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Mensagens

Hoje

Por mais que pense que não. Por mais que imagine que não é esta a realidade, hoje fiquei com poucas dúvidas. Viver, por vezes, é quase como montar um puzzle de milhentas peças. E não estou a conseguir juntá-las. Por vezes parece que sim, outras há em que olho e estão todas espalhadas por sítios distantes e difíceis de alcançar. Chego a pensar que não entendo o que vejo, mas a verdade é que entendo, e bem, é só a minha racionalidade a não querer entender. Também ninguem me mandou cair na "esparrela", já me tinha bastado uma vez em que não resultou, agora tenho de aguentar ou "fugir" dela. Mas agora estava com esperança de que fosse diferente, mas as dúvidas avolumam-se. Preciso de respostas, de indicações para completar o puzzle mas não as encontro. Talvez amanhã, depois de uma boa noite de sono, com a Luna ao meu lado a amparar os meus lamentos, tudo volte a ter o mesmo sentido. Até amanhã.

Fim-de-semana prolongado

A ideia inicial era ir ao Gerês (finalmente...) mas depois surgiu um casamento e os planos foram por água abaixo. Depois pensei em vir a Coimbra ver a família, incluindo os animais, e voltar mais cedo para o Porto para passear e descobrir coisas novas. Ainda mais! Também está a ir por água abaixo. Uma gripe com um peso incalculável começou na Quinta-feira, soft, e piorou no fim-de-semana de tal forma que só tenho sono e um cansaço incalculável. Nem vale a pena pensar em mais planos porque vão ser mais uma frustração. Só me pergunto: irei alguma vez ao Gerês antes de morrer? Pela quantidade de vezes que planifiquei lá ir, e desmarquei, julgo que nunca lá vou conseguir ir. Seja Verão ou Inverno. Desisto. E acho que vou voltar para a cama, para dormir mais umas 5 horas... As quinze que dormi de noite até á pouco foram poucas!

Opinar pelo papel

Sempre gostei de eleições, antes e depois dos 18. Pela ansiedade dos resultados, o frenesim das televisões e das rádios e dos jornais, e das opiniões adversas que existem na família. Pelo menos lá em casa cada um tem a sua consciência, e ninguém vota na mesma cor política, o que origina sempre engraçadas discussões. Mas se calhar o meu pai não nos soube educar bem, ensinou-nos a pensar, mas sobretudo a gozar do direito de apresentar o cartão de eleitor e votar. Sempre! Até mesmo um ano em que estava com uma valente gripe, febre, e dores incríveis de garganta me arrastei para as urnas e votei. E nem sempre votei num partido. Já escrevi um nome. Já desenhei um boneco. E ainda estou na casa dos 20 anos! A criatividade ainda deve dar para muito mais. Mas, e esta é a minha mais sincera opinião, tendo cada uma a sua ainda, acho inacreditável e até vergonhoso para mim portuguesa, que quase metade da população não se tenha dado ao trabalho de ir ás urnas. Nem que fosse só para dobrar o papel e...

Mais umas do Medina Carreira

Gosto dele. Gostava de o conhecer um dia, e ter cultura suficiente para trocar meia dúzia de palavras. É despreendido do dinheiro, não gosta de gente sem palavra ou falsidades. Diz o que pensa sem medos ou inibições. É o conturbado Medina Carreira. É competitivo e exigente, não tem meias palavras. Já tem alguns livros, com ideias que concordo a 100% e outros que nem por isso. Mas escreve bem, e é bastante racional. O que falta neste país em que metade da população vive a chupar no Estado. Agora lançou outro livro, a minha próxima compra, e pelo caminho deu uma longa mas interessante entrevista à Visão que pode ler aqui .

Uma verdade inocente

Gosto destas histórias. Porque há um herói, ou heroína, e porque o "bem" foi feito, mesmo de uma forma que pode ser considerada errada. Começa assim: No derradeiro acontecimento após o 11 de Setembro de 2001, Tania Head foi uma das sobriventes que mais vezes deu a cara para os meios de comunicação social. A sua história foi contada e ouvida, de forma sentida e nunca questionando a veracidade, por milhares de pessoas em todo o mundo. Mas a verdade, 8 anos após o ocorrido, é que Tania Head nunca existiu, e o nome verdadeiro daquela mulher é Alicia Esteves Head, uma espanhola que nem sequer esteve em Nova Iorqu quando as duas mega torres caíram. Surpreendidos? Há mais. Esta mentira fez parte do documentário "A impostora do 11/9", uma mistura de arquivo, entrevistas e depoimentos de sobreviventes verdadeiros. A mentira foi descoberta em 2006, já depois de Tania ter cumprido os seus objectivos. Ela doou dinheiro, transformou o grupo de sobreviventes numa organização ofic...

"Isto é o beijo do adeus, espécie de cão", berrou!

Mas ainda há boas notícias nos jornais de hoje. O jornalista iraquiano, Muntadar al-Zaidi, que lançou em Dezembro de 2008 o seu par de sapatos ao Presidente dos EUA, George W. Bush, irá sair em liberdade amanhã, tendo cumprido 9 meses de prisão. É tratado como um herói do mundo árabe, sobretudo porque a sua acção é encarada como particularmente ofensiva para com um visitante. Já existem t-shirts com o seu nome, e chegaram a haver manifestações de apoio em Londres, Rabat, Cairo, Faixa de Gaza entre muitos outros locais. Inicialmente tinha sido condenado a três anos de cadeia por assalto (ele roubou-lhe alguma coisa? Só lhe faltou a pontaria...) a um chefe de Estado estrangeiro, no entanto, a pena foi reduzida depois de ter interposto um recurso. Está a ser organizada uma mega festa para quando sair da prisão, e a estação de televisão na qual trabalhava ofereceu-lhe um apartamento mais espaçoso já que Al Zaidi vivia numa zona muito pobre. Al Zaidi pretende aproveitar o dinheiro que lhe e...