Avançar para o conteúdo principal

Já foi...

Não há dia que não pense na cerimónia. Não questiono em que dia do calendário calhará. Por receio, falta de coragem não perguntava à única pessoa que ainda me poderia informar. Porque já não sei o que dizer, porque só quero esquecer que isto alguma vez aconteceu, porque quero esquecer de que já não há quem entenda a minha linguagem. Porque estou cansada, e cada vez mais magoada da minha insignificância, das saudades que não batem no outro. E hoje, numa intensa pesquisa descobri que a cerimónia mais importante já decorreu, num fatídico fim-de-semana dia 24. E eu não sabia, e não fui, e não testemunhei aquilo que de mais importante gostava de presenciar. Porque não chorei lágrimas de felicidade pelo sorriso do outro. Porque já passou e agora já não tem importância. E eu, mais do que ninguém, sei que o tempo não volta para trás. Por mais que eu peça.

P.S.: E como, meses passados, tinhas razão em tudo aquilo que professavas. E como já não sei que palavras usar para me exprimir, e ninguém entender ou querer entender a minha linguagem. Talvez porque não existem pessoas iguais e substituíveis. Não existem mesmo, pelo pior dos meus pesadelos. E já não sei que mais fazer, sentir, pensar ou imaginar porque o tempo não volta para trás e não me posso redimir no que fiz. Irracionalidade estúpida.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Um modelo perfeito...

Desculpem lá... mas o Minuche deve ter sido modelo na sua outra vida! Estas fotos foram tiradas em um minuto.. sempre a disparar e já viram bem a posse dele... ;)

Agua... lixo... folhas...

Eu sei que tiro fotos a coisas estranhas... :) Buçaco 2005 :p Excer... uma igual a esta não tens tu ;) Muahaha!

Um caso de falta de ética

Joaquim Cardoso Dias acusa o Público de uso indevido de uma fotografia sua no suplemento Ipsilon. A dita imagem já havia sido publicada no Ensino Magazine , mas isso não foi referenciado no suplemento, juntamente com o nome do autor. Ele resolveu escrever uma carta de indignação ...! "Não sei a quem dirigir este email. No entanto, tenho de escrever estas palavras de maior desencanto. Já remeti vários emails para o endereço ipsilon@publico.pt, mas não obtive qualquer resposta. O caso que seguidamente irei relatar não é inédito comigo. Os outros casos deixei passar em branco por falta de tempo ou por não ter deles conhecimento atempadamente.No passado dia 11 de Maio de 2007, e como é habitual, comprei um exemplar do Público, porque aprecio alguns artigos e redactores - alguns são meus amigos. Quando ainda na rua folheava, por acaso, o Ipsilon fico surpreendido com uma fotografia inserida na página 19, ilustrando um artigo de fundo com o título "O cantautor infame" da autor...