domingo, 12 de abril de 2009

Um por todos e todos por um!

Tenho por opção ser optimista, mas realista, muito realista. Que a situação do país não é boa, já todos nós sabemos há muito tempo. Que existe uma coisa a que chamamos défice, e que cresce sem parar por estes lados, também não é novidade sobretudo desde que Manuela Ferreira Leite foi ministra das Finanças e fazia questão de nos lembrar isso frequentemente.

Agora li que estamos na lista dos 20 países mais endividados do mundo. Haverá razões para preocupações? O meu optimismo diz-me que não, visto que o Japão, sim o Japão, ocupa o 2.º lugar da lista e nós o 19.º, a Itália de Berlusconi também figura pelo 10.º lugar, tal como a Grécia no 8.º. E as conclusões ditam que a dívida portuguesa está ao mesmo nível da alemã, sim essa grande potência, e melhor ainda, a nossa situação económica está melhorzita do que a francesa. Ou seja, haverão razões para preocupações? A mim parece-me que não.

Tudo isto é justificado pela crise, e consequentes planos de estímulo económicos, combinados com o apoio às empresas e ao sector financeiro de forma aos países não irem por água abaixo como aconteceu pelas terras da Islândia. Com tantas ajudas, é inerente que as despesas do estado tenham aumentado, o mesmo acontecenco com a dívida contraída ao exterior. Estima-se que a dívida portuguesa venha a atingir os 85,9% do PIB no próximo ano, mas os especialistas ditam que as contas nacionais não estão ao nível das irlandesas, gregas ou italianas, perto da bancarrota. Segundo concluem os especialistas, o problema das finanças portuguesas está relacionado com a realidade exterior de crise e falta de financiamento e investimento.

Não vejo razões para alarmes de maior. A única coisa que me preocupa são as eleições no final deste ano, que por tudo aquilo com que mexem, irão também mexer negativamente na economia. Uma maioria absoluta é necessária mas não previsível, mas acredito em Portugal e nos portugueses e que vamos sair desta melhor do que alguma vez pensamos. Apenas temos de atentar que o trabalho é algo que tem de ser feito, mesmo quando parece que não vale a pena, por isto ou por aquilo. Mas se pararmos estamos a prejudicar o nosso país, que tanto trabalho deu a construir pelos nossos antepassados. Vamos vencer a crise!

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