quarta-feira, 8 de abril de 2009

The one's

Não sou muito boa nas palavras como este meu colega blogista, que por simples palavras conseguiu transmitir tudo, ou quase tudo (acredito que muito ainda ficou por dizer), o que lhe vai na alma sobre a sua banda de eleição. A magia de todos estes anos em que se auto-intitulou fã de uma qualquer banda. Mais um dos fãs.

Eu, como qualquer outra pessoa, também tenho uma banda especial. Que todos conhecem. Hoje infelizmente não é um bom dia, 8 de Abril não é a melhor das datas a serem recordadas. Hoje faz anos, e prefiro nem quantificar, que Kurt Donald Cobain fui encontrado morto. Fatídico dia em que acordei de manhã e ouvi a fatídica notícia na rádio, comprovada na televisão à hora de almoço. Era fim-de-semana e passaram-me demasiadas coisas pela cabeça. Uma delas foi a incredulidade total da realidade. A falta de não ter ninguém com quem chorar a morte de alguém que não devia ter ido tão cedo. A incredulidade de alguém como ele ter optado pela morte antes da hora. A certeza de que me restavam apenas as cassetes, os CDs, os vídeos dos inúmeros concertos, as paredes do quarto repletas da sua imagem (para pesadelo do meu pai). E sei que a partir deste dia nunca mais acreditei que um dia pudesse atingir o auge total num qualquer concerto. Até hoje.

Um dos meus fracassos, ao contrário do meu colega blogista, é nunca poder ver os meus ídolos ao vivo, vibrar com os acordes, as letras, a música, o espírito. Nunca! E essa será uma das frustrações com as quais terei de viver o resto dos meus dias.

P.S.: Para colmatar este desespero já tenho prevista para este fim-de-semana uma longa conversa e longas bebidas com um amigo de longa data, igualmente especial, que sabe como adoro os Nirvana, como consegui concretizar o meu sonho e me conhece melhor do que muitos dos que me rodeiam. E sinto-me feliz por isso... por ir estar com ele! Por lhe poder voltar a contar novamente todos os meus segredos. É bom olharmos para alguém e percebermos que afinal ainda conseguimos sentir alguém como muito especial, sendo o sentimento recíproco passado pelos nossos olhares.

P.S.2: E para responder aos meus colegas de trabalho, um dos meus sonhos é ir a Seattle, Aberdeen, durante dias suficientes para conhecer todos os cantinhos adorados pelo meu ídolo. E o outro, mais impossivel de concretizar, seria escrever um livro. Sobre o qué? Isso terão de descobrir...

P.S.3: Hoje também me mostraram isto. Uma verdadeira homenagem. Vale a pena ouvir, fechar os olhos e imaginar que é mesmo ele quem está a ouvir. E rezar para que venham ao Porto dar um concerto, e eu possa beber o suficiente para conseguir imaginar que estou, de facto, a ouvir os Nirvana. Que bom seria!

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