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O que Sócrates (já) fez



Inglês para todos desde o básico:
Esta era uma das promessas eleitorais do socialista José Sócrates. Em apenas 7 meses o ensino do inglês no 1.º ciclo do básico passou de sonho a realidade, e este é um dos pontos fortes do plano de qualificação dos portugueses do primeiro-ministro. Outro dos desafios de Sócrates é a promoção do ensino artístico e do desporto escolar.

Vamos retirar 3.000.000 idosos da pobreza:
A promessa consistia em aumentar até 300 euros o apoio mensal aos pensionistas que recebessem uma pensão inferior. Ate agora o plano já abrange cerca de 613 idosos com mais de 80 anos sem rendimentos, propriedades ou filhos com rendimentos abonados. O plano prevê um alargamento até 2008, progressivamente, aos de 65 anos ou mais. Sócrates cumpriu por isso, 0,2% da sua promessa eleitoral, mas pelo menos cumpriu!

Plano Tecnológico: a nossa prioridade:
Esta foi a grande bandeira de Sócrates na campanha eleitoral de Fevereiro de 2005 e é a grande prioridade do Governo do PS, apesar de o Plano Tecnológico já ir no 3.º coordenador. No entanto, apesar de muitas medidas já estarem em curso os seus efeitos apenaos se irão notar daqui a uns anos, talvez para 2008. Exactamente um ano antes das próximas eleições legislativas, ano esse que se esperam resultados no crescimento e no emprego qualificado.

Recuperar 150.000 empregos:
Aqui procura-se o aumento dos postos de trabalho e não a diminuição do número de desempregados. Garante que, em 2005, entre emprego perdido e criado há um saldo positivo de 39 mil postos de trabalho. E o que é facto é que o desemprego baixou (apesar de pouco!) no mês de Fevereiro… pena que os media não dêem a importância devida a esta diminuição.

Cartão único contra a burocracia:
Num país onde a burocracia impera em todos os quadrantes, José Sócrates prometeu um cartão único que englobasse o bilhete de identidade, o cartão de contribuinte, o cartão da segurança social, o cartão de saúde e o cartão de eleitor. Isto tudo para facilitar a vida às pessoas e tornar a administração pública mais eficiente. O cartão será inicialmente emitido no final do ano nos Açores.

No Centro de Congressos de Lisboa, José Sócrates apresentou no dia 12 de Março o balanço do seu primeiro ano como primeiro-ministro. Além do reforço da confiança, colocou em marcha medidas como o Plano de Investimento em infra-estruturas Prioritárias, a Empresa na Hora, a Lei da Paridade, novas políticas de protecção social e mudanças na escola (alargamento do horário, refeições, alternativas do ensino tecnológico e profissional). Para o futuro, José Sócrates tem em vista novas parcerias, o processo de Bolonha, criar mais de 50% de lugares em creches e aumentar o apoio a idosos e deficientes.

O país está de facto em mudança, o que resta saber é se a mudança é para melhor ou para pior. Pelo pouco que me tenho apercebido só vamos notar essa mudança daqui a uns anos, e talvez aí dêem valor aquilo que este governo está a fazer. Apenas anotei o que de bom o Governo já fez, apesar de também haverem muitas coisas menos boas. Mas o que é facto, e atenção, não sou do partido do nosso primeiro-ministro, mas admito que já há muitos anos que não tínhamos um governo tão eficiente e implacável nas medidas. Não votei nele, e isso nem me passou pela cabeça, mas hoje e agora ao ver tudo aquilo que o partido em que votei tem feito (ou melhor, aquilo que não tem feito) arrependo-me e votaria no PS se fossem hoje as eleições. Se calhar os políticos da oposição deviam apresentar mais soluções ao invés de passarem a vida a criticar tudo e todos… como se eles fossem melhores ou piores.
A mudança em Portugal já há muito tempo que era necessária e ainda bem que houve alguém com a coragem para a fazer! O meu seminário é sobre política e marketing político, e tenho de admitir que o Sócrates leu os livrinhos todos: sabe cativar, sabe falar, sabe estar perante as câmaras, sabe sorrir para as objectivas, saber fazer-se de “amiguinho”. E o mais incrível foi a mudança que ocorreu desde que ele foi Ministro do Ambiente, até ganhar o Congresso e ser eleito primeiro-ministro. ahh! grande propaganda!!! Só espero que ele nunca chegue aos calcanhares do Mussolini, do Hitler ou, mais recentemente do Berlusconi. Mas não vai chegar pela única grande razão: não o vão deixar… E viva a democracia!!! :)

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