quinta-feira, 5 de maio de 2016

Planear um sorriso

Não tem de estar um sol brilhante ou um céu cinzento e água a molhar os passeios. Apenas tem de existir bocas e sorrisos, oriundos vá se saber de onde. Desenhar um sorriso, neste corre-corre do dia-a-dia, é cada vez mais complicado julgamos nós porque a maioria saem por simples conivência com o sorriso do outro ou com o momento que assim o exige.
Mas e um sorriso sentido ou provocado sem grandes pensamentos, apenas sentimentos? São raros. E senti-los dentro de nós como se uma flor rejuvenescesse tudo aquilo que habita no nosso "eu". Um sorriso sincero é das coisas mais valiosas que podemos sentir e provocar no outro, ou no mundo, na nossa sala de habitar. Receber um desses sorrisos é gratificante e valoriza a nossa estadia por estes cantos.
Sorrir na natureza é fácil. A água com o seu silêncio a correr remete-nos para uma calma e um momento mágico que não deixa fugir um sorriso, ou dois, ou três, ou horas repletas deles. Um sorriso que além da cara vai diretamente até ao coração sem pedir permissão.
Parece que há uma reserva de sorrisos sinceros e intrínsecos em cada um de nós a cada dia que passa e que se vai esgotando ao longo do tempo. A inocência da infância vai-se esbatendo à medida que pensamos antes de sorrir e deveria acontecer o inverso. Sorrir, sempre, sem pensar. Gargalhar, alto e bom som se assim o sentirmos. Ser feliz apenas e fazer os outros felizes. Tornar o mundo num sorriso. Pode ser?

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