveram o dia da revolução. Necesitamos de perguntar a todos, a famosa questão: "onde estavas no 25 de Abril?", e a partir daí construir uma história e memória de todos os que quiserem não esquecer a sua experiência.

P.S.: Este ano Cavaco Silva voltou a aparecer sem o cravo na lapela. Continuo sem entender... não é muito grave, mas acho de uma falta de respeito grandiosa pelos capitães de Abril. Pode ser apenas um símbolo, mas é um símbolo que o chefe máximo da nação deveria usar no dia em que se comemora a liberdade...!


segunda-feira, 16 de abril de 2007

Quinta, 26, 22.30h Fnac Coimbra... Blind Zero

A foto é do Excer, ou João Paulo, e é a imagem dos cartazes de promoção do novo álbum dos portuenses Blind Zero. A já mítica banda que em Março realizou 13 concertos por três cidades portuguesas: Porto, Coimbra e Lisboa. Por uma única mas grandiosa razão: 13 anos de existência significou dar uma prendinha aos fãs. A escolha da foto não merece comentários, pelo menos da minha parte, porque considero-a como uma das, muitas, melhores fotografias do João. E pelos vistos não sou a única!

Os Blind Zero são a minha banda portuguesa preferida, talvez por terem dito num Super Bock Super Rock há uma dezena de anos, com alguma ironia e muita inteligência, "Boa noite! Nós somos os Pearl Jam!" E desta forma levaram-me a ouvi-los, a gostar e a querer mais! Lembro-me espectacularmente bem do primeiro concerto a que assisti na Queima das Fitas de Coimbra, das pessoas que estavam ao meu lado, do dia em que apanhei a palheta vermelha que o Miguel atirou, logo depois de tocar a inesquecível Tree. Lembro-me do que pensava sempre antes de cada concerto, dos anseios e desejos, de saltar sem parar, do pó, das pessoas. Lembro-me do último concerto, de ter encontrado o João Paulo com rapazes desconhecidos perto do palco, lembro-me do canto onde estava, da estupefacção da Mafalda e do Humberto. Se me lembro tão bem de tudo é porque foram momentos inesquecíveis, que irão fazer sempre parte da minha história... para o bem ou para o mal. O meu baú de memórias ainda não está metade cheio, o que significa que quero continuar a ver os Blind Zero, sempre!

Estranhamente os Blind Zero não passarão pela Queima das Fitas deste ano (deve ter havido algum tipo de conflito entre a organização, porque eles ADORAM tocar em Coimbra, e não se compreende como não os possam ter convidado...), mas esta Quinta-feira, dia 26, estarão pelas 22.30h na Fnac! Para um concerto, obviamente! Provavelmente não tão inesquecível como os concertos delirantes da Queima das Fitas mas certamente muito bom e próximo dos fãs.

domingo, 15 de abril de 2007

No submundo da política


  • Pedro Santana Lopes foi nomeado assessor jurídico da EDP pelo ex-ministro António Mexia, actual presidente executivo da EDP. O vencimento mensal de Santana é de 10.000 Euros (ou 2 mil contos).

  • Galp:
  1. Um quadro superior, admitido em 2002, saiu dois anos mais tarde com uma indemnização de 290,00.00 euros. Tinha entrado pela mão de António Mexia do PSD e saiu para ingressar na Refer, na época em que Mexia era ministro das Obras Públicas e dos Transportes.
  2. O filho de Miguel Horta e Costa entrou para a empresa com apenas 28 anos, e mensalmente recebia 6.600 euros.
  3. Freitas do Amaral foi consultor entre 2003 e 2005, com um vencimento mensal de 6.350 euros, juntamente com gabinete e seguro de vida.
  4. Joaquim Ferreira do Amaral, presidente do Conselho de Administração, recebia 3.000 euros mensais pelas presenças, por não ser um cargo administrativo.
  5. O presidente da Comissão Executiva recebe 30.000 euros mensais, e os vogais 17.500 euros mensais.
  • Em Setembro de 2002, o Juiz-desembargador José Manuel Branquinho de Oliveira Lobo reformou-se, depois de passar por uma junta médica que o considerou incapaz devido a uma doença psiquiátrica. A pensão é de 5.320,00 euros (1.640 contos!). Dois anos depois, o Conselho de Ministros do Governo de Pedro Santana Lopes nomeou este reformado, como Director Nacional da Segurança Pública.

  • António Carrapatoso, figura da Vodafone e dirigente do PSD, tinha uma dívida ao fisco que prescreveu. O montagem ascendia aos 700.000 euros.

  • CTT
  1. Pagaram 19 mil euros a Luiz Felipe Scolari por uma palestra de 45 minutos, durante um Encontro dos Correios de Portugal. A decoração para este evento custou cerca de 430 mil euros, para além dos dois carros de luxo existentes.
  2. A decoração do gabinete do Presidente do Conselho de Administração, bem como a sua sala sala de visitas e refeições custou 430.691 euros.
  3. O presidente Carlos Horta e Costa tinha à sua disposição, entre 2002 e 2005, um Jaguar no valor de 50.758 euros, e um Mercedes de 84 mil euros.
  • Privilégios dos magistrados:
  1. Têm direito a subsídio de renda de casa no valor de 700 euros, mesmo que a casa seja sua. No caso de marido e mulher exercerem esta profissão, o subsídio é o dobro, ou seja, 1.400 euros. O ridículo é a subsistência deste subsídio mesmo depois da reforma, e com isenção de IRS sobre este valor.
  2. Os magistrados do Supremo Tribunal Administrativo, do Supremo Tribunal de Justiça e do Tribunal Constitucional têm ajudas de custo, caso residam fora de Lisboa. A situação é ridícula por eles terem direito a viagens gratuitas de transportes públicos, terrestres e fluviais.

sexta-feira, 13 de abril de 2007

O novo Diário de Notícias

Sem medo das superstições que rodeiam o dia de hoje, sexta-feira 13, João Marcelino, novo director do Diário de Notícias, marcou para hoje a apresentação de um novo jornal. O novo DN aparecerá nas bancas com ajustes gráficos e com uma nova arrumação, apelando mais à leitura. Diariamente o jornal terá dois temas em destaque, e três páginas de opinião com um editorial não assinado (elaborado por um membro da direcção do jornal e pelos três redactores principais). Na última página também surgirá uma crónica, à semelhança do que acontece com o Jornal de Notícias, de Ferreira Fernandes, redactor principal contratado à Sábado e que também já foi do Correio da Manhã.

A introdução de uma zona de obituário é outra das novidades, num jornal sempre considerado sério e de referência, mas tendo de optar por estes "acrescentos" de forma a ser "mais interessante e atraente". O diário tem mais três novidades, três novos suplementos (DN Sport, Gente e Bolsa) de 24 páginas, e uma nova revista (DN Televisão). O objectivo de João Marcelino é bater as vendas do jornal Público, o seu concorrente mais directo, e no espaço de três anos vender uma média de 60 mil exemplares (actualmente com cerca de 30 mil).

Ruben de Carvalho, Joana Amaral Dias e Medeiros de Ferreira foram alguns dos comentadores do Diário de Notícias convidados a sair depois da entrada de João Marcelino, director por muito tempo do Correio da Manhã. Também Francisco Sarsfield Cabral saiu, tendo no entanto, já ingressado na Rádio Renascença. Os rumores sobre como estes comentadores e membro da direcção foram convidados a sair, tal como outros jornalistas, são muitos e maus mas prefiro não os referir.

O Diário de Notícias sempre foi o meu jornal preferido, e esta mudança radical faz-me sentir medo do resultado. Enquanto estou a escrever isto, o site do jornal não está actualizado e ainda está ocupado pela edição do jornal de ontem (será o atraso um bom presságio?). A curiosidade para ver e ler o novo DN é muita, mas a certeza da diferença é quase total. Não era o jornal mais lido, mas talvez fosse o mais ético e equilibrado, ou pelo menos para mim. Fazia um tipo de jornalismo mais ao centro, como se diz na política, passando pelo sensacionalismo do Correio da Manhã e pelo intelectualóidismo do Público ou do Expresso (peço desculpa a quem os lê... é apenas a minha opinião) e fica no meio termo. Equilibrado, interessante e apelativo... pelo menos para mim! Pelos vistos não há muitos que pensem da mesma forma, ou existem mas não têm ou tinham o hábito de comprar o DN! O novo semanário Sol também está perto deste tipo de jornalismo e por isso, também o considero tão interessante!

Ainda não posso avaliar mas a certeza que já existe é que alguns exemplares dos "bons e velhos tempos" do Diário de Notícias ainda retidos aqui em casa, não vão para o papelão. Tenho a certeza de que um dia vou gostar de os abrir, ler e reflectir , e até talvez, me saía uma lágrima pelo canto de um dos olhos. De nostalgia!

quinta-feira, 12 de abril de 2007

Lei do aborto (finalmente!)

Cavaco Silva promulgou a lei do aborto, depois da maioria dos portugueses em referendo terem concordado com a liberdade de decidir, legalmente, a fazer ou não um aborto. Na época, surgiu a controvérsia de um Presidente da República, de direita e contra a nova lei do aborto, poder não promulgar a decisão da maioria dos portugueses. O que afinal não aconteceu, mas... houve um mas!

Alguns analistas políticos advertiram para o possível primeiro choque "real" de opiniões entre o Governo e Belém. E as consequências que daí adviriam...! Obviamente um antigo dirigente do PSD não poderia aprovar a lei, sem deixar de tecer qualquer tipo de comentários. E assim, para não desagradar ao partido que o apoiou na sua eleição para Presidente do país, lançou uns "conselhos", até porque daqui a quatro anos irá precisar desta direita adversa à aprovação desta lei.
Os conselhos deixados são:
  1. Um médico objector de consciência, ou seja, não defensor desta nova lei, pode e deve fazer o aconselhamento das mulheres sobre o aborto;
  2. A publicidade a clínicas abortivas é proibida;
  3. A mulher, antes de realizar um aborto, deve ser informada de uma determinada lista de assuntos, tais como os prazos para a realização de aborto;

De qualquer forma obrigado, sr. Presidente da República!

domingo, 8 de abril de 2007

Para quando a verdade?


8 de Abril de 1994...!


P.S.1: O documentário "Kurt Cobain: About a Son" vai ser exibido no Festival IndieLisboa: dia 21 à meia-noite no Cinema Londres e dia 28 às 19 horas noFórum Lisboa. Do documentário constam várias conversas de Kurt com o escritor Michael Azerrad (autor do livro "Come As You Are: The Story of Nirvana"), apenas gravadas em áudio entre 1992 e 1993. O documentário é descrito como «um relato profundo e quase sonhador dos sucessos e fracassos do ícone da música grunge».

P.S.2: O Moore Theatre em Seattle, recebeu em Março a estreia mundial de um bailado inspirado na vida de Kurt Cobain. Com a banda sonora retirada do álbum Nevermind, é caso para perguntar: quando chega a Portugal?