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Mensagens

Faith no More - Memorável

Começou o concerto de uma forma irreverente, a tocar um instrumento, e vestido como se estivesse preparado para entrar numa igreja. Na primeira música surgiu o “monstro de placo” que Mike Platton encarna: segurou o microfone com os dentes, gritou, berrou, atirou guitarras. Só me perguntava: o que pode vir a seguir?? Isto não foi um concerto, foi um espectáculo memorável!!! E o crowd surfing? Como é que um homem daquela idade faz aquilo? E quase fica sem um sapato, e chama besta ou bestiais, num português abrasileirado, ao publico e sorri! E chama nomes ao Ronaldo, com milhares de portugueses a aplaudir. Isto é que é um senhor sem papas na língua. Um homem do rock, do punk, do palco. Mas quem se ia lembrar de cantar uma música da banda, escrita originalmente em inglês, em português? È inacreditável! Nunca acabem, Faith no More, por favor. Continuem a viciar-nos em vocês, e nas vossas músicas, estilo eclético, de show e amor ao público e à música, de camisas suadas e muita energia ainda ...

Alice in Chains - Rooster

Estou sem palavras. Parece que alguém ressuscitou nesta banda. Layne Stanley. Fenomenal este concerto. Arrepiei-me e nesta última música, tamanhas eram as semelhanças que fiquei um pouco comovida. Parece que este ilustre desconhecido de nome Will DuVall não deixou que os Alice in Chains desaparecessem, ressuscitou a banda pela sua voz incomparavelmente semelhante à do Layne, pela sua postura em palco, e amor ao rock e ao grunge, e a esta banda velha mas renascida. Jerry Cantrell já soma uns anos mas isso não se nota em palco. Sempre a cantar, a tocar, enfim, a ser um dos Alice in Chains com a postura que deve. Acho que só faltou dedicar uma música ao vocalista falecido, mas para mim todo o concerto foi dedicado a ele! Muitas saudades! Quinta-feira não pude ir, mas eles prometeram voltar em breve! Conto com isso, e esperar...

Portugal reconhece mais um grande homem: Miguel Carvalho

Sinceramente não me lembro qual foi a primeira reportagem que li assinada por ele, mas chamou-me a atenção. Li o artigo uma, duas, três e quatro vezes e sempre que chegava ao fim apetecia-me chegar ao início para recomeçar. O meu pai, depois de perceber que eu não estava louca e queria mesmo seguir o meu sonho dos 7 anos, tornou-se assinante da minha revista de eleição. A revista onde ele escrevia. Às Quintas-feiras quando a revista chegava, em dois minutos ia da primeira à última página à procura de algo assinado por dele. O curso era teórico, queria algo mais prático e foi quando surgiu a oportunidade de trabalhar como jornalista para o rugby. Aprendi uns passos mas ainda me faltava tanto, tanto, sobretudo saber como me devia comportar no terreno. Sim, porque o jornalismo faz-se no terreno e não numa secretária, fechada numa qualquer sala. O trabalho apenas fica completo aí. Ainda só gatinhava lentamente, queria levantar-me calmamente e tentar caminhar com uma bengala. Começar a anda...

Posso pagar de outra forma?

Pode parecer que é dedicado a algum namorado ou amor perdido. Mas não é! Ou pelo menos um amor de desejo, mas sim um amor de amizade, de irmão para irmão, de alguém que nos conhece melhor que nós próprios. Quem já teve a sorte de encontrar alguém assim? Julgo que poucos. Poucos tiveram a sorte de sentir uma amizade sincera, em que, mesmo longe sabem que o amigo está ali ao lado, para o que der e vier. Mesmo que seja por uma simples tecnologia como o telemóvel. Sentir uma felicidade imensa porque o outro conseguiu o que queria. Um orgulho naquilo que o outro vive, que conseguiu através do mérito intrínseco a ele próprio. Ainda não é fácil falar, mesmo depois de dois anos passados. Não consigo explicar de uma forma mais racional sobre uma pessoa que me abandonou, que já se esqueceu do que fomos. Não é fácil aceitar que tudo terminou, mesmo 600 dias passados, com as saudades a palpitar a cada dia que passa. Se pudesse pagar o que quer que fosse para ter o que já tive, e que por medo, nem ...

Mais um rebento

Julgo que já não é segredo para ninguém, e por isso não me contenho mais: vai nascer mais um membro da família Paulino daqui a uns meses. O sexo ainda é incógnito, mas a barriguinha cresce a olhos vistos e bem redondinha. O que me fez pensar (sim, penso sempre muito). Adoro a Sofia, é das coisas mais importantes e o meu sorriso espelha bem o que digo. Não dá ou nunca deu trabalho que me tenha aborrecido (sim, porque é óbvio que as crianças dão trabalho mas é um trabalho dito "agradável") mas fez-me pensar que tinha mais uma responsabilidade, uma criança na família, nas minhas mãos. E, acho que me fez crescer muito! E agora vem outra/o. (E apenas sou tia, imagino o que ia sentir se fosse mãe... mas isso já é outra história). Aqui fico à espera dela, daqui a 6 meses, mais dia menos dia. Tentar ser mais racional e calminha para acolher mais um rebento, e ainda mais responsável. Mas às vezes assusta!

Que Deus nos ajude

Há coisas que sempre me aborreceram até às entranhas. Comecei a dar mais importância ao assunto quando surgiu em Portugal o caso da Casa Pia de Lisboa, onde várias - dezenas ou quem sabe, ao longo dos anos, centenas - crianças eram abusadas por gente de renome e outros mais anónimos. Miúdos sem eira nem beira, sem família, com alguns pesadelos do seu passados e com mais ainda de um presente que não solicitaram a ninguém. Serem violentamente agredidos e violados, sem saberem porquê. Provavelmente muitos sentiam-se lixo por não terem ninguém, e julgavam que por isso, tinham sido escolhidos como vítimas para uma acção tão atroz por parte dos adultos. Quem sabe o que não terá passado pelas cabeças destas crianças! Algum tempo depois diziam que muitos o faziam por dinheiro, para terem umas sapatilhas de marca ou umas calças Levi's. Tretas! Faziam-no porque eram obrigados, porque sabiam que o tinham de fazer por não haver outra hipótese, não tinham quem os protegesse, como eu e muitos ti...

Respirar o espírito de Seattle

Dia 23 de Abril, 21 horas, Coliseu do Porto.... Sonic Youth! Só espero reviver o espírito de Seattle, se ainda é possível hoje em dia. Dia 24 trabalho em Lisboa...mas nem que não durma, não posso perder a oportunidade de respirar outros ares... :)