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Primeiro os primeiros

Acho que sou autêntica e transparente. Ou gosto ou não gosto. Sem meios termos. E se reprovo, não o escondo por muito tempo. Posso ser fria e permanecer distante, mas se a voz não engrossar é porque gosto. E quando gosto é porque gosto, mesmo muito! Tenho um amigo que me acusa de ser cada vez mais desconfiada em relação às pessoas, se as catalogo como não sendo autênticas, não lhes dou uma segunda hipótese. É um erro a corrigir. Quantos já não perdi por não respirar fundo e sorrir pela segunda vez. E porque não pela terceira vez?

Talvez porque a diferença resida nos Filipe's, Tania's, Rui's, Mafalda's, Miguéis, Joões, Joana's, totalmente diferentes das Ana's, Daniéis, Bruno's, Ricardo's, Patricias, etc. Não sei explicar racionalmente a diferença mas ela existe e é muito nítida. Na minha voz, no meu sorriso, no bater do coração, nas palavras soltas, nas minhas atitudes, nos ouvidos que não se cansam de ouvir a mesma melodia, em tudo. Na preocupação que existe para uns e não para outros, na curiosidade, no questionar e até mesmo nos sermões a que, por vezes, também tenho de me dedicar. Por gosto. Porque gosto! Porque me preocupo e porque faria muitas coisas, difíceis mas possíveis, só porque gosto. Até o acabar de vícios. Se um deles assim mo pedisse de coração. Os primeiros e não os segundos.

Talvez por isso seja assim tão difícil conquistar-me. Porque é necessário ser autêntico. Não precisa de ser bonito, olhos azuis ou loiro (bom...aí poderá conquistar-me de outra forma ..ahaha!), gordo ou magro, porque todos eles são diferentes. E se os conhecessem iriam pensar qual seria a fórmula mágica, tamanhas as diferenças. Não há! Apenas ser autêntico. Puro. Para se ser autêntico não basta querer, é preciso ser! É tudo tão simples...

E não me lixem. Não tentem enganar-me, sendo simpáticos e queridos e amáveis, só à espera de conseguir lucrar com isso. Esse tipo de coisas não perfigura nos primeiros, e nem sequer nos segundos. Apenas não figura em lado nenhum no meu mundo. Por não entender, não tolero o gesto, a atitude. Até posso nem conseguir entendê-la, e ir ao sabor do vento, mas se me cheirar a esturro, as defesas abrem-se e a expulsão é imediata. Só com a excepção de ser em trabalho, não mais do que isso. É assim tão difícil lidar comigo?

P.S.: E porque não sou idiota, a desconfiança ao máximo leva-me a identificar o que reprimo por natureza. Até hoje ainda não consegui perceber, e ninguém me conseguiu explicar a razão de uma amizade apenas porque há um interesse qualquer! Ou não há uma razão coerente mas apenas o "porque gosto", ou não é amizade no significado puro da palavra.

P.S.2: Joss Stone linda no Rock in Rio, como seria de esperar ;)

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