Avançar para o conteúdo principal

Um estado de alma

Olho para as notícias deste país e parece que anda tudo às avessas. Ou não parece, andam mesmo! Uns matam-se e matam outros, uns reclamam por aquilo que julgam ter direito, outros calam-se como por medo das represálias. O que acontece aqui também acontece dentro das nossas vidas, já o tenho dito imensas vezes, mas causa-me algum espanto esta inércia. Talvez seja inocente por isso...

Amanhã é quinta-feira, e às 22 horas ou estará a maioria dos portugueses a sorrir, lançar foguetes, apitar e festejar, ou a reclamar com este e aquele porque falhou aquele e outro passe ou possibilidade de marcar um golito. Futebol. Esta adoração pelo futebol transcende-me, de facto. Não que não goste, vejo os jogos da seleção e torço por Portugal, mas há coisas que me preocupam sobejamente como o estado a que isto chegou.

Ontem fui descansar com o coração aos saltos. Apaguei a luz e não consegui adormecer, no meio desta inércia do sonho que não vinha, resolvi voltar a acender a luz e pegar num livro. Li algumas frases, ações de alguém de quem eu gostava que tivesse encarnado em todos os portugueses e deu-me algum alento. Isso não significou que não tenha tido hoje um dia dos diabos, de tão frustada que estava, mas deu-me alento saber que houveram homens assim, e esperançada de que ainda hajam. Quando saí do trabalho ouvi na rádio um militar a reclamar os seus direitos, os direitos dele que era da função pública e tinha direito ao subsídio de férias. Mas ele reclamou que os militares tinham mais direito a esse mesmo subsídio do que os outros funcionários públicos porque eram especiais, porque tinham um horário especial e um estatuto diferente. E fiquei e estou desolada. Talvez não haja mesmo solução para este país porque cada um pensa por si, defendendo os seus direitos sem pensar no próximo que também os tem e talvez até necessite mais deles.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Aquele mito...

Kurt Cobain deixou uma clínica de desintoxicação em Marina Del Rey na Califórnia no dia 1 de Abril de 1994, tendo sido dado como desaparecido. Foi encontrado morto sete dias depois. Courtney Love estava em Los Angeles (segundo ela em trabalho, o que muito espantou a sua manager, Rosemary Carroll) e contratou o investigador Tom Grant para encontrar o seu marido. Tom sempre duvidou da tese da polícia de "suicídio", e por isso durante meses investigou o caso, contrapôs provas e factos, entrevistou amigos próximos e familiares de Kurt. Chegou à conclusão que Courtney Love e Michael Dewitt (o empregado que vivia na casa de Seattle) estavam envolvidos numa conspiração que resultou na morte do líder dos Nirvana. Parecia que não era a primeira vez que Courtney atentava contra a vida de Kurt, mas tinha sido a primeira com êxito! Em Dezembro de 1994 Tom começou a falar publicamente do que tinha descoberto, e viu-se alvo de várias ameaças físicas e legais, tal como os órgãos de comunica...

Lindo!

Há pessoas que dizem precisar de um chocolate, um rebuçado, um abraço ou um beijo num determinado momento. Geralmente sem razão aparente... pois eu, neste momento, apetece-me ver Blind Zero ao vivo. O Miguel a cantar esta e outras canções. Sem justificação apenas a de um desejo grande! A razão... ficou o gostinho de o ouvir na Praça da República a cantar este cover!

Com ainda uma semana de férias: "bora" a Londres?

Há quem diga que tenho um "fetiche" musical por quem morre aos 27 anos. Não é mentira muito por culpa dos meus amores do rock'n roll que se foram demasiado cedo. É o supra-sumo Kurt Cobain, Jim Morrison, não esquecendo a hippie Janis Joplin. A galeria Proud Camden em Londres tem até 9 de Novembro uma exposição denominada "Forever 27" com fotografias dos meus malogrados ídolos, sem esquecer outros que viram a sua vida terminar a 3 anos de serem trintões. A entrada é gratuita. Que vontade, ahhh!