sexta-feira, 28 de abril de 2006

O 25 de Abril sem cravo...

«O discurso de Cavaco Silva no Parlamento, na sessão comemorativa do 25 de Abril, coloca duas questões cujo laconismo violentamente contrasta com a necessária extensão das respostas. Cavaco disse, no essencial, 32 anos decorridos sobre Abril de 74, ter-se conseguido uma sociedade mais livre - mas não uma sociedade mais justa; segundo, que é necessário lutar para resolver tal situação.





A primeira pergunta é - porquê?
Como é que se chegou a esta situação?
A segunda é - como?
Como é que se resolve esta situação?
Convém dizer, antes de tudo o mais, que é uma falácia própria de quem tem do 25 de Abril a peculiar visão do actual Presidente da República afirmar que Portugal não é hoje uma sociedade mais justa do que no 24 de Abril salazarista. O facto de se não ter atingido o que desejaríamos e o que teria sido possível não pode fazer esquecer que não foram apenas a liberdade e a democracia que se conquistaram há três décadas. O que não conseguimos ou o que entretanto foi destruído não pode fazer esquecer o que se conquistou - e que urge defender.
Mas, na realidade, o que é notável é que um político que governou Portugal durante um terço dos anos decorridos desde a madrugada dos cravos, que foi dirigente do partido que mais tempo ocupou na governação deste período, nada tenha a dizer aos portugueses sobre as razões por que o País enfrenta hoje os problemas que enfrenta! Não era preciso subir à tribuna de São Bento para escutar o que se ouve quotidianamente nas ruas.Quanto ao porquê não houve, portanto, qualquer resposta.Relativamente ao como talvez já não seja exacto dizer que o silêncio foi igual.
O diagnóstico feito por Cavaco continha já elementos significativos: falou de exclusão, de violência doméstica, de desertificação do interior - mas sobre o desemprego, por exemplo, quedou-se no mais tonitruante silêncio. E não deixa de ser estentoricamente significativo que, no esquelético campo das "soluções", avulte, antes do mais, o aviso de que os portugueses não deverão contar com o Estado - antes com piedosos entendimentos a que Belém apela.Quando os políticos apelam à caridade, os povos sabem por experiência que não é dali que virá boa política.»



Ruben de Carvalho, Jornalista (DN, 27 de Abril de 2006)
Vi em directo as comemorações do 25 de Abril, e estranhamente (ainda um pouco a dormir) ouvi e vi que o Presidente da República de Portugal não levava o cravo na lapela! Não é grave... é apenas um símbolo como tantos outros... mas para quem lutou, sofreu e arriscou a própria vida no antigo regime fascista, soube a "azedo" esta falta do mais alto representante português.
Ainda mais a azedo soou o discurso deste antigo líder ( e será que não actual) da direita em Portugal... um discurso pontuado com preocupações sociais (depois do discurso soou e ressoou na minha cabeça as palavras: "criancinhas", "pobrezinho", os "velhinhos") e sem qualquer tipo de referência à economia. No entanto, um discurso pronunciado por um professor de economia (e tão bem apresentado nos media como um expert na matéria), num país à beira do colapso económico, e não fala de economia, ou finanças... é estranho! Há qualquer coisa que não entendo... e não me venham falar que o senhor mudou... porque há aqui nitidamente uma estratégia política ( e se não acreditam, eu empresto-vos os inúmeros livros que li para o meu "bonito" seminário). Ou ele está (talvez coerentemente) em ligação e perfeita harmonização com o actual Governo, ou então está a preparar o terreno para algo.
A UGT e a CGTP obviamente adoraram este discurso de poucos minutos (estranhamente pareceu-me o discurso mais breve desta manhã comemorativa no Parlamento)... mas a mim soube-me a pouco. Passaram-se 32 anos depois da "hippie" (hippie porque foi pacífica, sem mortes ou feridos graves... e com armas com flores... daí que não exista melhor palavra para a caracterizar) revolução que acabou com o fascismo, com uma ditadura que não deixava ninguém pensar, falar, agir livremente. A liberdade prevaleceu e renasceu em Portugal naquele dia 25 do mês de Abril... e não ouvi (peço desculpa se sou surda e de facto foi dita a palavra) no discurso de Cavaco, nenhum vez, num único momento, a palavra mais importante deste dia 25: LIBERDADE.
Agora que estou a analisar os jornais, acresce a questão: como é que este homem foi eleito? Afinal ele foi eleito por quem?
Ele não respondia aos inquéritos dos jornais, não queria debater com os restantes candidatos, não gostava de falar! Não apresentou as suas ideias (lembram-se do fabuloso debate com o Mário Soares? O antigo Presidente da República crucificou-o publicamente e ele não conseguiu defender-se minimamente), não apresentou soluções para a economia do País... assunto de que dizia entender o suficinente para salvar as nossas contas públicas. Não entendo e nunca entendi como foi possível ele vencer... não entendo como as pessoas podem vê-lo como o Salvador... quando há pouco tempo atrás ele foi o destruidor. Será que a memória dos portugueses é assim tão curta?
Eu votei Manuel Alegre!! E apesar de admitir que o senhor não é perfeito, nem nos debates nem na apresentação das suas ideias.. considerei que seria o ideal para o cargo de Presidente da República: pela sua postura, pela sua maneira de estar perante alguns aspectos referentes à política portuguesa, pela sua história. De qualquer forma, se não votasse Manel Alegre, não teria outro candidato em quem votar....
Para concluir, apenas quero afirmar o meu descontentamento ao ver a bancada socialista a aplaudir de pé o discurso de Cavaco Silva.
Ele é o Presidente da República do meu país... mas não é o meu presidente!

domingo, 23 de abril de 2006

argh


22-13... pff!







Agora tudo vai depender de um único jogo... 22-13... depois duma época a perder por 64-06... A má notícia é que o Técnico perdeu com o CDUL... o que significa que teremos de jogar com o Técnico... uii uiii são grandes :S









Mas há boas notícias... o Lousã perdeu!!! por 13-18... com o quinze do CRAV... o que significa que nao vao subir de divisão!






ehehe para quem sabe o que aconteceu... devem imaginar como estou feliz :D






Obviamente que ainda falta o mais importante... o jogo de Domingo... que pode garantir a nao descida de divisao da Académica! mas esta derrota soube-me muito bem... a gelado de morango;)







aii (me a sorrir com vontade num dia bastante solarengo...)

quarta-feira, 19 de abril de 2006

Mas o que é isto?

Cartaz oficial das Noites do Parque 2006

Sexta-feira, 5 de Maio

Melanie C, Duff, Lullabye, Coral Quecofónico do Cifrão




Sábado, 6 de Maio

X-Wife, Rui Veloso, The Gift



Domingo, 7 de Maio

Diabolo, Mão Morta, Moonspell, Fan Farra



Segunda, 8 de Maio

Squeeze Theeze Pleeze, Xutos & Pontapés, Estudantina



Terça, 9 de Maio

BandaLusa, Quim Barreiros, Tuna de Medicina



Quarta, 10 de Maio

Da Weasel, Fonzie, Fishbrain, In Vino Veritas, Mondeguinhas



Quinta, 11 de Maio

Toranja, Jorge Palma, Orxestra Pitagórica, Grupo de Cordas



Sexta, 12 de Maio

Boss AC, Fitacola, Hands on Approach, As Fans, Rags, Grupo de Fados



Estou demasiado chocada para comentar… ainda nem acredito que isto é o cartaz! Mas... visto a qualidade inigualável das bandas que cá vem… acho que só me devem apanhar lá em baixo na Terça! Mal por mal... vou ver o Quinzinho :)
Ainda me resta a esperança de que o cartaz não esteja completo e que o melhor vem sempre no final… mas…

terça-feira, 18 de abril de 2006

O meu melhor amigo



Lamento a ausência de post.. mas ando interiorizada com o seminário! Ele tornou-se no meu melhor amigo ;)

Estive até ás 2h da manha a terminar de escrever 19 páginas para entregar hoje... a modificar títulos que a professora tinha considerado serem demasiado jornalísticos (e sim, eu ando num curso de jornalismo mas no trabalho final de seminário não posso colocar títulos demasiado jornalísticos... porque não... )... à 1 da manha quando já estava a desesperar surgiu-me uma remota inspiraçao de títulos "pipis" e lindinhos.... haja paciência! Dormi 6 horas tal como na noite anterior... e doi-me o rabo de estar a tarde toda e a noite, non-stop, sentada ao computador sempre na mesma posição... se não fosse a música tinha pifado com toda a certeza. Mas esta feito e só me falta outro tanto... mais umas noites em claro, mais umas horas sem dormir e mais um amanhecer pesado e sombrio!


Isto porque como parece que ando a enlouquecer, surgiu-me a ideia de terminar o seminário até ao inicio da queima das fitas (o que parece impossivel)... mas visto que só me falta a parte pratica, de análise do discurso, pode ser que o sonho se torne realidade... Assim sempre poderia festejar de consciência tranquila e sem um nó no estomago! ;)


Prometo que quando o entregar, irão ter acesso a esta bela preciosidade na íntegra! Não o publico antes porque alguém mo poderia cobiçar e sou uma gaja muito ciumenta... nao partilho nada com ninguém... muito menos o meu melhor amigo...

Que stress.. já para não falar dos trabalhos de Filosofia Política, e da grande reportagem... é desta vez que pifo mesmo...

Conseguem ter uma ideia do meu mau humor!?

quarta-feira, 12 de abril de 2006

Os meus dois apaixonados...

Era uma vez um gatinho que vivia sozinho numa casinha. Um belo dia alguém se lembrou dele e abandonou à porta do seu abrigo uma gatinha... e "plim" :)


A história começa mais ou menos assim. Tinha um gato pequeno que passava os dias com o meu cão à procura de companhia. Um dia alguém "muito bondoso" abandona uma gatinha (também pequena) junto à minha casa e junta estes dois. Numa manhã de muito sol fui encontrá-los no Jardim, enroladinhos um no outro, como dois namoradinhos... obviamente que corri para buscar a máquina e eis o "acordar" destes dois. Digam lá se não sentem inveja...




domingo, 9 de abril de 2006

Adrenalinaaaa ...











(22.30h e ainda sinto o corpo a fervilhar de tanta adrenalina!!!)


A Académica jogou contra o Técnico hoje no Estádio Universitário de Coimbra. O ínicio do jogo estava programado para as 16 horas, de uma tarde muito cinzenta, com muita chuva à mistura. Depois de inúmeras travagens e "empatas" (means condutores de fim-semana, que só empatam o trânsito, e param nos sítios mais estranhos que possamos imaginar) na estrada lá cheguei ao Estádio. Quando estava a tirar o guarda-chuva e a organizar a "trouxa", pensei "Ok, mentaliza-te... mais um jogo! Nao te esqueças... abre bem a pestana para ver os aspectos positivos da Académica para depois escreveres!.. pode ser que desta vez nao percam 60-00". Saí do carro bastante desanimada a pensar em mais uma desgraça, a pensar em mais um título que tinha de inventar, a pensar em mais uma hora de volta de um artigo sem principio nem meio... mas apenas com um final...


Mas... algo aconteceu! Cheguei mesmo ao apito inicial (para variar) e nos primeiros 5 minutos a posse da bola foi totalmente da Académica! A pressão era enorme, o campo adversário estava permanentemente em perigo, com os "pretos" a atacarem a área adversária sem medo :) Surgiram os primeiros pontos... pontapé de ressalto por Gonçalo Neto aka Gato (não me perguntem porque lol) e eu sorri pela primeira vez em muitos muito muitos jogos!! O que estava a acontecer? Mas esta é a mesma Académica!? Saquei do bloco e comecei a apontar: "muita pressão, lançamentos superioridade Académica, formações ordenadas superioridade Académica (:O), boa progressão da bola pela Académica, bons passes, sem falhas"... a adrenalina surgiu e o sonho apareceu... ganhar o jogo.. Era possível!! :D

Os oitenta minutos de jogo foram todos assim... com muita pressão da Académica, com uma excelente progressão de bola, com passes certeiros e sem falhas... com um jogo lindo! Estavam 4 jogadores mais experientes a jogar, o que ajudou em muito... se bem que ainda faltam uns pontas e asas à altura, rápidos e eficazes na progressão de bola. Uma das falhas da Académica são os 5 juniores, 1º ano seniores que jogam bem mas falta-lhes alguma mestria e experiência para jogar na equipa principal... e pouco nervosismo (bastante evidente hoje no jogo, até o campo estava com muito público.. não sei porque). Amadurecimento principalmente! Mas estão a melhorar dia após dia.. e para o ano estarão em excelente forma!

Não fazem ideia da quantidade de ataques que a Académica fez... apenas dois foram concretizados porque qualquer coisa acontecia, mas o ataque era dinâmico, progressivo, sem falhas, rápido... a adrenalina surgiu! Depois de uma primeira parte debaixo do telheiro a proteger-me da chuva, já não aguentei mais e tive de ir ver o "espectáculo" de perto, certificar-me que não estava a sonhar, que eles estavam mesmo a jogar bem, sem perder as bolas, que não se limitavam a chutar para a frente (se bem que houveram imensos chutos...), sem qualquer organização de jogo. Quando o árbitro apitou para o final da partida, sorri, porque apesar do resultado, 17-32, não ser o melhor, tenho a convicção de que não foi o inverso porque os "nossos pretos" não quiseram! E a minha desconfiança foi confirmada no final do jogo pelo treinador. .. o objectivo não era ganhar, mas sim jogar e bem.. e isso foi totamente conseguido!
Não consegui vir para casa sem felicitar os grandes jogadores desta tarde. Juan Severino, o internacional e Rui Cordeiro, o único jogador da selecção nacional da Académica foram os marcadores dos dois ensaios da Académica. João Ataíde e Gonçalo Neto os chutadores :) Há tanto tempo que não sentia uma satisfação tão grande ao escrever um texto... e agora... horas depois... a adrenalina não desapareceu! Deu gosto ver aquele jogo... aqueles jogadores a brilhar... tudo no seu conjunto... até a chuva que costuma ser desagradável, deixou de ter importância. A tarde foi mágica! :D
No final, na fase de cumprimento das equipas, o "berro" de alegria da Académica fez-se ouvir e soou pelo Estádio... e pela cidade! O misticismo veio ao de cima... :D
Agora sim, acredito na manutenção... apesar de saber que muitos estão a torcer e vão ao estádio torcer pelas derrotas da Académica... Mas uma verdadeira equipa constrói-se assim mesmo: com os que apoiam e os que prejudicam... sejam eles em maior ou menor número... ainda terão de fazer muito para deitar por terra uma equipa como a Académica!

sábado, 8 de abril de 2006

sexta-feira, 7 de abril de 2006

Aquele mito...


Kurt Cobain deixou uma clínica de desintoxicação em Marina Del Rey na Califórnia no dia 1 de Abril de 1994, tendo sido dado como desaparecido. Foi encontrado morto sete dias depois.
Courtney Love estava em Los Angeles (segundo ela em trabalho, o que muito espantou a sua manager, Rosemary Carroll) e contratou o investigador Tom Grant para encontrar o seu marido. Tom sempre duvidou da tese da polícia de "suicídio", e por isso durante meses investigou o caso, contrapôs provas e factos, entrevistou amigos próximos e familiares de Kurt. Chegou à conclusão que Courtney Love e Michael Dewitt (o empregado que vivia na casa de Seattle) estavam envolvidos numa conspiração que resultou na morte do líder dos Nirvana. Parecia que não era a primeira vez que Courtney atentava contra a vida de Kurt, mas tinha sido a primeira com êxito! Em Dezembro de 1994 Tom começou a falar publicamente do que tinha descoberto, e viu-se alvo de várias ameaças físicas e legais, tal como os órgãos de comunicação social que lhe deram espaço e visibilidade. Mas para Tom Grant, os acontecimentos à volta da morte de Kurt Cobain estavam cheios de contradições, mentiras e inúmeras inconsistências. Eis as razões:
  • Kurt pediu o divórcio a Courtney. Ele queria deixar Seattle e Courtney quando foi encontrado morto, o que muito beneficou Courtney a nível monetário. Courtney, semanas antes da morte de Kurt, pediu aos advogados para transformarem o divórcio no "pior, e mais vicioso processo".
  • Alguém estava a usar o cartão de crédito de Kurt, e apenas pararam quando o corpo foi descoberto na "greenhouse".
  • Cobain temia pela própria vida (por ter abandonado a tour e muita gente ter perdido imenso dinheiro) e por isso comprou uma arma para sua protecção. A arma encontrada foi comprada antes de Kurt ter ido para a clínica e não depois, como foi difundido pelos media. A polícia refere que a arma não possui impressões digitais, mas a verdade é que apenas foi analisada a 6 de Maio, um mês depois do corpo ter sido descoberto.
  • A nota encontrada foi logo apelidada de "nota de suicidio" mas a verdade é que não referia nada acerca de suicídio. Estava claramente dirigida aos fãs, dizendo-lhes que ele queria abandonar o mundo da música. Havia uma pequena nota para Courtney e Frances, mas a letra é nitidamente diferente e foi questionada por muitos peritos.
  • Courtney tinha outra nota em segredo, de que não falou a ninguém excepto numa entrevista à Rolling Stone. Esta segunda nota explicava o teor da outra, e por isso rejeitava totalmente o nome de "nota de suicídio" dada à primeira nota.
  • Cobain injectou-se com três vezes a dose letal de heroina: (1.52 mgs por litro, o que requer uma injecção mínima de 225 mgs de heroina, três vezes a dose letal mesmo para um dependente). A droga Diazepam (princípio activo do Valium)também foi encontrada no sangue de Kurt. As questões que se colocam perante este facto são: Se ele se injectou com três vezes a dose letal, como e porque é que deu um tiro na cabeça, deixando Frances com uma imagem visual horrivel dele? Para além disso, o óbvio da questão: Se ele se injectou com três vezes a dose letal, como conseguiu pegar na arma e matar-se? Não ficaria imediatamente incapacitado? Segundo as investigações, ele nunca conseguiria pegar na arma, e muito menos dispará-la...
  • Cobain não deixou a carta de condução junto ao corpo para ser reconhecido: a polícia encontrou a carteira de Kurt, tirou a carta de condução e pousou-a junto ao corpo, tirando de seguida uma fotografia.
  • Os médicos que lhe fizeram a autópsia não tinham nenhuma prova que se tratasse de um suicidio. No entanto, havia um número consideravel de razões para se tratar de um assassinato, apesar deste nunca ter sido posto em hipótese. Porque?
  • Em Seattle, quando Tom Grant e Dylan Carlson (o melhor amigo de Kurt) procuravam Kurt, Courtney fez questão de dizer a Dylan para procurarem na "greenhouse" (local onde Kurt foi encontrado). Dylan não comentou esta informação com Tom, o que também é muito estranho. Isto dois dias antes de Kurt ser encontrado pelo electricista, ou seja, no dia em que as investigações indicam que Kurt morreu.
  • Dylan disse a Tom sem dúvidas, que Kurt nunca iria cometer um suicidio. No entanto, numa reportagem que um jornalista da BBC tentou (tentou sim, porque não o deixaram) sobre a morte de Kurt, disse muito categórico que Kurt andava muito deprimido e que foi um suicidio, que não tinha dúvidas. Um melhor amigo mente? Ou muda de opinião em dois ou três anos? ... Ou será que eram apenas amigos por causa da heroína? Ou será que foi obrigado a negar naquilo em que acreditava? Mas um melhor amigo faz isso?
  • A mae de Kurt, Wendy, nunca acreditou que fosse suicidio e sempre duvidou porque Dylan não verificou a "greenhouse". No entanto, depois de Courtney lhe ter sussurrado alguma coisa ao ouvido (que Tom não conseguiu ouvir) nunca mais falou com o investigador e nunca mais lhe disse aquilo que inicialmente lhe garantiu ter como informações preciosas. Mas que poder é que esta mulher tem? E que amor tem as pessoas por Kurt, e especialmente por Frances?.. não entendo...
  • Segundo o electricista, o cabelo de Kurt estava muito bem penteado, muito bonito, assemelhava-se a um cabelo arranjado numa cabeleireira. Sim, Kurt Cobain o eterno cantor de cabelo desgrenhado! Ou não.. se foi suicidio... ele como era muito vaidoso... quis estar apresentável para as máquinas fotográficas e antes de disparar, mas depois de se injectar com três vezes a dose letal, penteou-se e arranjou o seu cabelinho... porque o importante era ficar bonito para as câmaras... duh
  • Tom falou com o Sargento Cameron, responsável pelo caso de Cobain, e descobriu que o relatório da polícia indicava exactamente o mesmo que as suas investigações: muitas incongruências e dúvidas; o cartão de crédito desaparecido mas "em actividade"; Courtney ter dito explicitamente a Dylan para verificar a "greenhouse" e ele não ter dito nada a Tom; dúvidas relativamente à letra da nota de suicidio; cabelo de Kurt muito arranjado...

Isto são as teorias do detective Tom Grant, que não teve a força e o poder de Courtney, mas que tentou e deu a conhecer a muitos a verdade (talvez também com algumas incongruências). A morte de Kurt nunca teve grande lógica para mim, mas provavelmente todos no mundo da música (sim, esse mesmo mundo que Kurt queria abandonar e do qual estava farto!) iriam ganhar com a teoria do suicidio, e por isso ela foi avante. Para construir um mito é perfeito um cantor morrer aos 27 anos, ainda por cima de suicidio! ...como Janis Joplin, Jimi Hendrix e Jim Morrison. Parece que é o karma dos míticos líderes de bandas irreverentes... e parece que este karma faz vender e vender discos, e revistas e muita música... Todos ganham... a justiça é que perde ao deixar um assassino, ou mais, andarem à solta, a poder repetir o que já fizeram uma vez. Tenho muitas outras coisas para dizer mas a certeza de que este post está demasiado extenso e que provavelmte poucos o irão ler, deixa-me ficar por aqui. Com a certeza que neste caso a justiça não foi e nunca vai ser feita, para grande tristeza minha. Adivinhem qual é a reportagem dos meus sonhos... ;)

quarta-feira, 5 de abril de 2006

A pessoa mais execrável do mundo!


"Courtney Love vendeu 25 por cento da sua parte dos direitos dos Nirvana por mais de 50 milhões de dólares (41,2 milhões de euros). A viúva de Kurt Cobain, detentora de 98% dos direitos de autor da banda, disse que o espólio de Cobain e dos Nirvana era um negócio "esmagador" e que precisava de um sócio. O comprador foi Larry Restel, um veterano da indústria musical."

Isto vinha publicado no Diário de Notícias de Terça-feira, 4 de Abril de 2006... ou seja ontem! Nem acreditei... cumé que esta "gaja" vende uma parte da vida de alguém que ela diz que tanto amou?? Sim! porque para mim os direitos da banda fazem parte da história dele e dos outros, daquilo que ele construiu e do que foi nos seus 27 anos. E ainda por cima dá esta desculpa esfarrapadissima que não consegue aguentar com o "enorme" espólio!!! Oh odeio pessoas mentirosas! E cínicas! ... É nestas alturas que eu gostava de ser rica.. bah

Acho que toda a gente sabe da minha teoria acerca desta "gaja".. aos que não sabem... prometo que quando tiver mais tempo irei expor aqui as minhas convicções. Por agora fica mais esta história recambolesca desta "gaja".


P.S.: Se repararam só lhe chamei "gaja" porque não tenho um nome melhor para lhe chamar...

Skinheads no Mundial?

Porque há coisas que me assustam e os skinheads são uma delas, e também porque, se de facto é verdade, invejo a coragem do jornalista italiano, Paolo Berizzi. Ser repórter nestas condições não é fácil pelos inúmeros riscos que se correm antes e depois da reportagem (sobretudo depois!), mas chegar à redacção depois de uma aventura destas tem seguramente, um sabor especial. De qualquer forma, ao ler a reportagem fiquei um pouco desiludida, estava à espera de mais: ele esteve em plena reunião e só consegui saber isto… soube-me a pouco. Mas para que não restem duvidas, aqui fica a reportagem na íntegra!


Reunião na Áustria

“Skinheads” atacam no Mundial

Um grupo de adeptos de extrema-direita elaborou um plano de acção para «semear o terror» no Campeonato do Mundo de Futebol, conta um repórter italiano infiltrado.

Braunau am Inn ainda está coberta de neve. Foi aqui, na cidade natal de Hitler, que os xenófobos mais agressivos do Velho Continente se reuniram para firmar um pacto nazi-fascista com vista ao Campeonato Mundial de Futebol (que se realizará na Alemanha, de 9 de Junho a 9 de Julho). O objectivo é desferir ataques focalizados, com vista a subverter todas as regras da coabitação civil durante o período do Mundial. Fazer zaragata em nome de Hitler e do ódio racial aos muçulmanos, em geral, e aos turcos, em particular – “Feinde zu vernichten” (Os inimigos a abater) – e, naturalmente, contra a polícia.
O documento assinado nesta pequena cidade pacata, situada na fronteira entre a Áustria e a Alemanha, estabelece um programa que causa arrepios na espinha: assaltos premeditados contra as forças de ordem, emboscadas aos adeptos “inimigos”, paradas nazis e fascistas, ostentação de bandeiras ornamentais com cruzes gamadas e cruzes célticas, símbolos SS, feixes de lictores, coros celebrando o Holocausto e outros cânticos da mesma natureza, como o assobio inventado por adeptos ingleses e holandeses para imitar o som das câmaras de gás. Um “hooligan” do Feyenoord de Roterdão veio especialmente para mostrar este assobio àqueles que ainda ignoravam a sua existência. Cabelos platina rentes à nuca, “rangers” violeta, testa marcada com uma cicatriz, emite um interminável «ssssssssssssssss». Deve ter 25 anos.
Foram “skinheads” locais, dizem-me, que organizaram o encontro. Conto as cabeças – nem todas estão rapadas – que se agitam no barracão: aproximadamente 70. A delegação italiana é numerosa: dez “hooligans” ligados aos movimentos de extrema-direita, como o Forza Nuova e o Fronte Vebeto Skin. «Olha para este inglês e não te rias!», exclama um extremista romano. O objecto da sua admiração é um “Blue lion” já com uma certa idade, velha guarda dos adeptos do Chelsea. Os seus braços, enormes e flácidos, estão cobertos de tatuagens, do Dragão à “svastika”, passando por palavras de amor, ligadas ou não ao mundo do futebol. Rodou-os, gritando «Bad! Bad! Bad!», numa antecipação ao caos que será criado pelos 10 mil adeptos ingleses (dos quais pelo menos metade – segundo a Scotland Yard – são “hooligans”), que vão assistir ao primeiro jogo da sua equipa nacional, no próximo dia 10 de Junho, em Frankfurt, contra o Paraguai.
Ao fim da noite, o ambiente descontrai-se e os fanáticos do Shalke 04 e do Bayern de Munique são os primeiros a lançar-se numa longa sequência de «Hitler-Grüss», a saudação romana-alemã. São seguidos por energúmenos dos Braunau Bulldogs, os “hooligans” da cidade que já tinham dado nas vistas, há um ano, numa sinistra perseguição às instalações do antigo campo de concentração de Mauthausen, que não fica longe. Aqui, a apologia do nazismo e a negação do Holocausto constituem um delito. Mas são pormenores a que ninguém na assistência parece dar a mínima importância. O que lhes importa verdadeiramente é programar encontros com a violência nas numerosas cidades que vão acolher os jogos do Campeonato do Mundo.
Os adeptos franceses do Olympique de Marseille, de “bomber’s” verdes e suspensórios parecem cordeiros. Seguem atentamente os trabalhos do primeiro congresso da Internacional neonazi. Aquiescem quando os alemães explicam que é preciso atacar a polícia longe dos estádios, nos locais mais inesperados, onde as forças da ordem estarão, portanto, em posição minoritária. Os franceses confessam que não previram nada de especial, mas que, durante os dois meses e meio que os separam do pontapé de saída do Campeonato do Mundo, esforçar-se-ão para que a França «não faça má figura aos olhos do mundo». Os holandeses – é um furo – confirmam que não renunciarão a apresentar-se na Alemanha com bonés nazis laranja (cor nacional neerlandesa), o que parece divertir muito um dos chefes dos “hooligans sur”, os adeptos franquistas do Real Madrid. Veio de Espanha de automóvel. Dormiu numa pousada com os franceses. É pintor da construção civil, como Hitler, que nasceu precisamente aqui em 1889.

La repubblica (Roma)
Paolo Berizzi



Onde se terão metido os nazis?
Num momento em que se debate com veemência na Alemanha a segurança do Mundial 2006, a reunião relatada por “La Repubblica” não teve qualquer eco na comunicação social do país, e muito menos na europeia: apenas o diário espanhol “El País” se interessou pelo assunto, reproduzindo nas suas páginas a reportagem. Quanto à imprensa nacional austríaca (“Kurier”, “Der Standard”), perde-se em conjunturas sobre este acontecimento, do qual não encontra vestígios. Contactados pela agência noticiosa austríaca APA, os serviços policiais de Braunau (Áustria) e Passau (Alemanha) afirmam que nem eles nem as autoridades locais tiveram conhecimento da reunião, tal como o proprietário do local onde alegadamente decorreu o encontro. O politólogo Andreas Maislinger, de Innsbruck, atira-se ao “furo” de “la Repubblica” nas colunas do diário regional “Oö-Nachritchen”, vendo nele uma vontade deliberada de “difamar a cidade de Braunau”. Contactado pelo Courrier Internacional francês, o repórter Paolo Berizzi confirma ter estado naquele local na tarde de 19 de Março e reitera o que escreveu.

segunda-feira, 3 de abril de 2006

A descoberta do ano



Fez-se luz na minha cabecinha pequenina: tenho de procurar coisas importadas!!! ... bingo...

Merci manituh pela dica ;)

*

(Foto tirada no Bucaço! fantastico bicho ...)

sábado, 1 de abril de 2006

...



Ja se sentiram invisiveis numa sala cheia de gente?
Já sentiram que ninguem vos ouve por mais alto que gritem?
Já sentiram que até as coisas que faziam mais sentido.. deixam de ser importantes?



Ja se sentiram sozinhos quando estão no meio de uma multidão?
Já sentiram um vazio tão grande que parece que nunca é preenchido?



... parece que viver é assim... ou pelo menos em alguns dias :)
Algo nos impele a sentir determinadas coisas, e nao outras... a pensar, a sonhar, a desejar, a imaginar... bahh bad dream!