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A eles...

Todos temos pessoas importantes na nossa vida. Uns porque gostamos muito deles, outros porque estamos sempre com eles, outros porque nos conhecem melhor do que nós próprios. Outros há que cumprem na perfeição todos os requisitos, e tornam-se no nosso melhor amparo nos piores momentos. Aqueles que basta um olhar para entender o que nos vai cá dentro... e como isso é importante quando o nosso coração teima em não querer falar.

O álcool, o dia agitado, a noite menos boa fazem-nos não dormir, ocupando a mente com pensamentos proibidos, acordar sem nunca ter adormecido. Chegar a casa com o chilrear dos voadores, o adeus à noite anterior e as boas-vindas da madrugada. Tudo num turbilhão gigantesco do passado, presente e futuro desejado... numa sensação de impotência sem importância para mais ninguém do que nós próprios.

O dia seguinte nasce e o sono não vindo, torna a noite sem efeito. Os pesadelos são vividos nas horas contadas e acordada a ouvir o nascer do dia como se não tivesse existido uma noite. Talvez o melhor fosse não ter existido mesmo! Não guardar qualquer recordação dela, não justificar aquilo que não aconteceu como se o destino tivesse algum poder para mudar o eterno. Aquilo que nos calhou na sorte ao nascer. Ou no azar. Ou em nenhum dos dois.

E alguém descortina o que se passou sem perguntar. Apenas olhando para o olhar, o pensamento, o coração, a cabeça que não adormeceu nessa noite. E imagina que o melhor será falar levemente, o resto virá por acréscimo quando tiver de ser. AS palavras adequadas são ditas e tudo o resto faz significado sem sequer ser discutido. E assim foi e continuará a ser! Porque é bom ter amigos assim, não são muitos mas valem a pena. Valem muito a pena! Sempre! Hoje e para sempre! Obrigado!

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