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O previsto...

A decisão de Paulo Portas regressar ao CSD-PP deverá ser anunciada ainda esta semana.

O regresso, pensa-se, está relacionado com o afastamento de dois delegados de Évora e Portalegre, apoiantes de Portas, na última terça-feira. Para além disso, o antigo líder deverá ainda usar como argumento para o seu regresso, os resultados do referendo sobre a despenalização do aborto. A questão que poderá colocar será a da derrota de Ribeiro e Castro no último Domingo, a contrastar com a sua vitória há oito anos atrás no primeiro referendo realizado em Portugal, com a vitória do Não. O Correio da Manhã e o Jornal de Notícias avançaram com esta notícia, e relembraram aquilo que Portas disse no seu programa na SIC Notícias: "Depois do referendo, direi o que penso. Não o direi como comentador mas como militantes que já presidiu a uma instituiçãi e que fez um grande esforço para a unir".

Ribeiro e Castro já avisou que irá disputar o Congresso com Paulo Portas caso isso seja realmente necessário. E declarou que o congresso não se poderá realizar antes de Maio, visto que antes terá de se convocar um conselho nacional para marcar o congresso extraordinário electivo. Lourenço Féria, delegado distrital de Beja, também já fez saber que não concorda com o regresso do antigo líder, e não acredita que os militantes, "querem de volta um comandante que abandonou o navio, quando havia a previsão de uma tempestade".

João Almeida, líder da Juventude do Partido e opositor de Castro, defendeu a necessidade de convocar um conselho nacional extraordinário para discutir a situação do partido, devido aos resultados do referendo e das últimas eleições legislativas. Tudo em conformidade por saber que Paulo Portas deseja regressar à liderança do seu partido de sempre. Maria José Nogueira Pinto, a presidente da mesa, já defendeu que neste momento não há necessidade, mas que se pode comvocar uma reunião extraordinária do Partido para Março. E para isso ser possível pede aos conselheiros para que sugiram temas que possam ser debatidos na reunião extraordinária, visto que "não se irá apenas falar sobre os resultados do referendo".

De relembrar que também Paulo Portas fez campanha pelo Não à despenalização do aborto, em que defendia que Portugal não necessitava de uma lei como a que foi aprovada em referendo, porque: "Se as condições de informação, contracepção, prevenção da sociedade portuguesa aumentarem, porque é que nós vamos para uma lei que, no fundo no fundo, liberaliza o aborto sem qualquer restrição, sem qualquer domínio, sem qualquer condição?"

Era um regresso previsto pelas aparições públicas que têm aumentado nos últimos tempos. Pelo protagonismo desejado e por outras coisas demasiado visiveis... os militantes irão decidir se desejam ver regressar o seu líder de tantos anos que se foi embora sem uma clara justificação, ou se simplesmente preferem ficar com Ribeiro e Castro que nunca demonstrou "muito amor à camisola"!

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