Eis ele novamente

As quartas-feiras começam a ser o meu dia da semana favorito. A razão deriva do facto de um jornal, que por acaso também é o meu favorito, ter escolhido (mal na minha opinião) um determinado colunista: Vasco Graça Moura. E todas as quartas as palavras que escreve, fazem-me rir... não porque seja um bom humorista mas porque não consigo entendê-las. Esta semana o assunto principal não mudou muito, mas surgiram assuntos novos: 16 minutos que não mudaram o mundo...


Os 5 minutos que demorei a ler não mudaram em nada o meu mundo... só comprovaram aquilo que penso acerca deste senhor.
  • A resolução 1701 não implica apenas o desarmamento do Hezbollah, senhor Moura. Implica muitas outras coisas que, por acaso, não estão a ser cumpridas!
  • Quem está a violar alguma coisa é Israel por não cumprir o cessar-fogo acordado para terminar com a carnificina, e com a invasão de um país (Mas será que não há ninguém que considere grave a invasão de um país?!)... e não tente arranjar justificações para isto, porque simplesmente não as há.
  • Afirma que houve "jornalistas que descreveram a maneira como o Hezbollah fazia trucagens para desinformação tendenciosa na imprensa internacional"... por acaso não vi essa notícia. Onde foi publicada? E de qualquer forma esta tentativa do Hezbollah para piorar a imagem de Israel não deu resultado. A comunidade internacional está totalmente a favor de Israel... tanto neste caso como noutros! Com a excepção daquilo que chama de "extrema-esquerda"...
  • A ameaça iraniana persiste... pois! E então? Qual foi o único país que já fez uso de armas nucleares para matar pessoas? Foi o Irão?... Que memória curta que a humanidade tem!
  • Terrorismo... pois claro! O que é o terrorismo?... depende da noção que defender... para mim terrorismo é muito mais que bombinhas e atentados...
  • O Eduardo Cintra Torres se de facto fosse jornalista nunca iria publicar aquele texto. Ser jornalista não implica que se deva dizer o que bem nos apetecer, apoiando-nos em testemunhas secretas que não revelamos alegando a nossa profissão. As fontes não podem ser uma desculpa para tudo. Toda a liberdade implica responsabilidade, mesmo neste caso. Pedro Rolo Duarte opina de uma forma perspical sobre este caso, o que talvez explique porque o senhor Moura escreveu o que escreveu. Grande Portugal, grande política, e grande jornalismo infelizmente...
  • A verdade é que a RTP este ano elaborou um documento com algumas regras restritivas para o tratamento jornalístico de incêndios florestais. Ora, não dá para entender: o ano passado todos criticaram as televisões por estarem 30 minutos a falar de incêndios florestais, com imagens chocantes e que consequentemente espalhavam o pânico nos telespectadores. E este ano que se apostou numa cobertura mediática mais sóbria na estação pública, e de acordo com as necessidades do público, critica-se e defende-se que foi tudo controlado pelo Governo. Para quem não saiba, este documento elaborado pela RTP também foi dado a conhecer às outras televisões portuguesas, mas estas não o aceitaram (talvez porque a SIC e a TVI, conhecidas pelo seu sensacionalismo, não estivessem dispostas a absterem-se de passar imagens próprias dos seus serviços). Senhor Moura, informa-se primeiro, e aconselhe o seu "companheiro opinativo" a fazer o mesmo. Só vos ficava bem...

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