sábado, 18 de julho de 2009

Maldita justiça!

Sequestraram um vizinho, amarraram-no a uma árvore e atearam-lhe fogo com um colete em chamas. Eram 3 jovens residentes no Bairro da Pasteleira, no Porto e a razão é simplesmente porque lhes apeteceu cometer mais um crime.

Mas há mais pormenores de um acto que parece retirado de um filme de terror: o homem, num qualquer dia, foi abordado por cinco indíviduos, que o agarraram e o levaram à força para junto da capela do Bairro da Pasteleira. Arrancaram-lhe o fio de ouro do pescoço e roubaram-lhe cinco euros. Rasgaram-lhe a t-shirt, incendiaram-na com um isqueiro e arremessaram-na contra o pescoço e o tronco da vítima, que berrou com dor e pânico. Um dos indivíduos foi buscar uma corda e um colete reflector, e amarraram a vítima a uma árvore. Atearam fogo ao colete e encostaram-no várias bezes ao tronco nu da vítima. Retiraram-lhe as sapatilhas e também as atearam, e deixaram-no amarrado à arvore, ao sabor das chamas. Uma hora depois conseguiu libertar-se e refugiou-se em casa. As agressões repetiram-se mais duas vezes, em locais diferentes, até que três dos indivíduos foram identificados e detidos pela Polícia Judiciária. A vítima foi internada na secção de psiquiatria e os três arguidos, com idades entre os 20 e os 25 anos, foram condenados a penas entre quatro e quatro anos e nove meses.

Estranhamente os condenados permanecem em liberdade e irão, provavelmente, vingar-se da vítima e continuar com este tipo de crimes de uma frieza atroz. E eu pergunto: porque raio hei-de pagar impostos quando estes crimes ocorrem e os condenados nem sequer cumprem a pena?? E as queimaduras da vítima? Também irão desaparecer em quatro anos? E as mazelas que lhe ficaram na memória, quando irão desaparecer? A minha revolta quando leio histórias destas é demasiado grande para conseguir exprimi-la por palavras!

Dois dos condenados são beneficiários do rendimento mínimo de inserção social. Pagamos nós a estes indivíduos para eles andarem a cometer este tipo de atrocidades ao invés de trabalharem como qualquer pessoa dita normal. Ou seremos nós os anormais? Eu sou anormal, de certeza!

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