segunda-feira, 30 de junho de 2008

E outro...

Gostava dele. Foi meu professor e parecia ser autêntico. A verdade e justiça era o que mais importava, e lutar por isso com garras e muita gana era a máxima. Ou parecia ser! Já há uns tempos que não concordo com algumas atitudes e palavras mas esta ultrapassou tudo.

Ao que parece, o s'tor Marinho Pinto deliberou em conselho geral uma regra que lhe garante receber seis ordenados no final do mandato (40 mil míseros euros), em 2011, 'de uma vez só', descrito como um subsídio de 'reintegração' na profissão. Mas ao décimo dia em que exercia o cargo de bastonário da Ordem dos Advogados (OA), a 18 de Janeiro de 2008, decidiu instituir uma remuneração fixa mensal para o cargo pelo qual tinha sido eleito em Novembro de 2007. O valor? Equivalente ao do procurador-geral da República, cerca de 6 mil euros. Duas valentes "ordens" a seu bel-prazer e para seu benefício próprio. Não esperava. Mesmo!

O valor será retirado dos cofres da própria Ordem dos Advogados, preenchidos pelas quotas pagas por advogados, muitos deles em situações profissionais precárias. Em média, os advogados portugueses recebem cerca de mil euros mensais pelos seus serviços. Ao que o Diário de Notícias apurou, a cláusula da remuneração foi votada por unanimidade pelo Conselho Geral. Já a cláusula de remuneração de seis meses de ordenado, no final do mandato, foi aprovado com dois votos contra e duas abstenções.

O Conselho Geral é o órgão a que o bastonário preside na estrutura e foi eleito pela lista de Marinho Pinto.Mais: os presidentes dos conselhos distritais da Ordem não foram consultados nesta matéria. Foram apenas notificados, via fax, das novas condições remuneratórias do bastonário.A exclusividade do exercício do cargo de bastonário e respectiva remuneração foi, recorde-se, uma das bandeiras de Marinho e Pinto durante a campanha eleitoral.

De relembrar que António Marinho Pinto foi o advogado demitido por José Miguel Júdice, quando este era bastonário, da Comissão dos Direitos Humanos, por ter criticado, em plena Assembleia da República, as regalias que a classe da magistratura reclamava para si. Estranho? Não acho. Apenas mais uma desilusão no meio de tantas outras...! Lamento, mas para mim já não vale nada este bastonário.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

DVD, DVD-R, CD ou VHS?

Nem costumo achar muita piada a este tipo de coisas mas este provocou-me uma gargalhada imediata. E deixou-me tirar algumas conclusões racionais, vá-se lá saber porquê. E só por isso merece estar aqui. É especialmente dirigido às mulheres que não estão integradas nas novas e antigas (nos dias de hoje, o que é novo hoje amanhã já é idoso) tecnologias. E dita assim:

- Sabe o que é um homem DVD?

- É aquele que se Deita, Vira e Dorme.

- E um homem DVD + R?

- É aquele que se Deita, Vira, Dorme e Ronca.

- E um homem CD?

- É aquele que só Come e Dorme.

A Moral é simples: não há nada melhor como os velhos VHS - Várias Horas de Sexo.

Cheira-me que o Zézé Camarinha concorda totalmente com esta máxima.

P.S.: E para ilustrar nada melhor do que um dos homens mais lindos do mundo. E desta vez não me contentei com uma...oh well ;)

terça-feira, 24 de junho de 2008

Idiota?

Expliquem-me certas notícias como se eu fosse burra, muito burra, mas mesmo muito muito muito burra. Do mais burro que há! Neste e no outro mundo(s)!

«João Vale e Azevedo garantiu, esta terça-feira, que não é fugitivo (lol?), mas que não vai voltar a Portugal voluntariamente, mas só obrigado e às custas das autoridades. Sem confiança na Justiça portuguesa, disse estar disposto a fazer o que determinar a Justiça britânica.

"As autoridades portuguesas foram avisadas pelos advogados portugueses e ingleses, por escrito, em português e em inglês, onde eu me encontro", sublinha. Em entrevista à SIC, Vale e Azevedo acrescentou que as cartas foram enviadas ao juiz do processo, "com morada completa, código postal e tudo". Na missiva, os advogados do ex-presidente do Benfica recordariam ao tribunal que, de uma sentença de 7,5 anos "foram já cumpridos 6 anos de prisão efectiva" e que "cumpre todos os quesitos para ter direito à liberdade condicional".

Confrontado com o eventual mandado de captura, Vale e Azevedo disse "não ter qualquer conhecimento" da existência de qualquer ordem para o deter. "Não fui notificado, até agora, de rigorosamente nada", disse. Afirmando "desconhecer que a sentença já transitou em julgado", o ex-presidente do Benfica disse "lamentar que a Justiça portuguesa use a Comunicação Social para fazer notificações".

"Totalmente tranquilo", por confiar "na justiça inglesa", Vale e Azevedo mostrou-se como uma vítima (coitadinho do pobrezinho...). "Não tenho direito a ter razão (em quê?). Não ganhei um único recurso, de um simples diferimento sequer", disse ."Apesar da perseguição, a Justiça nunca conseguiu condenar-me a pagar um escudo ao Benfica, porque a conclusão é que o Benfica me deve 7,5 milhões de euros" (e a mim também pelas frustrações, más disposições nas derrotas e desilusões contínuas... tudo somado deve dar uns bons milhares!). O caso com o clube encarnado é paradigmático de uma justiça "cuja única preocupação é achincalhar. O meu processo contra o Benfica está parado há sete anos e meio. Atirado para canto, à espera de ficar para trás até desaparecer", acrescentou.

Vale e Azevedo recordou que sempre teve "bons carros" e há muito está habituado a "viver em boas casas" (tantos portugas que gostavam de ter os mesmos hábitos...), ao comentar o carro, avaliado em 360 mil euros, em que circula, e a mansão no bairro mais caro de Londres. "Aproveito para dizer que há mais de 20 anos que faço férias em iates", acrescentou Vale e Azevedo, de imediato confrontado pelo jornalista da SIC Rodrigo Guedes de Carvalho: "Pensa vir passar férias ao seu país natal?" "Claro que não. Porque haveria de ir para um país que não me quer (quer pois!), que me escorraçou?" ( A resposta correcta seria: Porque haveria de me meter na boca do lobo? Para voltar para a jaula?)

Óptimo caso para dizer: Oh my god...!

domingo, 22 de junho de 2008

Violência não é amor ao desporto!

O futebol modifica-nos. Quando não corre como sonhamos ficamos irritados, dizemos umas asneiras valentes, e temos pensamentos mais violentos sobretudo com os jogadores da equipa adversária. Mas raramente, a não ser por motivos de origem auditiva que não nos agradam, partimos para agressões para com os nossos compatriotas. Com aqueles que vestem a mesma camisola, que defendem a mesma cor, e que sentem a mesma paixão. No último jogo de Portugal parece que isso não aconteceu.

Três pessoas foram esfaqueadas durante o Portugal-Alemanha, na passada Quinta-feira, por um homem que alegadamente não estava satisfeito com o resultado da partida. E que trazia uma faca como companhia. O facto ocorreu na Avenida dos Aliados no Porto, logo depois do golo de Helder Postiga, a uns curtos minutos antes do final. Na confusão que se seguiu às agressões, uma jovem partiu uma perna ao ser atropelada. Um perímetro de segurança teve de ser feito pelas forças de segurança para impedir que o esfaqueador fosse linchado em praça pública, mas ainda sentiu alguns murros e pontapés de testemunhas exaltadas. Segundo consta, o agressor não conhecia as vítimas, escolhidas ao acaso apenas por estarem a ver o jogo ao lado do agressor. Há dias de azar. Não correu mal apenas para a Selecção...!

E pelos vistos a raiva e violência no desporto não param por aqui. Ontem na final da taça de Hóquei em Partins, entre o Benfica e o Porto, alguns adeptos vermelhos incendiaram um autocarro do clube do Norte. Sem justificação, apenas por idiotice. Talvez os ânimos estivessem mais animados derivado à derrota do Benfica na final do hóquei, ou da transferência polémica de Rodriguez, ou ainda ( e aposto mais nesta hipótese) pela história da UEFA. Provavelmente sentiram a chamada "dor de cotovelo" porque queriam um Benfica ganhador como o Porto nos dias de hoje. Como os compreendo. Mas prefiro ganhar dentro do relvado verde, em jogo, de onze atletas de cada lado. Estou realmente farta de sentir vergonha pelas atitudes menos racionais dos benfiquistas, desde as queixinhas à UEFA até à destruição de autocarros. Vamos acalmar, sim?

sábado, 21 de junho de 2008

Obrigado e até sempre!

Na última Quinta-feira ao acordar, lembrei-me do jogo do final do dia e pensei sobre ele. Senti medo, não de perder mas de ser o último jogo do nosso mister ao serviço da Selecção. Lembrei-me do que todos diziam, "vai ser um jogo fácil a Portugal e somos os favoritos", e acalmei um pouco. Mas algo me martelava na cabeça a dizer que iria ser o último.

Jogamos bem, tivemos muitas falhas defensivas, alguns azares, algumas ajudas em termos de decisões do árbitro, e perdemos com garra. Lutamos até ao último minuto. Marcamos um segundo golo que nos acendeu a esperança e nos fez bater o coração com mais força. Lembramo-nos do Eusébio do Mundial e desejamos ardentemente que ali nascesse uma nova "pantera negra". Não deu. Acabou. E nada mais há a fazer.

Acabou o tempo do Scolari. Alguém que nos fez cantar o hino a plenos pulmões, saber a letra de cor e salteado, e ter orgulho em ser português. Numa época em que ficamos sem primeiro-ministro porque ele optava, com o rabinho entre as pernas, por ir ganhar mais uns cobres para a Comissão Europeia, o desemprego galopava cada vez mais alto, o défice estava nos píncaros e o país sentia-se confuso e abandonado. A minha memória não é curta e nunca me vou esquecer do Europeu de 2004 e do Mundial de 2006. Do sentimento transmitido pelo Scolari e, obviamente também pelos jogadores. Da esperança. Do sonho. Do ser possível sorrir mesmo com uma vida de treta. De nos sentirmos orgulhosos de qualquer coisa que diga respeito a este pequeno país plantado à beira-mar.

No início deste Europeu tive de engolir em seco quando olhei para a equipa e não vi o Figo. Fazia-me falta. E agora terei de olhar para a selecção sem um dos melhores treinadores portugueses. Sim, porque ele para mim é tão português como o Pepe e o Deco (continuo por não o desculpar de não cantar o hino mas depois dos últimos jogos dei-lhe um desconto...). É mais português do que muitos que por aí deambulam. Até mesmo a classe política devia aprender muito com o Sôr Scolari. Aprender a dar esperança, a ser verdadeiros, a sonhar com um pé assente no chão e outro no ar, a acreditar, a dar valor, e a formar uma equipa com milhões de portugueses. Vou ter saudades. Muitas. O próximo jogo da Selecção, com outro treinador, vai ser difícil de ver, de acreditar porque vai fazer falta alguém. Muito importante. Para sempre!

P.S.: Depois do anúncio da saída de Scolari, ouvi num debate na TSF muitas críticas a Scolari. Um sem número de idiotices. "Ele já se devia era ter ido embora há muito tempo", "não precisamos cá de mais brasileiros", "ele que vá e não volte", etc. etc. etc. Fiquei de mau humor e irritada por continuarmos a ser um país de memória curta, para os políticos e até para um treinador, ou já não se lembram do conseguido: "vice-campeão europeu de 2004", e "4º lugar no mundial de 2006". Quem conseguir melhor, por favor, que se chegue à frente! Quem não conseguir, o melhor é estar caladinho e não dizer asneiras. É por sermos pobres e mal-agradecidos que ninguém nos quer aturar...!

terça-feira, 17 de junho de 2008

Belas palavras, história e sonhos

"Tudo o que um homem faz nasce do amor a uma mulher. Se não houvesse uma mulher a quem agradar, a gente nem se levantaria da cama. A Humanidade não teria feito metade das suas grandezas. O princípio de tudo é o amor (...) Há quem morra e até quem mate. O amor gira em torno desse amor absurdo por vocês!"

"Nessa época escrevi um conto chamado «Amor engaiolado». O que é que dizia? Um passarinho apaixonou-se por uma fêmea que vivia trancada numa gaiola. Todos os dias, ele voava para o parapeito da sua casa. Era seus olhos, sopro de liberdade. Horas a chilrear-lhe coisas do mundo. Autobiografia? Um pouco de mim. Nessa vida, já encarei fogão e mesa de restaurante. Vendi roupa, fiz de modelo, distribuí panfleto. Saí pela mata de cavalo, tomei banho em cachoeira, fui budista, estudei teatro..."

"Escrever é respirar? É um lugar, o único onde posso ser tudo. Até o que não existe. Escrever é brincar de Deus."

In Expresso de 13 de Junho de 2008. A história de um tal Reginaldo Cruz, 32 anos, Biguelo para aos amigos. Actor, encenador e sonhador. Às vezes, empregado de café...

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Síndrome de uma Sexta-feira em casa

É estranho. Em dois dias, duas conversas semelhantes. O mesmo tema, as mesmas conclusões, os mesmos conselhos. O mesmo ponto de partida e de chegada. O mesmo travão e as mesmas linhas orientadoras da estrada a seguir. Não cansa mas faz sorrir. Pela paciência, por perceber que pelo menos uma das conversas foi planeada antecipadamente. É bom sentir que ainda há quem consiga entender o que nos vai cá dentro pelo nosso olhar, pelas nossas palavras mais azedas, pela semana cheia de mau humor. Nem sempre mas maioritariamente!

Não querer ter vida própria parece ser um empecilho para muitos. Às vezes sabe bem mas em excesso, cansa e mói. Os que estão à nossa volta ficam preocupados com a inércia e abanam aquilo que resta de nós, tentando em vão, despertar o que ainda soa no interior. Nem sempre há alguma coisa. A maioria das vezes apenas resiste um vasto espaço, ansioso por ser preenchido mas exigente em deixar entrar o que quer que seja.

Muitas vezes sinto ganas de prolongar certos momentos. Parar o relógio e deixar a conversa fluir. Outras apetece abrir um buraco e desaparecer para sempre. Em ambos os casos, há razões que pesam. Umas visíveis e permanentes, e outras mais ausentes mas igualmente com peso no coração. Há tanta coisa distante que o meu amor não esquece. Não fazem parte da minha vidinha neste momento, e isso é o mais importante, o que deve ser ponderado e contado de todas as vezes que me lembro do não palpável. Do que não está e não deve ser tido em conta, mas simultaneamente nunca deve ser esquecido porque continua fazendo parte da história rasca que constitui a minha vida.

Pelos vistos ter uma vidinha supõe tudo isto. A interiorização de objectivos e lutar por alcançá-los. Mesmo quando acreditamos que não vamos conseguir. E eu,no meu pessimismo crónico, não duvido disso mesmo. Sei que o inverso é o mais acertado e o que deve ser feito. Vou trabalhar para isso. Mudar-me. A mim e ao que está aqui por dentro. Não acredito que deixe o cepticismo de lado, o gostar de pessoas autênticas, o cheirá-las à distância, o acreditar de que as namoradas dos meus amigos podiam ser melhores, o colocar defeitos em todas os/as amigos/as dos meus amigos, o eu ser melhor. A perfeição nunca foi um defeito, e moldá-la ao nosso ser é uma virtude. Para o bem e para o mal.

Maldita Sexta-feira, 13, que me fez ter estes pensamentos e, pior, passá-los para aqui. Para a próxima prometo uma boa notícia, e uma ode a todo o meu ser...!

P.S.: Fotografia de Paço de Arcos, numa altura em que vivia a 2 minutos da praia... Saudades do mar, do silêncio, da praia, da areia e de tudo o que sentimos em locais paradisíacos :)

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Sorrisos

Palmas para tudo o que é puro e verdadeiro, tão raro hoje em dia!

P.S.: Nem todos as pessoas com cadeiras de bebés nos carros, são pais ou mães de alguém. Podem, apenas e somente, ser tias ou "mainhas"...!

terça-feira, 3 de junho de 2008

Continuemos nas nossas preces!

Sei que é sol de pouca dura mas fico feliz mesmo assim. O preço do barril de petróleo está a baixar, podendo desta forma melhorar ligeiramente a economia. Pelo menos estabilizá-la! Ao lermos os jornais, apercebemo-nos de que Portugal não é dos países europeus onde a crise se acentuou com maior gravidade. No aumento do preço dos combustíveis (em termos percentuais, claro!), no aumento do preço dos alimentos (os analistas acreditam que o elevado endividamento das famílias portugueses levou as grandes cadeias de hipermercados a não aumentarem os preços), nas greves (apenas os pescadores, por enquanto...) e na revolta social.

Não defendendo o estado social e económico em que Portugal se encontra, é lamentável que pela Europa fora o cenário seja igual (talvez só porque os salários são mais elevados), ou bastante pior. O preocupante é classificarmos os países europeus, todos sem excepção, como modernos e de vanguarda (e mais tretas do género) e haver fome solta pelas ruas, becos, ou escondida em casas abandonadas pela sorte. Crianças que não comem aquilo que o corpo e a idade pedem, idosos que não podem gozar plenamente dos seus últimos anos de vida.

A solução passa pelos preços mais leves dos combustíveis, mas também pelo emprego, oportunidades, estabilidade, uma vida a que todos nós temos direito. Porque estamos aqui e somos pessoas, como todas as outras. E por isso não temos o direito a passar fome, dificuldades, a ser ignorados apenas porque não temos o que comer ou o que vestir. É a chamada igualdade. Em todos os aspectos que conhecemos.

Mas ainda há muitos em Portugal que, face à crise, gastam aquilo que não têm. E isso ainda é mais preocupante! No outro dia ouvi uma conversa de um casal a planear a compra de um plasma para ver o Europeu de Futebol. O problema seria o mês de Maio ter sido longo e dispendioso e Junho não se aflorar melhor. A solução. Fácil! Comprar a prestações. Em Junho e nos restantes meses haveria de sobrar qualquer coisinha para pagar mais uma prestação. A somar à da casa e dos carros (havia dois carros, um para cada um...). E se não houvesse sempre poderiam aceder aos créditos televisivos que emprestam sem perguntar para quê. E a vida gasta-se em prestações, de bens materiais, fáceis de levar para casa mas difíceis de adquirir. Por este andar, daqui a uns tempos, até os supermercados vão ter prestações para a comida que compramos. Já imagino o slogan: "coma em Março e pague em Abril!" ou "Pague em Abril o que comeu em Março e Fevereiro!"

Por uma questão de educação nunca comprei nada a prestações, e poupo o pouco que ganho. E gasto apenas naquilo que de facto considero ultra-necessário comprar. Sobretudo numa época de crise como esta. Um plasma? Gostava de ter um. Mas há necessidade? Não... Se as televisões de casa não prestarem para ver os grandes (serão?!) jogos de futebol que se avizinham, agarro no carro e parto rumo a um café qualquer onde existam os gigantes ecrãs. Não vão faltar nesta cidade!

Este será um dos grandes problemas do futuro: gastar aquilo que não temos mas que o banco, a loja e empresas de crédito fácil emprestam sem pestanejar. Pagar é quando calhar e da forma que calha...! Não entendo como se pode viver desta forma, na corda bamba. Concordo plenamente com as prestações para comprar uma casa (os valores são diferentes...), um carro (em termos práticos até fica muito mais caro, ou já pensaram nos valores do seguro contra todos os riscos?) mas comprar um plasma? Uma máquina fotográfica? Uma máquina de café? É ridículo...!

E que tal gastar o dinheiro no mais essencial: comida e casa! Depois vem a saúde, educação, electrodomésticos e computadores, carros, viagens (ainda há quem peça dinheiro para viajar... como é possível?), concertos etc. etc. etc. Sem nunca esquecer os outross encargos que temos como nossa responsabilidade, os filhos, quem os tem...!

Não fui eu!

Sempre tive uma enorme paixão pelos Nirvana. Com a morte de Kurt Cobain não esmoreceu, antes aumentou porque há quem desapareça demasiado cedo, tornando-se "especial". E por isso há notícias que não nos fazem sorrir, mas lamentar a idiotice que transportam:

"A casa da viúva de Kurt Cobain, Courtney Love, foi assaltada, em Hollywood, tendo a cantora anunciado que o ladrão levou as cinzas de Cobain, que estavam guardadas num armário (há quem diga que estavam numa caixa cor-de-rosa...). A viúva fez um apelo público pela devolução das cinzas do marido, revelando que o ladrão terá sido algum amigo da família, já que seria a única possibilidade de saber onde estavam os restos mortais da estrela do grunge. As cinzas do vocalista dos Nirvana estiveram inicialmente, guardadas num templo budista, em Nova Iorque, nos EUA, sendo que parte delas teriam sido deitadas às aguas do rio Wishakah, no estado de Washington. Contudo, Love admitiu ter guardado as restantes cinzas num armário da sua casa, até agora. «As cinzas eram tudo o que eu tinha», afirmou a cantora polémica ao tablóide britânico News of the World. "

É triste mas verdade. Nem depois de morto consegue ter paz...! Espero que o assunto morra por aqui, e não volte a haver peixeirada da viúva com lágrimas de crocodilo. Se não quer que "alguém" roube as cinzas, que as coloque num local seguro...! Espero sinceramente não voltar a este assunto, apenas o fiz porque seria hipócrita não publicar algo que me roeu a cabeça durante um dia.

P.S.: Apesar do assunto ser triste, resolvi colocar um título tão ridículo como toda a situação. De puro gozo, totalmente...

P.S.1: E gosto de recordar as pessoas no seu máximo esplendor, a sorrir. Uma pureza e identidade que sempre conotei como sempre dele, o meu primeiro ídolo, a sorrir e com ar desleixado (mais é impossível...). Enquanto o recordar, ele nunca vai morrer!

domingo, 1 de junho de 2008

Primeiro os primeiros

Acho que sou autêntica e transparente. Ou gosto ou não gosto. Sem meios termos. E se reprovo, não o escondo por muito tempo. Posso ser fria e permanecer distante, mas se a voz não engrossar é porque gosto. E quando gosto é porque gosto, mesmo muito! Tenho um amigo que me acusa de ser cada vez mais desconfiada em relação às pessoas, se as catalogo como não sendo autênticas, não lhes dou uma segunda hipótese. É um erro a corrigir. Quantos já não perdi por não respirar fundo e sorrir pela segunda vez. E porque não pela terceira vez?

Talvez porque a diferença resida nos Filipe's, Tania's, Rui's, Mafalda's, Miguéis, Joões, Joana's, totalmente diferentes das Ana's, Daniéis, Bruno's, Ricardo's, Patricias, etc. Não sei explicar racionalmente a diferença mas ela existe e é muito nítida. Na minha voz, no meu sorriso, no bater do coração, nas palavras soltas, nas minhas atitudes, nos ouvidos que não se cansam de ouvir a mesma melodia, em tudo. Na preocupação que existe para uns e não para outros, na curiosidade, no questionar e até mesmo nos sermões a que, por vezes, também tenho de me dedicar. Por gosto. Porque gosto! Porque me preocupo e porque faria muitas coisas, difíceis mas possíveis, só porque gosto. Até o acabar de vícios. Se um deles assim mo pedisse de coração. Os primeiros e não os segundos.

Talvez por isso seja assim tão difícil conquistar-me. Porque é necessário ser autêntico. Não precisa de ser bonito, olhos azuis ou loiro (bom...aí poderá conquistar-me de outra forma ..ahaha!), gordo ou magro, porque todos eles são diferentes. E se os conhecessem iriam pensar qual seria a fórmula mágica, tamanhas as diferenças. Não há! Apenas ser autêntico. Puro. Para se ser autêntico não basta querer, é preciso ser! É tudo tão simples...

E não me lixem. Não tentem enganar-me, sendo simpáticos e queridos e amáveis, só à espera de conseguir lucrar com isso. Esse tipo de coisas não perfigura nos primeiros, e nem sequer nos segundos. Apenas não figura em lado nenhum no meu mundo. Por não entender, não tolero o gesto, a atitude. Até posso nem conseguir entendê-la, e ir ao sabor do vento, mas se me cheirar a esturro, as defesas abrem-se e a expulsão é imediata. Só com a excepção de ser em trabalho, não mais do que isso. É assim tão difícil lidar comigo?

P.S.: E porque não sou idiota, a desconfiança ao máximo leva-me a identificar o que reprimo por natureza. Até hoje ainda não consegui perceber, e ninguém me conseguiu explicar a razão de uma amizade apenas porque há um interesse qualquer! Ou não há uma razão coerente mas apenas o "porque gosto", ou não é amizade no significado puro da palavra.

P.S.2: Joss Stone linda no Rock in Rio, como seria de esperar ;)