quarta-feira, 3 de janeiro de 2007

Abusos da ONU

O jornal britânico Daily Telegraph noticia hoje que funcionários e capacetes azuis das Nações Unidas no Sudão são acusados de abusos sexuais sobre crianças. Os abusos terão começado há dois anos, quando a missão da ONU chegou ao sul do Sudão para ajudar no processo de reconstrução, depois de mais de duas décadas de guerra civil.

O jornal afirma ter recolhido testemunhos de mais de 20 vítimas, mas estima que sejam centenas as vítimas sudanesa de abuso sexual. Algumas crianças contaram como os capacetes azuis ou funcionários civis apanhavam regularmente as crianças à beira da estrada para terem relações sexuais forçadas com elas. Jonas de 14 anos relembrou: "vejo as viaturas da ONU durante a noite opróximo dos bares e espero na esperança de ser apanhado, porque se conseguir 1000 dinares sudaneses ( 3.74) já é um bom dia". Esta e outras acusações estão citadas num relatório preliminar do Fundo da ONU para a Infância (UNICEF), de Julho de 2005.

De acordo com o jornal britânico, várias organizações não governamentais e de defesa dos direitos humanos também recolheram testemunhos de vítimas, tal como o governo sudanês que se opõe ao envio de uma missão da ONU para Darfur. A ONU reagiu a est notícia afirmando que irá iniciar uma investigação sobre estas acusações.

A ONU tem mais de 10.000 polícias, capacetes azuis e funcionários civis de 70 países no sul do Sudão. A ONU já investigou desde
Janeiro de 2004, 316 funcionários, dos quais 179 foram alvo de processos disciplinares. O ex-presidente da organização avisou em Dezembro do último ano que "haveria tolerância zero de exploração sexual por parte dos funcionários da ONU".

Nas missões da República Democrática do Congo, no Haiti e na Libéria também há acusações semelhantes que recaem sobre os capacetes humanos.

Isto é muito grave sobretudo tendo como pano de fundo uma organização como a ONU! No entanto, e depois de outras acusações deste género, a inércia é grande e visivel! Os trabalhadores são alvo de processos disciplinares, mas acredito e não tendo acesso a essa informação não a posso garantir como certa, nem sequer apanham penas de prisão.

Sem comentários: