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Mensagens

Sangue do meu sangue

Dizem que a vida é como um gelado... temos de o aproveitar e saborear rápido ou ele derrete-se num ápice. E esta é uma verdade. Há dias, semanas, momentos que nos fazem parar, estagnar no meio da noite e do dia, e geralmente são estes os momentos que mais magoam e que mais se prolongam nos tempos. Até por via das circunstâncias já pensei muito no meu sangue, esse tal que tem uma disfunção que me irá obrigar a ter cuidados redobrados para o resto da vida. Já o aceitei assim, custou mas já fiz as pazes com ele e seremos eternamente os melhores amigos. Mas talvez esse facto genético não tenha sido obra do acaso. Nos últimos tempos, e já há muitos anos que tenho sentido o mesmo, que noto que quem tem a correr nas veias o mesmo sangue que o meu tem demonstrado que não são, não pensam e não agem como eu. Nada de estranho e este não será caso único. Muito menos irei julgar as pessoas em questão, gosto demasiado delas para o fazer além de não merecerem. Mas, na realidade, isto entristece-m...

Come... As You Are

52 pode ser o número fulcral desta história que está dentro de outra história e, de certa forma, é-o. São 52 histórias inseridas em 52 manhãs de 52 pessoas e contadas ao longo de 52 semanas. A ideia é acordar, abrir os olhos e contar a sua história através da lente de Kyle Lamere, um fotógrafo de Chicago. Ao longo do amanhecer de cada uma destas 52 pessoas são lhes feitas perguntas, tiradas fotografias como se de um diário de uma manhã se tratasse. Surgem perante os nossos olhos palavras, frases, vidas diferentes, as imagens mostram-nos outros pormenores não contidos naquilo que é contado. São vidas como as nossas, pessoas com uma manhã díspar, com as caraterísticas intrínsecas à sua forma de viver. É uma leitura de um mundo feita de uma forma simplista mas que significa mais do que possamos imaginar, se conseguirmos ler e observar com os olhos mais observadores aquilo que este projeto transmite na sua essência. Kyle Lamere concebeu o projeto porque considerou que vivemos num ...

as crianças. na praça.

Na praça onde trabalho há crianças. crianças que brincam no meio da erva a que chamam relva, na imundice deixada pelos adultos viciados em aditivos. naquela praça já não há pais que acompanham as crianças à escola, não há amparos nem preocupações. a chuva cai e, sozinhos na praça, acompanham-na até chegarem à soleira da porta de casa. as crianças, na praça onde trabalho, vão para a escola sozinhas. acompanhadas pela mochila, o saco de pano que lhes acalenta os conhecimentos que eles querem assimilar. o mundo que habitam não lhes dá esperança para o que trazem, todos os dias, no saco de pano. a praça onde trabalho é dividida por uma auto-estrada. de um lado há um mundo normal e do outro crianças sozinhas a deambular para a escola. os adultos vivem a sua anarquia em cada esquina. as caras tristes e sem sonhos, os olhos vazios, os cabelos desgrenhados ao sabor do vento e dos raios de sol que se soltam por entre as árvores. a praça onde grassam vícios no chão. onde nem sempre o vento ...

Ansiedade, a amiga do equilíbrio

A bolha rebentou, segundo dizem... Acordei há uns dias sem equilíbrio, não mental mas físico mesmo. Tonturas, vertigens, tudo ao molho e fé na hora em que estaria e sentiria os pés bem assentes na terra. Isso não aconteceu tão cedo e tive de ficar em casa de molho, dormir horas e horas com um cansaço inimaginável. E a ida ao médico veio a seguir. Cansaço, stress, ansiedade. Sempre a ansiedade segundo eles ditam. Nunca ouvi uma história em que alguém tem tonturas e vertigens devido ao cansaço e ansiedade, mas o corpo é que manda e os médicos estudaram anos e anos para alguma coisa, pelo menos gosto de pensar assim. Solução: entreter-me com algo. Colocar cá para fora os projetos que tenho no meu imaginário, fazer desporto (ontem foram 12 km que me deixaram com umas dores que me fazem andar tipo pata seca), ter um pensamento mais positivo (a vida também não está assim tão má, caramba!), fazer aquilo que mais gosto (já tenho um puzzle e um livro iniciados e à espera que vá ter com eles.....

a minha vida é o título de um jornal

Pensamos no significado da palavra felicidade. Limpamos as arestas e atestamos que é difícil chegar a esse patamar juntamente com outra pessoa, completamente diferente de nós. Mas acreditamos ser possível apesar de nos surgirem muitas escadas ainda por subir, muitas arestas por limpar e picos por limar. Pensamos no resto que nos rodeia, o mundo à nossa volta, as pessoas e os seus problemas que acabam por nos abalar da mesma forma. Questionamos se será possível, algum dia, sermos verdadeiramente felizes com aquela pessoa. Por vezes não é uma questão de querer, simplesmente não dá, os pontos não ligam, as estrelas não estão alinhadas para isso porque, simplesmente, têm outras propostas de futuro para nós. E depois de já nos termos comprometido com essa pessoa. De querermos construir algo ao lado dela, de nos termos esforçado ao ponto de termos vivido fingindo não sermos nós, concluímos que não há ali um alinhamento possível, de que o futuro será pautado de discussões, descarrilame...

Dos 60 aos 72

O tempo vai passando e o mundo à nossa volta vai mudando. As expetativas profissionais e pessoais vão aumentando, tendo mais sonhos e desejo de conquistar o nosso mundo. No entretanto, a balança é algo que não é das coisas mais imprescindíveis quando se arrenda uma casa e se mobila a mesma. Há tanta coisa para comprar e com tão pouco dinheiro, a labuta continua e o tempo escasseia. Depois de algum tempo numa nova caminhada, a casa mais composta, e numa ida relaxada a um supermercado a balança simples e barata surgiu perante os meus olhos, ao que o meu cérebro respondeu “sim, compra que já nem sabes quanto suportam os teus pés!” E lá a levei. Experimentei mal cheguei a casa e conclui que tinha aumentado de peso, 4 a 5 kg, não sabia ao certo de há tanto tempo que não fazia as contas. Resolvi que ia fazer dieta mas como o fazer se no meu trabalho havia o hábito de se comer um pão ou um croissant com queijo a meio da manhã… e eu que nem sou apreciadora de pão ou croissant tinha embar...

Os nossos educadores. Impostos ou os melhores?

Acho piada, já há algum tempo ou talvez desde que comecei a pensar no assunto que, determinados portugueses ora porque são amigos deste ou daquele ou porque têm paleio suficiente para o fingirem ser, que ganham a vida a escrever/ter ... blogs! É inacreditável, ou então é a minha inveja pessoal a falar por si própria, se bem que nunca imaginei que ela tivesse uma voz audível. E, acordamos, ligamos o computador e muitas das coisas que a generalidade das pessoas leem ou ouvem na televisão surgem de mortais que não têm muito mais cultura do que um cidadão normal ou experiência mas que tem pinta, é bonito ou agradável nas palavras que canaliza para quem ouve os seus pensamentos. E penso na minha ingenuidade: serão estes agora os novos educadores do mundo e do que o rodeia? Falam como se soubessem a próxima chave do Euromilhões! Não quero ser inebriada perante o que oiço. Julgada por ter pensamentos diferentes ou sequer criticada, sem justa causa, por ser diferente....