terça-feira, 7 de novembro de 2006

Justiça de Saddam Hussein

Parece que afinal concordamos num aspecto...!

Cavaco Silva manifestou-se ontem contra a decisão do Tribunal Iraquiano de condenar Saddam Hussein à pena de morte por enforcamento. Tal decisão resulta da acusação do antigo ditador ter ordenado a morte de 148 xiitas na localidade de Dujail em 1982. Dois dos seus colaboradores também receberam a pena capital. Os advogados já revogaram que irão apelar da sentença.

Mas o nosso Presidente da República, e neste caso, tenho algum orgulho pela "coragem" dele, reclamou que Portugal não é a favor da pena de morte, qualquer que seja o crime cometido pelo acusado. Felizmente também a União Europeia se demarcou da atitude dos States, e se revelou contra tal pena, e se insurgiu mesmo a apelar para que a pena de morte de Saddam não seja executada.

Esta condenação foi aplaudida por Londres e Washington, enquanto que a Aministia Internacional pôs em causa a imparcialidade do julgamento.

Quanto a mim, também não concordo! Não duvido da culpa do ex-ditador mas nunc concordei com a pena de morte e este caso não me parece ser a excepção. Concordo com a pena pérpetua e a meu ver, seria essa a pena que deveria ser atribuida a Saddam. No entanto, não sei até que ponto ele será o único culpado de mortes no mundo. Vejamos o número de mortes que já são uma realidade no Iraque, causadas por uma teimosia por precedentes. E quem as ordenou, de forma indirecta, nunca vai ser responsabilizado pelos seus actos. Até acho que é, por vezes, aclamado... entre outros casos!
A reter este comentário hoje no Diário de Notícias!

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