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Dia do enterro dos chapéus

Como em todo o país, também no Porto o dia de ontem foi caracterizado por uma tempestade de proporções anormais. A chuva é normal, o vento também é normal... mas não nas proporções a que assistimos ontem!

Entre a 13.30h e as 2h experienciei a tempestade que estava. O chapéu não aguentou e entortou, e foi fechado a meio do caminho depois de uma jornada cansativa a tentar segurar o chapéu, a tentar desviar o cabelo da frente dos olhos, e a tentar andar contra o vento. Não foi fácil... nada! Já refugiada no edificio, não me atrevi a sair para ver como estava o tempo e o estado da rua, mas os uivos do vento que ouvia, a quantidade de chuva que caía empurrada por um vento descontrolado, fizeram-me ter medo da hora a que ia sair. Felizmente que ontem não tive de ir fazer uma reportagem para a rua...

De costas para a janela, ia ouvindo uns comentários mais engraçados: "Será que o meu carro ainda não voou?" Mas a melhor veio dos paginadores que contavam que estava um senhor idoso agarrado a uma árvore ... infelizmente não cheguei a ver o caso, porque estava mais preocupada em saciar a minha fome.

Quando saí, por volta das 8horas, a ansiedade para ver como estava o exterior era enorme. Mas não encontrei nada de especial... apenas folhas no chão, e um incontável número de chapéus "mortos", e espalhados pelos passeios de toda a cidade! Eram de todas as cores e tamanhos, com diagnósticos variados: varetas partidas ou tortas, cabos partidos e ausentes, pano rasgado, ou simplesmente caídos no chão e abandonados num qualquer poiso no passeio.

Um verdadeiro enterro aos chapéus de chuva...! O meu ficou magoado mas ainda não foi enterrado (sabia lá se estava a chover quando voltasse para casa...!)

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