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O preço a pagar

O Instituto Internacional da Imprensa elaborou uma lista de 50 nomes de todo o mundo que se sagraram pela sua coragem na liberdade de imprensa. "Heroína da liberdade de imprensa" foi o nome dado à jornalista russa Anna Politkovskaya, assassinada em Outubro de 2006 num elevador em Moscovo. A nomeação é uma homenagem à sua coragem mas também é um reconhecimento das lutas de inúmeros jornalistas corajosos.

Dos jornalistas portugueses faz parte Nuno Rocha, que se destacou no período da revolução de Abril de 1974 e se bateu sempre pela liberadde de imprensa.

Ao longo do ano de 2006 foram mortos 105 jornalistas em todo o mundo, o que caracteriza este ano como o mais mortífero de sempre. O Iraque encabeça a lista dos países mais hostis para a classe jornalística: desde a invasão em Março de 2003, já foram assassinados 89 jornalistas e 37 colaboradores.

Mas há outroas formas de pressionar os jornalistas ou mesmo de matar a sua alma: em 2006 foram presos 134 jornalistas no exercício do seu trabalho em 24 países. A China encarcerou 32, Cuba 24, Eritreia 23, Etiópia 18. As acusações passam por rebelião e actos contra os interesses do estado, mas ainda há quem seja detido mesmo sem ter acusação ou julgamento. Vinte dos 134 presos em 2006 passaram por esta situação.

Ainda a engrossar os números estão as 1300 agressões e mais de um milhar de publicações sujeitas a censura.

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