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Prédios em (des)construção?

Ontem, num passeio nocturno por Paço de Arcos encontrei uma velhota de cabelos brancos, simpática, solitária e muito conhecedora daquilo que a rodeia. Ora, ao lado da casa dela foram construídos há uns tempos longos, vários prédios... mas o projecto consistia na construção de vivendas tal como relatava um placard que durante muito tempo esteve em frente ao imenso terreno.

O que é facto é que começaram a construir uns "mamarrachos" ao invés de vivendas menos altas e mais vistosas. A construção parou porque, segundo me relatou a senhora de cabelos brancos, em frente aos prédios vive uma conhecida juíza, de casos complexos, numa casa que não tem janelas para a rua apenas para a frente da casa dela que fica nas traseiras, por uma questão de segurança.

Segundo a senhora, a juíza não aceitou aquelas construções porque alguém num andar acima poderia alvejá-la para dentro de casa, tendo acesso às únicas janelas de uma casa invulgar, de alguém que merece o mínimo de respeito e segurança. O processo foi interposto mas até agora ninguém sabe o que vai acontecer: as obras estão paradas, alguns andares já foram vendidos e continuam os prédios altos, podendo a qualquer momento alguém ciente da facilidade do acto, atingir a juíza na sua casa.

E como é que um construtor que faz projectos para uma meia dúzia de vivendas pode mudar o que tinha planeado para uma meia dúzia de prédios? Será legal (duh...)? Como poderá ter sido feito? A Câmara e demais organismos não tem responsabilidades nestes casos ou prefere não as ter quando o caso dá para o torto?

Com o abandono dos prédios a zona ficou mais perigosa por ser a zona de paragem de muitos toxicodependentes que se refugiam nas paredes de tijolos, longe de olhares indescretos, e várias casas nas imediações foram assaltadas o que não acontecia antigamente. Muitas perguntas sem resposta, muitas indignações caladas, muitas revoltas silenciadas e uma certeza: quem tem poder consegue o que quer...

Obviamente há que lembrar que Paço de Arcos faz parte do Concelho de Oeiras, cuja câmara municipal é presidida pelo mediático Isaltino Morais... Paço de Arcos é uma vila pequena, recatada, com a maioria das pessoas oriunda da classe baixa ou média, onde este tipo de situações pode acontecer pela calada. Sem que os media saibam o que se passa, e sem que os populares possam fazer ouvir as suas vozes de modo a relatar o que se passa no seu pequeno mundo.

Outra história é que na mesma zona, há uns anos atrás, foi construído um prédio, pintado, pronto a ser habitado. E num dado dia, sem que ninguém consiga contabilizar as horas exactas ruiu sem dizer um "ai". Sorte: ainda não estava habitado. Questão: Como é que um prédio recentemente construído cai?

P.S.: Em Coimbra há uma situação semelhante, de uns prédios construídos com andares a mais. O construtor foi obrigado a tirar o que não estava no projecto, ou que estava mas não devia estar. Até hoje os prédios continuam em construção, sem modificação nos andares e sem data marcada para poderem ser habitados. Pelo que sei, muitos andares, se não todos ou quase todos, já foram comprados...

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