sábado, 12 de agosto de 2006

Alerta ao invisível

Ainda não me pronunciei sobre isto aqui mas o meu dia-a-dia tem sido povoado por inúmeras reflexões sobre o assunto. Guerra, fome, condições desumanas a que milhões de pessoas estão obrigadas a suportar. Líderes mundiais, poderosos e frios completamente indiferentes ao que se passa no Médio Oriente. E não falo só do Líbano que actualmente é muito noticiado devido à guerra que suporta. Não podemos esquecer o Iraque que está em plena guerra civil (como eu e muitas outras pessoas previram no início da ofensiva americana de invasão de um país), e de outros países que desconhecem os direitos humanos como o Afeganistão ou o Paquistão. Talvez ainda existam outros mas infelizmente desconheço a sua realidade e portanto não me reservo o direito de opinar.

No Líbano algo se passa de muito grave. E o mais grave na minha opinião é, para além da guerra que é sempre o pior, o nome dado a um grupo que não sei porque se denominou desta forma. Lembram-se do Xanana Gusmão e do grupo de resistência armado que ele comandava? Porque nunca lhe chamaram grupo terrorista? Porque não foi esse o nome dado pelos meios de comunicação social? Ou o nome não surgiu porque os EUA não quiseram? Não lhe dava jeito? Ou ele não se integrava no conceito elaborado por eles de grupo terrorista?
Há muita coisa que não entendo, que não consigo arranjar uma justificação, mas duma coisa tenho a certeza: há uma espécie de força superior, ou uma elite superior que comanda aquilo que vai e pode acontecer (tirando obviamente alguns acontecimentos imprevisiveis!) e esse grupo ou elite também comanda os nomes dados a tudo aquilo que exste no mundo!
O Hezbollah é uma organização política e militar dos muçulmanos xiitas do Líbano, criada em 1982 aquando da invasão de Israel ao sul do Líbano. Desde 2005 que contam com 14 deputados na Assembleia Nacional do Líbano. É considerado uma organização terrorista pelos Estados Unidos da América e por Israel, mas não pela União Europeia (apesar de todos os meios de comunicação social, dos EUA e da Europa, o denominarem agora como tal). Para muitos habitantes do Líbano (incluindo cristãos) e do mundo islâmico, o Hezbollah é uma organização de resistência a Israel.
Eles estão constituidos como um dos principais movimentos de combate à presença israelita no Médio Oriente e já tem objectivos declarados: pretendem o deslocamento integral do Estado de Israel e a expulsão da população israelita.Também desenvolve uma série de actividades, como a ajuda a familiares de "mártires", possui uma rede de hospitais em todo o Líbano (220 mil pessoas em 130 cidades libanesas são ai tratadas), possui uma rede de escolas onde é ministrada a educação religiosa xiita e não só (12 escolas com 7 mil alunos). Tem ainda como objectivos e funções (acho que podemos chamar assim) a reconstrução do seu país destruído por Israel, e ainda o desenvolvimento da agricultura suportada por muitos técnicos especializados que asseguram a subsistência do povo do Líbano.
Porque o post já vai longo só quero afirmar que os ataques terroristas supostamente previstos pela polícia britânica, para mim nunca existiram! Sou da opinião de que foram uma boa forma de desviar a atenção do que se está a passar no Líbano e na guerra vergonhosa que Israel está a provocar! E ainda, para justificar a ofensiva no Iraque e para justificar aquilo que ainda não foi feito no Líbano... amanhã desenvolvo! Entretano deixo duas opiniões diferentes retiradas do Diário de Notícias de hoje:

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