domingo, 26 de novembro de 2006

Rumsfeld acusado de cooperar com tortura

Um ex-general responsável pela prisão de Abu Ghraib entre Julho e Novembro de 2003 acusou o antigo secretário americano com a pasta da Defesa, Donald Rumsfeld, de ter cooperado e mesmo assinado documentos que permitiam e incentivavam o uso de métodos de tortura em prisioneiros de Abu Ghraib.

Torturas como a privação do sono, a permanência de pé por tempo indefenido, a mudança de horário das refeições ou a sua supressão, a emissão de música no volume máximo, foram enumerados por Janis Karpinski como habitualmente usados nos prisioneiros iraquianos.

Este ex-general foi responsável por 17 prisões iraquianas de Julho a Novembro de 2003, quando começaram a ser usados métodos de tortura não permitidos pela Convenção de Genebra. Conta que a tortura no Iraque começou depois da visita do comandante da prisão de Guantánamo, General Geoffrey Miller, em Setembro de 2003. Defende que ele apenas foi ao Iraque para ensinar os métodos de tortura que usa desde há muitos anos, no campo de Guantanamo, e que mesmo não estando no Iraque, orientava o uso de determinados métodos a partir de Guantanamo.

Um grupo internacional de advogados já colocou uma acção contra Rumsfeld no Supremo Tribunal da Alemanha, ao abrigo de uma lei germânica que permite o julgamento de crimes de guerra independentemente do país onde foram cometidos. As acusações partem de cerca de onze vítimas (algumas fontes referem doze) que foram torturadas no Iraque enquanto estavam detidas. Janis Karpinski é uma testemunha fulcral do processo, visto que é um antigo responsável de centros de detenção no Iraque, nomeadamente Abu Ghraib entre outros.

Este processo não pode ser levado ao Tribunal Criminal Internacional porque os Estados Unidos não são membros, e também está impedido deser levado às Nações Unidas porque o país tem poder de veto. A organização dos direitos civis americana que encabeça a queixa, acredita que há mais hipóteses de sucesso porque as repercurssões políticas não são tão fortes agora que Rumsfeld renunciou ao cargo no Pentágono.


Faça-se justiça!!

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