sexta-feira, 1 de junho de 2007

Madito acaso

Houve um dia em que tudo ficou com um novo sentido... a perfeição, o sorriso aberto e puro, as palavras sinceras, os gestos, o cheiro, o sabor, angelicais! Era mentira... o mundo é totalmente imperfeito e nunca mais fez sentido. As memórias dessa perfeição, desse sentimento, desse olhar continuam vivas e atormentam todos os meus dias...! Só queria conseguir varrê-las do meu pensamento, dos meus olhos nos lugares mágicos, da minha boca...

Os dias passam, os meses avançam, os anos são contabilizados mas tudo o que se passou não consegue ser esquecido, apenas é relembrado em cada segundo, minuto, hora de todos os dias, de todos os meses, de todos os anos! E as memórias passam por mim, todas, sem esquecer um único momento, um único arrependimento, um único sorriso e uma única lágrima escondida...

E o arrependimento de nunca ter mostrado o que ia por dentro de mim corrói-me como se ácido fosse! O desejo de voltar áquele dia, áquela festa, áquele café, áquele jardim, áquele banco, áquele concerto, áquele momento... se ao menos pudesse esquecer tudo, tudo, tudo...! Ou explicar, tudinho, tudinho, tudinho... se alguém ao menos pudesse entender! Não, nem eu entendo...

Por mais longe que vá sinto-te sempre demasiado perto... mas intocável! As saudades já não são quantificáveis... só de pensar nelas sinto uma dor demasiado forte para ser caracterizada! E ao ver os outros realizados e felizes, não entendo porque correu mal para nós... e questiono sempre o que pensarás de mim neste momento... se pensas sequer! Não acredito que o faças... mas também não quero que o faças!

E quando algo corre demasiado bem e quero partilhar... e quando algo corre tão mal que preciso de um ombro desejoso de mim... só te queria ter a ti!! Partilhar todas as minhas alegrias, lutas e
troféus mas também todas as minhas tristezas, angústias e medos... mas não estás aqui! E sei, do mais profundo de mim, que não podes estar e nunca mais vais estar... e é uma visão tão vazia imaginar o futuro sem ti... tão sem fundamento... tão sem esperança de voltar a sorrir como há uns tempos atrás!

E já agora, e para terminar, continuo a adorar-te como da primeira vez em que te vi! Só por acaso...

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