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Mensagens

Dia das crianças

Amanhã é o dia da criança e há duas que me fazem caminhar quando tudo me pede para apenas rastejar. A Sofia, a que há-de ser sempre a minha bebé mais linda de quase 7 anos, e o Nuno, o bebé que mais fala comigo ao telemóvel apesar de ainda não perceber a sua linguagem. Como tia babada só me resta agradecer ter estas duas crianças a dar-me força, mesmo longe e de forma inconsciente, quando mais preciso. E a Sofia já é uma estrela a receber medalhas na ginástica. Parece estar a concretizar o primeiro sonho da "mainha" de ser bailarina! Obrigado.

O medo já era, já foi e não ficará mais

Já vai tarde. Já poderia ter publicado tudo o que me foi na alma, o que senti há mais de um mês mas julgo que tive de o digerir. Neste momento posso afirmar que aquele simples mas notório dia modificou-me. Não fisicamente mas na alma, no centro da mesma. Já não tenho medo porque esse morreu há anos atrás como ditava um cartaz que não me sai da memória. De máquina fotográfica em punho, cartão na bolsa da mesma não fosse a polícia aparecer e não identificar quem ali estava para perceber em primeira mão o que se passsava, andei durante uma tarde com chuva e sol à mistura com umas boas centenas de desconhecidos. E senti-me em casa, plenamente acompanhada nas minhas crenças. Falo do dia 25 de abril de 2012, da manifestação pela re-ocupação da Escola da Fontinha no Porto, um espaço devoluto entretanto ocupado por jovens e outros menos jovens que pretendiam ali ensinar cultura nas suas diversas formas, educar crianças, ensinar-lhes o que não aprendem nas escolas e nas ruas. Num espaço onde ...

2012

Aviso: este blog vai ressuscitar. A vontade de escrever, de explorar os sentimentos são uma necessidade diária. Já não aguento engolir o que penso sem expulsar as palavras. Ainda não sei por onde começar, há tanto por dizer, mas os meus pensamentos precisam de respirar e enquanto posso e tenho poderes para isso, não o quero desperdiçar.

3

3 pode ser um belo número, pode dar sorte a alguns, azar a outros, correr lembranças pela memória, fazer-nos perder no passado que lá ficou. Neste momento, 3 significa muita coisa. 3 longos e travessos anos! A tentar afastar os fantasmas, a esquecer o passado, a magia que se perdeu num qualquer dia de Agosto e Setembro. As memórias essas, nunca se perdem, o amor muito menos, a saudade aumenta a cada minuto que passa como se não houvesse um limite para o mesmo. A imaginação do que será feito do perdido, em que caminho andará, o que fará sorrir ou chorar. Se sentirá o mesmo? Desconfio que sim, no meio de muita frieza e racionalidade, mas a magia ocorre algumas vezes em algumas vidas ou nunca noutras que tais. Racionalizando, 3 anos já seria demais! Era tempo para esquecer mas ontem, sem querer, disse o que sempre pensei e talvez nunca o tivesse dito: um melhor amigo nunca se perde, fica para sempre connosco! Por pior que nos tenha feito, por não ter impedido que tivessemos passado por ca...

Juntar as pedras e construir um muro...

Dizem-me que há foguetes e cantares por todo o país porque hoje o calendário dita que é 25 de Abril. E depois? Essa é a minha questão. Até eu, que sempre fui uma revoltada por tudo e por nada, já não tenho forças para festejar esta data porque parece que foi tudo em vão. Pergunto e volto a perguntar: o que mudou? O que ficou melhor? E talvez com um desespero, semelhante ou não ao Otelo, dito que as pessoas não souberam aproveitar o que lhes foi dado. Penso no que sentiria o meu capitão, Salgueiro Maia, se ainda hoje estivesse vivo, e acredito que sentiria a mesma repulsa que eu. Pelo estado do país, pela letargia, pelo modo de viver de uma grande percentagem da população, enfim, por quase tudo. Terminámos com uma guerra que estava a matar irmãos portugueses e a destruir colónias que tinham o direito de ter a sua vidinha. Onde andam esses antigos combatentes? Quantos, hoje, continuam com pesadelos e vidas feridas de combates onde nunca sonharam estar? E, nós, sociedade, quantas vezes no...

Pedro Abrunhosa - Quem Me Leva Os Meus Fantasmas

Ando cega, ou andamos todos. Já não entendo e prefiro não entender. Mas não gosto de ver os meus braços cruzados...

Pure Love

Linda! Diz tudo, de uma forma fácil e simples. Nós é que somos idiotas e não queremos entender a verdade desta música. E preconiza o que ontem me veio à cabeça, por mais idiota que possa parecer. Esta é a verdadeira "love song", de todas as formas de amor que possam existir. As mais fortes, as mais fracas, as possíveis e as impossíveis.