
"Nessa época escrevi um conto chamado «Amor engaiolado». O que é que dizia? Um passarinho apaixonou-se por uma fêmea que vivia trancada numa gaiola. Todos os dias, ele voava para o parapeito da sua casa. Era seus olhos, sopro de liberdade. Horas a chilrear-lhe coisas do mundo. Autobiografia? Um pouco de mim. Nessa vida, já encarei fogão e mesa de restaurante. Vendi roupa, fiz de modelo, distribuí panfleto. Saí pela mata de cavalo, tomei banho em cachoeira, fui budista, estudei teatro..."
"Escrever é respirar? É um lugar, o único onde posso ser tudo. Até o que não existe. Escrever é brincar de Deus."
In Expresso de 13 de Junho de 2008. A história de um tal Reginaldo Cruz, 32 anos, Biguelo para aos amigos. Actor, encenador e sonhador. Às vezes, empregado de café...
Comentários