Não querer ter vida própria parece ser um empecilho para muitos. Às vezes sabe bem mas em excesso, cansa e mói. Os que estão à nossa volta ficam preocupados com a inércia e abanam aquilo que resta de nós, tentando em vão, despertar o que ainda soa no interior. Nem sempre há alguma coisa. A maioria das vezes apenas resiste um vasto espaço, ansioso por ser preenchido mas exigente em deixar entrar o que quer que seja.
Muitas vezes sinto ganas de prolongar certos momentos. Parar o relógio e deixar a conversa fluir. Outras apetece abrir um buraco e desaparecer para sempre. Em ambos os casos, há razões que pesam. Umas visíveis e permanentes, e outras mais ausentes mas igualmente com peso no coração. Há tanta coisa distante que o meu amor não esquece. Não fazem parte da minha vidinha neste momento, e isso é o mais importante, o que deve ser ponderado e contado de todas as vezes que me lembro do não palpável. Do que não está e não deve ser tido em conta, mas simultaneamente nunca deve ser esquecido porque continua fazendo parte da história rasca que constitui a minha vida.
Pelos vistos ter uma vidinha supõe tudo isto. A interiorização de objectivos e lutar por alcançá-los. Mesmo quando acreditamos que não vamos conseguir. E eu,no meu pessimismo crónico, não duvido disso mesmo. Sei que o inverso é o mais acertado e o que deve ser feito. Vou trabalhar para isso. Mudar-me. A mim e ao que está aqui por dentro. Não acredito que deixe o cepticismo de lado, o gostar de pessoas autênticas, o cheirá-las à distância, o acreditar de que as namoradas dos meus amigos podiam ser melhores, o colocar defeitos em todas os/as amigos/as dos meus amigos, o eu ser melhor. A perfeição nunca foi um defeito, e moldá-la ao nosso ser é uma virtude. Para o bem e para o mal.
Maldita Sexta-feira, 13, que me fez ter estes pensamentos e, pior, passá-los para aqui. Para a próxima prometo uma boa notícia, e uma ode a todo o meu ser...!
P.S.: Fotografia de Paço de Arcos, numa altura em que vivia a 2 minutos da praia... Saudades do mar, do silêncio, da praia, da areia e de tudo o que sentimos em locais paradisíacos :)
Comentários
juízo nessa cabeça, menina! eh eh
Vou tentar (!!) ter juízo, senão vais ter de vir cá dar-me nas orelhas ;)
P.S.: Tem estado um sol fantástico por estas bandas e o Botânico deve estar fabuloso...então a casa de banho ui ui (ahahah remember?)! Até um dia destes... em Lisboa :)