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Mensagens

O canto silencioso

Conseguem imaginar o que é acordar com o som de gaivotas?... Pensei que estava a sonhar mas ao olhar pela janela percebi que os meus olhos já estavam realmente abertos! Estive três dias no Porto, um pouco para me habituar a viver sozinha, mas também para conhecer a cidade. Entretanto acabei por falar com o meu orientador de estágio, que continua a surpreender-me pela solidariedade, boa vontade, simpatia, e mais uns quantos adjectivos (já viram o artigo dele na Visão desta semana?... Fenomenal!!). Foram três dias com bons e maus sentimentos, bons e maus pensamentos... o tempo que passei sozinha fez-me pensar, e na nossa vida há coisas que não devem ser pensadas, repensadas e relembradas! Simplesmente porque não vale a pena, não nos leva a lado nenhum e apenas nos magoa. Não me vou armar em "forte" e dizer que não me senti sozinha, sobretudo á noite, e que não senti (já) saudades... mesmo daquilo que não estava perto de mim em Coimbra. Há de facto pessoas que são logo relembra...

weee

Ele aceitou!!! weeeeeee :) Quer dizer... há uns problemas porque estranhamente não tem formação universitária, mas tem experiência suficiente para me ajudar no meu estágio! E no relatório também... de qualquer forma vou informar-me se é obrigatório ser licenciado em alguma coisa... aii aii ainda estou nas nuvens! O nome dele é: Miguel Carvalho , grande repórter da Visão ! Soube mesmo agora... e o email surpreendeu-me imenso visto que foi muito informal, contrastando com o meu que era muito formal, até porque nós nunca sabemos quem vamos encontrar do outro lado. Apesar de ser apenas dez anos mais velho do que eu, nunca imaginei que aceitasse e que me respondesse sequer... aliás, ainda hoje numa conversa de café comentei que já tinha perdido as esperanças que ele me respondesse, mas que estava decidida a procurá-lo na delegação da Visão no Porto... só era preciso ter coragem... Não caibo em mim de felicidade!!! Tenho acompanhado de perto o trabalho dele na Visão e a sua forma de escrever...

A entrevista de Cavaco Silva

Numa viagem quase acidentada não se falava de outra coisa na rádio: a entrevista do nosso Presidente da República ao El País , dois dias antes de Cavaco Silva (omissão do Professor por razões lógicas!) iniciar a sua primeira visita de estado. É uma boa entrevista mas não gostei da entrada. Acho que não está imparcial e para além disso tem muitos lapsos injustificáveis. No lead notamos uma importância excessiva dada aquilo que Cavaco disse sobre a União Europeia, como se ele fosse alguém com um lugar de destaque na UE. Não tem, apenas é Presidente da República de um país que muitos europeus nem sabem que é independente de Espanha. Ao longo da entrada noto muitas opiniões do jornalista, totalmente desnecessárias nesta entrevista. O pormenor da gravata está interessante mas o lapso de não mencionar Manuel Alegre por ter sido o verdadeiro opositor de Cavaco Silva e não Mário Soares (que ficou em 3º lugar!) , é muito grave. No meu ponto de vista pelo menos! Apresenta Cavaco como sendo uma ...

Sorry

Não sei como começar... nem sequer como dizer o que, depois de algum ajuntamento, não me deixou dormir mais de duas horas hoje. É a minha frieza que fica insuportável com as pessoas de quem mais gosto (e também estou a falar de amigos)... o medo de voltar a ser enganada, magoada e de voltar a fugir-me o mundo por debaixo dos meus pés, faz com que a frieza aumente a cada dia que passe. O facto de haverem tão poucas pessoas que merecem a minha confiança, amor escondido, carinho inexistente, faz com que a minha frieza já descendente familiarmente, aumente sem cessar. Sem justificações racionais, sem coibimentos, sem controlo... e depois de passadas as situações, o peso enorme na consciência é insuportável. O desejo de pedir desculpa aumenta, mas a coragem de o fazer é derrotada pelo medo de ser magoada novamente. Se não dermos uma oportunidade nunca saberemos o que pode sair daquele "buraco", a teoria toda já a sei demasiado bem pelos conselhos que dou aos outros. Mas na prática...

Testemunho

Tenho andado um pouco ausente daqui e da própria Internet. A mudança , a casa que finalmente arranjei, o exame que tinha para fazer na quarta da outra semana e que apesar da chuva correu bem, o meu orientador de estágio (façam figas!!), uma parafernália de coisas que tenho de fazer (e quero) antes de me ir embora. Antes de não ter tempo para mais nada a não ser estar agarrada a um computador ou andar à procura de algo que mereça atenção. Relativamente à casa já está tudo tratado. Infelizmente deixei isto para os últimos dias, e a escolha não foi muita. Apesar de não ser um palacete, é acolhedora e simpática, e por isso estou à espera de algumas visitas pela Invicta! Fica pertíssimo de algo que sempre quis conhecer no Porto: o mercado do Bolhão . Há uma semana, quando andava de mapa na mão, à procura da Rua Formosa passei por um edificio enorme que se identificava como o Mercado do Bolhão, e pensei: "Não pode ser perto... seria bom demais!" Mas afinal era mesmo bom demais e...

Rapto?

Por tudo aquilo que ouvimos nos noticiários nacionais e estrangeiros e lemos nos jornais, definimos rapto como a retenção e captura de alguém contra a sua vontade . Mas quando se trata das retenções mal definidas ocorridas no Iraque ou noutros países em guerra, a definição de rapto muda drasticamente para outra palavra mais aceitável. Apenas é rapto quando as capturas tenham sido feitas por insurgent es que, afinal de contas, estão a manter acesa a chama da guerra... Em Abril deste ano um fotógrafo da Associated Press (AP) foi capturado pelos militares norte-americanos , e hoje, 5 meses mais tarde, continua detido sem culpa formada, sem acusação concreta enunciada e sem defesa possível. A AP (uma das maiores agências a nível mundial!) e outras organizações de jornalistas exigiram ao Pentágono a libertação deste profissional da imagem, ou o rápido julgamento em tribunal. Mas, e com toda a arrogância característica, o Pentágono reitera que tem autoridade suficiente para o prender indef...

Uma simples escolha de palavras

Hoje é Quarta-feira e como tal, Vasco Graça Moura usou o seu semanal direito opinativo no Diário de Notícias com este texto: O terrorismo do alvoroço hipócrita . Estranhamente e pela primeira vez em alguns meses, não discordo (mas não na totalidade do texto) do que este senhor escreveu. De facto o Papa Bento XVI não quis ofender os muçulmanos nem Maomé . O que aconteceu é que as televisões apenas transmitiram essa parte do discurso, sem o dito anteriormente e posteriormente e que explicaria na perfeição o que o Papa queria dizer com aquela citação. Também não é mentira que toda esta "confusão" poderia ter sido evitada, se o Papa tivesse um pouco de bom-senso e preferisse não tocar neste assunto sensível. Mas esta situação também teria sido evitada por muitas outras circuntâncias, sobretudo se os media também demonstrassem bom-senso. Até porque, da primeira vez que ouvi esta notícia fiquei com a nítida e absoluta certeza de que o Papa tinha perdido a cabeça e que estava a of...