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A coisa está preta!

Todos nós dependemos dela, sejamos comunistas ou socialistas, realistas ou sonhadores. Até nas mais pequenas coisas do dia-a-dia como comprar pão, lá está ela a jogar, a favor ou contra. A economia mundial, pois claro!

Hoje fui para o trabalho a ouvir falar das quedas bolsistas, que assolaram os mercados europeus. E finalmente chegou à consciência de alguns que a crise não era apenas americana, mas sim mundial. Que não estamos num cantinho sossegados, ou que a Europa não está a salvo de nada porque vivemos num mundo global, numa economia capitalista, e dependemos todos uns dos outros. De uma forma ou de outra, mais ou menos dependente.

Não acredito no fim do mundo por tudo estar tão diferente, mas acredito numa mudança grande que está para explodir. Acredito que muitas coisas vão mudar, desde poupanças a ordenados chorudos, a empresas que funcionam de determinada maneira até bancos falidos, e que apenas ficarão na história. Em Portugal muitas empresas não vão aguentar o rombo, muitas famílias terão de arranjar uma solução para uma casa que não tenha de ser paga por empréstimo bancário, os filhos ficarão ainda mais anos em casa dos pais, e a comida continuará a escassear na mesa da maioria dos portugueses!

Galp, EDP, Renováveis, BCP, BES, Sonae SGPS, Portucel, etc., etc. todas hoje viram o valor das acções a cair. O que significa que em apenas um dia se tornaram em empresas menos valiosas. E quem possui acções viu a sua "fortuna" desvalorizar, fica com medo e tenta vender, e o resultado? O valor dessas mesmas acções fica ainda mais baixo porque há muita oferta e pouca procura. O pânico já se instalou com o medo de tudo tremer ainda mais, e a crise ficar ainda pior. Porque quando pensamos que o pior já passou, enganamo-nos e geralmente ainda piora mais. A Euribor, de que a grande maioria dos portugueses está dependente, também não dá mostras de diminuir, e as casas e carros e demais empréstimos ficarão ainda mais caros. Os ministros das Finanças europeus reuniram-se de emergência, preocupados com a situação, mas parece que o pessimismo dominou a reunião. Melhores dias, por favor! Já ouviram falar de 1929?

Vou continuar a comer tudo o que me aparece sobre o assunto, preocupada que estou com esta problemática. Não pelos meus empréstimos, que ainda não contraí, mas pelos de outros pelos quais invariavelmente sinto uma espécie de empatia. Porque ainda faço parte do pequeno grupo de portugueses que tem umas poupanças para dias mais difíceis...!

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